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Posts com Tag ‘Pró-vida’

Matar alguém é morrer um pouco; é matar um pouco da própria alma. Todo carrasco se torna um monstro, e um carrasco de crianças é tão mais monstruoso quanto maiores são as potencialidades que corta pela raiz, como uma tesoura corta o pescoço de um bebê. Parece bonito falar de “escolha” e de “direitos reprodutivos”, escondendo-se a realidade da morte. Quando ela chega, contudo, cessam os eufemismos. Abismo atrai abismo. – Carlos Ramalhete

O professor Carlos Ramalhete nos presenteou hoje com mais um artigo pró-vida. Abismo atrai abismo trata do terrível caso do médico-monstro abortista, Dr. Kermit Gosnell, que fazia o parto de suas pacientes para depois matar o bebê pelo método mais doloroso possível: cortando, com uma tesoura, a coluna da criança. O caso é pano de fundo para o artigo do professor que alerta sobre como a natureza humana é contorcida quando alguém está a serviço da morte de inocentes. Confira no site do jornl Gazeta do Povo.

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Nesta segunda-feira, 06 de maio, duas integrantes do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto estarão representando a Defesa da Vida em mídias digitais:
Às 20h30, a secretária executiva do comitê do Rio de Janeiro, Jane Chantre, é a entrevistada do programa de webtv, “Mulheres em Ação”, pela TV Mundi.
Às 22h é a vez da presidente nacional do Movimento, Lenise Garcia, participar do programa de web-rádio da ANAJURE (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, que pode ser acessada no link http://www.anajure.org.br/radio/
Assine a petição on-line em apoio ao Estatuto do Nascituro no link abaixo e, SOMENTE APÓS ASSINAR, divulgue para seus contatos: http://www.ipetitions.com/petition/estatutodonascituro/

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O blog Contra o Aborto fez um registro de algumas frases do agora papa emérito, Bento XVI, a respeito da defesa da vida. Veja a seguir a seleção do William Murat:

“Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva.”

“(…) Sua Santidade aproveitou a oportunidade para falar sobre os requerimentos da lei moral natural e o consistente ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida humana da concepção à morte natural que obriga a todos os católicos, especialmente aos legisladores, juristas e aqueles responsáveis pelo bem comum da sociedade a trabalhar em cooperação com todos os homens e mulheres de boa vontade na criação de um sistema justo de leis capazes de proteger a vida humana em todos os estágios de seu desenvolvimento.”

“Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida. 
 
Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tampouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.”

“(…) falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural”

“No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes:
  • tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural;
  • reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível;
  • tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.”

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Os mais jovens dentre os jovens da família humana, as crianças por nascer, também estarão presentes na Jornada Mundial da Juventude (23 e 28 de julho). Isso será possível por meio da iniciativa “Escolhe a Vida” a qual pretende que todos os participantes da Jornada recebam um kit pró-vida com a representação de um bebê de 12 semanas e materiais formativos.

Isso só vai ser possível se você ajudar: faça uma doação generosa para a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família (PROVIDAFAMÍLIA), de Brasília, para ajudar a iniciativa a produzir os subsídios dos quais necessita, de forma especial a representação do bebê humano.

Banco do Brasil
Agência: 3476-2
Conta: 222589-1
Nome: Ass Nac Pro Fam

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Lideranças-chave do movimento pró-vida, como prof. Hermes Rodrigues Nery (à direita) e dra.Maria Dolly Guimarães (à direita) em reunião com o cardeal Dom Odilo Scherer (ao centro)

@DomOdiloScherer, cardeal arcebispo de São Paulo e tuiteiro (clica no link que abre o texto), vai ser o novo Papa ou não, eu o digo! E ele é pró-vida daqueles que não medem as palavras – à semelhança do meu papabile (papável) favorito, o cardeal americano Raymond Burke.

Já tive a alegria de estar com Dom Odilo no palco de um dos últimos grandes eventos pró-vida de São Paulo (Marcha da Cidadania pela Vida 2010) no qual o cardeal mostrou sua militância empolgada. Fiz um vídeo na época, veja só:


“O fato de que a mulher estuprada não precise mais nem fazer causa [apresentar B.O] na delegacia, isso protege o agressor, protege o estuprador, e quem paga a conta no fim é a mulher. Tem que ser dito isso! Pareceria que é pra proteger e defender a mulher. Não… Isso protege malandro!” – Cardeal Dom Odilo Scherer.

