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Posts com Tag ‘STF’

Ministro Ricardo Lewandowski STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Ricardo Lewandowski
Votou contra a liberação do aborto de feto anencéfalo
“Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina.” 

Até ontem, quarta-feira, seis ministros do STF votaram no julgamento sobre aborto de anencéfalos. O “placar” está, momentaneamente, 5×1 para o aborto. No G1 é possível conhecer os votos dos ministros.

Hoje, o julgamento será retomado por volta das 14h e, então, votarão os ministros Ayres Britto, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cezar Peluso.

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Contra a legalização de aborto de bebês com meroanencefalia, comumente denominados anencefálicos, arquidiocesanos das maiores capitais do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro) confirmaram, nos últimos dias, que farão vigílias de oração pela vida nesta terça-feira pela noite atendendo ao pedido da CNBB.

Se na sua arquidiocese ainda não houve mobilização a este respeito, incentive seu bispo e lideranças a fazê-lo e apresente o roteiro “Rezando pela Vida” elaborado pela arquidiocese de São Paulo: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/Rezando%20pela%20vida_ArquidiocesDeS%C3%A3oPaulo.pdf

Também no site Presbíteros há modelos de vigília para o mesmo fim: http://www.presbiteros.com.br/site/modelos-para-a-vigilia-de-oracao-pela-vida/

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Abrindo o tríduo pascal


Foto/Biné Morais

O ato pró-vida que fizemos aqui em São Luís, na quinta-feira santa, abrindo o tríduo pascal, virou notícia no jornal O Estado do Maranhão e no Jornal Pequeno, os mais lidos da capital. Aproveito para agradecer o protagonismo das mulheres que ajudaram muito para que tudo desse certo: obrigado Deanne, Débora, Virginia e Jaqueline!

Para quem se animar em fazer alguma coisa: ainda dá tempo. O julgamento sobre aborto de bebês anencéfalos será quarta-feira, 11. Dá para mobilizar alguns amigos da sua cidade e fazer o assunto ter repercussão local. Não se preocupe se no começo não te derem muita bola, se você não conseguir confirmar a presença de uma multidão ou ainda se você não tive o apoio de pessoas muito importantes.

Apenas vá em frente, faça sua parte.

Clique nas notícias, a seguir, para ampliar e ler

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(Foto: Carol Guedes)

Está em pauta para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a ADPF 54 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que busca legalizar o aborto (sob a designação equívoca de ‘antecipação terapêutica do parto’) no caso de fetos anencefálicos.

Mas o aborto não previne a anencefalia e não condiz com o pensamento da maioria da população brasileira em prol do respeito à vida e à dignidade da pessoa humana, independentemente da idade e doença que tenha.

Assine a petição online pelo direito à prevenção da anencefalia e ao amparo às mães, famílias e crianças:

http://www.PetitionOnline.com/DAV2008/

Não é necessário qualquer documentação. Basta digitar seu nome, e-mail e o nome do seu país.

Divulgue e assine. Seu gesto salva vidas.

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Conheça: Um diamante chamado Marcela

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Um diamante chamado Giovanna


(Foto: Elza Fiúza/ABr)

“Na minha gravidez não teve esse sofrimento estúpido como se diz por aí. O que me fazia sofrer era quem não via vida na minha gravidez.”Mônica Torres Lopes Sanches, mãe de criança com anencefalia, durante a última audiência do STF sobre aborto eugênico de fetos anencéfalos.

Se as mulheres de bem tudo fazem, poderá o mal triunfar?

Na última audiência pública sobre a legalização do aborto eugênico no Brasil o Governo Lula, mais uma vez, ignorou a vontade da maioria da população brasileira que não quer novas “permissões” na lei do aborto. Apesar do Lula, pela maioria, estavam no STF mulheres como Dóris Hipólito, presidente da Associação Mulheres pela Vida.

Dóris defendeu a vida da pequena cidadã brasileira, Giovanna Lopes Sanches, filha de Mônica, um bebê anencéfalo que viveu durante seis horas e quarenta e cinco minutos após nascer, em 25 de março de 2005. E quanto tempo mesmo é suficiente para que um filho deixe de ser filho?

A reportagem do UOL Ciência e Saúde, assinada por Piero Locatelli, conta que o tempo de vida da menina Giovanna foi suficiente para que ela acelerasse o coração ao reconhecer a presença da mãe.

Não ouvi as batidas do coração de Giovanna na grande maioria dos jornais e sites de notícia que cobriram a audiência descaradamente pró-aborto de crianças deficientes.

Que pena, Brasil… Que pena que para silenciar corações tão pequenos haja tantos juízes, tantas ONGs, tantos contratos disponíveis.

Marcela, Giovanna… Se quiser nome de santa para sua filha, aí está.

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STF Notícias:Médica afirma que, dentro do útero, não é possível determinar a morte encefálica

Cultura da Vida: Médica que cuidou de anencéfala diz que caso abre precedente e que impossibilidade de sobrevida “já não se confirma”

Jorge Ferraz:“Audiência pública só foi realizada quando a situação era propícia para os abortistas!”

Aqui: Um diamante chamado Marcela

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E os universitários do Brasil se encontrarão com a Dóris, no Tocantins, por esses dias 18 a 21 de setembro.

A vida é bem interessante. Num dia você é só um louco que faz barulho… No outro dia você é só mais um dentre tantos outros loucos pela Marcela, pela Giovana, pelo Espírito de Vida.

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STF: última audiência é terça-feira

“A decisão do STF terá conseqüências, pois consagrará princípios para a posterior jurisprudência. E aí vai mais uma pergunta: depois dos anencéfalos, qual será o próximo grupo de “incompatíveis com a vida”, de incômodos e indesejados na lista da eliminação?”D. Odilo P. Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo, no artigo Anencéfalos – quantas interrogações!

Mônica teve uma filha anencéfala. Espera-se que o depoimento dessa mãe seja ouvido no Supermo Tribunal Federal, amanhã, terça-feira, 16. A última audiência pública sobre o aborto de fetos anencéfalos terá transmissão ao vivo, a partir das 9h, pela TV Justiça.

Preste atenção e ligue os pontos: na audiência anterior falou o ministro da saúde do governo Lula… Para a próxima audiência está escalada a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do governo Lula, Nilcéia Freire…

Só esclarecendo… Uma “Secretaria Especial” está diretamente ligada ao Presidente… Diretamente… E essa tal secretaria defende a legalização do aborto no Brasil, não importando quantos miolos tenha o bebê… Será que ainda tem algum católico honesto capaz de dizer que o Presidente Lula é contra o aborto?

E não é só discurso. O governo Lula, além de aplaudir o discurso abortista, paga cinco milhões de reais para que pesquisadores brasileiros desenvolvam projetos com foco no “II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres“, o qual, além da promoção da “a eqüidade de gênero e valorização das diversidades nos currículos” (mordaça gay…), visa a promoção “de um centro colaborador por região para humanização da atenção ao parto, ao abortamento e às urgências e emergências obstétricas” (promoção do “aborto seguro”…).

Enfim… Amanhã o STF “ouve” representates da sociedade civil… A gente que fica por aqui entrega para Deus, né não? Que Deus tenha misericórdia dos sofrimentos de cada ministro do STF e possa, misericordiosamente, abreviar os dias (de sofrimento) daqueles que mais precisarem! Amém.

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Deus sabe o que faz: o ministro Marco Aurélio visitará São Luís do Maranhão na próxima segunda-feira e eu não estarei por lá. Na ocasião ele discursará – exclusivamente – aos alunos e professores de uma faculdade de Direito. Enfim…

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Dona Cacilda e a pequena Marcela num momento que o aborto nunca proporcionaria.

Aborto não encerra problema psicológico nenhum!” - Dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento Brasil sem Aborto, na audiência pública sobre aborto de anencéfalos, no STF.

Muita emoção na segunda audiência pública feita pelo STF, quinta-feira, sobre a “interrupção da gravidez”, a “antecipação do parto”, o “parimento antes da hora”, a “facilitação do expelimento da insustentável leveza do ser”… Enfim, a audiência pública com médicos e cientistas brasileiros sobre o aborto de pessoas com a deficiência física chamada anencefalia (ausência do cérebro).

A maioria dos médicos e cientistas posicionou-se a favor do aborto do deficiente físico uma vez que a mulher sofre, o pai sofre, a família sofre, os médicos sofrem, a economia sofre, a política sofre, enfim… Suspeita-se que a audiência foi a primeira ação de marketing viral do novo mecidamento contra problemas psicológicos:

“Bye-Bye, Baby”, de acordo com pesquisas recentes, ainda enfrenta certa resistência do mercado brasileiro. Apesar disso, a ação viral motivou o ministro relator do caso, o anticlerical Marco Aurélio, que torce pela liberação do aborto de deficientes com anencefalia por 11 votos a 0.

“Bye-Bye, Baby” é aprovado pelo doutor Thomaz Gollop, organizador da junta médica que anunciou ao STF que “Marcela não é anencéfala”. Gollop, por acaso, integrou a comissão que elaborou o projeto lei 1135 que quer legalizar o aborto no Brasil - que coincidência, que dizer que para ele tanto faz se é anencéfalo ou não?

Não é por nada… Mas esse “Bye-Bye, Baby” bem que poderia ter o Dr. Gollop como garoto propaganda. O homem só pensa em resolver o grande problema psicológico do século. Pelo menos só fala desse assunto, a idéia é fixa mesmo.

Bom, por enquanto, a promessa do medicamento é curar problemas psicológicos causados pela gestação de crianças anencéfalas (veja a foto acima outra vez: que sofrimento impuseram a Dona Cacilda não? Amar a própria filha!). A questão é como identificar se o feto é um deficiente com anencefalia ou com merocrania já que o diagnóstico preciso, como pretende ter anunciado o Dr. Gollop, só é possível após a morte da criança e mesmo assim somente com a presença de uma junta médica especializada – algo que não está disponível em todas as cidades brasileiras.

Na dúvida, é melhor dar ouvidos à Dr. Lenise Garcia mesmo.

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Free Jorge Ferraz! Free Jorge Ferraz: “Meu Deus, como é cretino o Marco Mello!

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O jornal O Estado de S. Paulo, a exemplo de outros veículos de comunicação, publicou a afirmação do especialista em medicina fetal e professor da USP, Thomas Gollop, para quem a menina Marcela de Jesus não era anencéfala mesmo após diversos médicos terem diagnosticado que a criança sofria dessa deficiência.

Sobre o assunto, seguem as seguintes considerações do jurista Rodrigo Pedroso:

1. O sr. Thomas Gollop não é apenas um “especialista em medicina fetal e professor da USP”. É também um dos mais destacados líderes do movimento abortista no Brasil. Será que ele falou como “especialista” ou como militante? E por que O Estado de São Paulo omitiu fato tão relevante sobre seu currículo, a saber, sua militância abortista?

2. Desconhecia essa praxe médica de fazer diagnósticos com o paciente já morto e enterrado.

3. O conceito de “morte cerebral” não existe no sistema jurídico brasileiro. A legislação faz referência à morte encefálica (ver art. 3o da Lei n. 9434/1997).

4. Segundo o sr. Gollop, a merocrania, que supostamente afetava a Marcela, também caracteriza a “morte cerebral”. Resta ao doudo “especialista” explicar como uma pessoa morta pôde viver tanto.

5. Ainda segundo o sr. Gollop, o prognóstico para a merocrania é o mesmo que para a anencefalia. Ou seja, em ambos os casos, a “terapêutica” que o “especialista” prescreve é a morte provocada da criança.

6. A matéria do jornal, além de lacunosa, é preconceituosa. Segundo o diário O Estado de São Paulo (cujos proprietários sempre mantiveram relações estreitas com a Maçonaria), “o caso da criança tem sido utilizado por grupos religiosos como argumento no debate no Supremo”. 1o) São só grupos religiosos que apresentam Marcela como argumento? Isto é fato verificado ou apenas uma ilação preconceituosa desse jornaleco falido? 2o) Um argumento tem peso menor por ter sido apresentado por um grupo religioso ou não-religioso? Ser religioso é falha de caráter ou já virou crime? Por que mencionar o caráter supostamente religioso dos grupos que apresentam Marcela como argumento e omitir a militância abortista do sr. Gollop? O que diriam se sublinhássemos o fato de que Thomas Gollop é judeu e faz parte daquele povo que pediu a crucificação de Jesus Cristo?

Oremos pelos pérfidos judeus!
(oração da antiga liturgia da sexta-feira santa)

Rodrigo R. Pedroso.

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por Rodrigo Pedroso*

Apenas um único Ministro, dos onze que compõem o Supremo Tribunal Federal (STF), ficou para assistir a primeira audiência pública do processo da ADPF 54, ação que reclama o direito de abortar as crianças anencéfalas, com suposto fundamento na Constituição Federal.

Por que os Ministros não ficaram para assistir a audiência? Simplesmente porque já têm definidos os seus votos. Essas audiências públicas não se dirigem aos Ministros, que já formaram opinião sobre o assunto, mas à mídia e, por meio dela, à opinião pública.

Essas audiências públicas são uma farsa para legitimar a usurpação, pelo Supremo Tribunal Federal, dos poderes constituinte e legislativo. O STF não julga questões de fato, apenas questões de direito. Não precisa ser um grande jurista, qualquer advogado de porta de cadeia sabe disso. Por isso não têm sentido a convocação de audiências públicas para discutir aspectos “religiosos”, “científicos”, “filosóficos” ou o raio que os parta.

O que o Supremo tem que decidir é se existe algum preceito fundamental na Constituição que autorize alguém a abortar uma criança com anencefalia. É óbvio que não tem. Por isso, a ADPF 54 já devia ter sido extinta há anos, por falta de amparo constitucional. As audiências públicas servem para legitimar a usurpação, por parte do Supremo Tribunal Federal, do poder constituinte reformador.

No caso da ADPF 54 ser julgada procedente, o STF vai alterar o sentido do texto constitucional e ainda vai dizer que o fez “com amplo respaldo democrático da sociedade civil, que foi ouvida em sucessivas audiências públicas”.

A imagem que certos integrantes do STF querem passar não é apenas a de intérpretes autorizados da Constituição, mas a de intérpretes da vontade popular e dos anseios da “sociedade civil organizada”, substituindo-se ao próprio Congresso Nacional como representantes do “povo soberano”, titular do poder constituinte. É a adesão formal e explícita à politização do Judiciário e ao ativismo judicial, com gravíssima violação da separação constitucional dos poderes.

Para entender o perigo isso representa para as instituições democráticas, basta lembrar de outro órgão do Estado que, no decorrer da história brasileira, reivindicou para si o status de falar e agir em nome do povo soberano. Em 1889, o golpe militar que depôs o Imperador foi justificado pela frase do General Benjamin Constant: “O Exército é o povo fardado”. Desde então, a república brasileira viveu sob a tutela das Forças Armadas, como poder moderador exercido de fato. O chamado “partido fardado”, em 1964, “se investiu no exercício do poder constituinte” e passou a baixar sucessivos atos institucionais. O preâmbulo do Ato Institucional n. 1 bem que poderia ser utilizado pelo Ministro Marco Aurélio, para a redação de seu voto:

“(…) Fica, assim, bem claro que a revolução não procura legitimar-se através do Congresso. Este é que recebe neste Ato Institucional, resultante do exercício do poder constituinte, inerente a tôdas as revoluções, a sua legitimação.”

Será que viveremos agora sob a tutela dos “homens da capa preta”, os quais não receberam mandato popular? “A pior ditadura que pode existir é o despotismo do Judiciário. Contra ele, não há a quem recorrer” (Rui Barbosa).

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Rodrigo Pedroso é jurista, OAB/SP 195.886.

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A seleção do trecho do preâmbulo do Ato Institucional n. 1 foi minha.

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Marcela vai ao STF

Começa hoje a primeira audiência no Supremo Tribunal Federal sobre a viabilidade jurídica da interrupação da gravidez – aborto! – de fetos anencéfalos à pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde. Esta entidade quer que o aborto de fetos sem cérebro seja permitido no Brasil em nome da “dignidade humana” e do “direito à saúde”.

Mas a dignidade humana não consiste em ter ou não ter cérebro. O que acontece, então? Trata-se do pleito pelo direito de matar o deficiente, o direito ao aborto eugênico. Não tem cérebro? Mata. Tem problema genético? Mata. É incapaz de ser útil à sociedade de consumo? Mata.

Claro que sob os holofotes os argumentos são outros. “Bebê sem cérebro morre em pouco tempo mesmo, se é que já não está morto…”. Mas aí nasceu a Marcela de Jesus e calou o argumento: Marcela não tinha cérebro e viveu por um ano e oito meses. Morreu de pneumonia, nada relacionado à falta de um cérebro.

A vida da pequena Marcela perturbou a vida de muita gente pequena. Gente capaz de dizer que a mãe que gera uma criança anencéfala é um “caixão ambulante”. Gente capaz de defender q a vida de Marcela não serve de argumento em favor das crianças sem cérebro. Gente?

Marcela não tinha um cérebro e tinha consciência, expressava emoções, vivia. Por que outras Marcelas não deveriam ter a mesma oportunidade? Porque representam risco de vida à mãe, diriam alguns… Mas o fato é que gravidezes anencefálicas apresentam um risco “baixo” de complicações, geralmente insignificantes.

Por que, então? Diriam que Marcela foi uma exceção, que bebês anencéfalos, em geral, tem apenas minutos de vida. O fato é que 10% dos anencéfalos vivem mais que uma semana e alguns vivem por anos! E se todos recebessem a devida assistência quando nacessem, quanto tempo viveriam?

***

O STF ouvirá religiosos, políticos e cientistas para, então, julgar se o poder jurídico pode legislar… Porque, afinal, é isso o que o Supremo estará fazendo caso aprove o aborto de anencéfalos! Estará legislando, acrescentando mais uma exceção aos casos em que o aborto é tolerado no Brasil. É esse o papel do STF?

Curiosamente o Supremo não ouvirá pais de crianças anencéfalas. Contudo eles têm muito a dizer, como por exemplo estes dezesseis casais que expõem, na internet, um memorial para perpetuar a história de seus pequenos filhos que nasceram com a deficiência chamada anencefalia.

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“Mas eu li na Veja…” Então agora leia no blog do William Murat: “O que incomoda esta gente é que a menina viveu 1 ano e 8 meses, que sua mãe a tenha amado como a qualquer um de seus filhos, que ela não tenha “dado à luz a morte”.”

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Nota da CNBB sobre aborto de feto anencefálico.

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