Um registro mais conhecido de sua aberta posição pró-vida tivemos no ano passado durante uma bateria de entrevistas que Dom Odilo concedeu a diversos veículos de comunicação por ocasião da polêmica de aborto de bebês deficientes, os anencéfalos. O cardeal criticou, sutilmente (?), o governo por permitir que a lei que criminaliza o aborto seja desrespeitada no país e, mais, afirmou que o discurso pró-aborto é falacioso e que só quem perde com o avanço da cultura da morte é a humanidade e não a Igreja.

Confira o repeteco, a seguir:

Muitas outras coisas fez Dom Odilo no que diz respeito à temática pró-vida que não caberiam ser escritas aqui. Mas que certamente são do conhecimento dos cardeais italianos que já apontam o nome do brasileiro como capaz de suceder a Bento XVI.

É o que noticiou Vatican Insider (leia em espanhol, aqui)e tantos outros sites de notícias no exterior e no Brasil. O que pesa em seu favor? O fato de ser um latino-americano bem considerado fluente em italiano; seu sobrenome alemão; e os “modos medidos” que o fazem parecer “pouco latino”, segundo li em G1.

Dom Odilo tem algo que eu admiro: ele conhece o mal. Não por ouvir dizer… Não por ler na internet ou por saber a partir de críticas a “pequenos grupos de católicos radicais”. Mas conhece o mal cara a cara e tem coragem para enfrentá-lo. É o que vimos no mês passado, no dia 22, quando “estudantes” nada católicos tentaram intimidar o cardeal durante cerimônia de dignificação da Cruz na PUC de Perdizes, em São Paulo:

Um papa brasileiro capaz de conduzir a moratória do aborto em todo o mundo! Mas que sensacional poderia ser, não? Saberá Deus! E que o falso autor das profecias de São Malaquias não nos ouça, mas Dom Odilo chama-se Pedro. Dom Odilo Pedro Scherer. ;-)

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obama novo mandato

Na inauguração do segundo mandato de Obama algumas pessoas pró-vida resolveram lembrar a verdade inconveniente sobre  as ideias “pró-escolha” do presidente e para isso expuseram enormes cartazes com imagens de crianças “pró-escolhidas” (abortadas, como dizíamos quando o termo não era discurso de ódio, vocês lembram?) na frente do Memorial Navy,  na avenida Pennsylvania. O local era estratégico: por lá passaria a comitiva de Obama, tanto para ir até o Capitólio, quanto para retornar à Casa Branca.

Todos viram, mais uma vez, a verdade sobre o aborto. Uma verdade um pouco mais inconveniente que aquela sobre as pessoas que ainda se reconhecem como pessoas, aquilo que as move:  a capacidade delas de saber que em tempos de guerra não é possível parar de lutar, ou baixar a guarda.

É muito bom quando nos sentimos representados, não é mesmo? Eu não suportava mais tantas loas à continuação do governo Obama… Propriamente, tantas loas ao próprio Obama! É impressionante a unanimidade dos veículos de comunicação quando a questão é Obama. Os textos mais sagrados, as imagens mais cinematográficas, os suspiros mais aliviados de todos, as bíblias  de Abraham Lincoln e Martin Luther King Jr…  E por qual razão? Talvez para nos dizer que a guerra acabou e que já não há mais pelo que lutar.

E no entanto não paramos de lutar… Qual será o nosso problema? Por que mobilizam o mundo inteiro para nos dizer que não conseguiremos? Que força é essa que somos? Por que nos atrevemos?

Nesses anos aprendi que a defesa da vida é, afinal, uma autodefesa. Não se trata apenas de proteger o não protegido, mas de reconhecermos a nós mesmos neles. Se pensarmos a fundo, na verdade os nascituros também nos protegem na medida que são a referência visível a um direito que compartilhamos. Quando não se reconhece a vida deles, automaticamente todos nós somos seres irreconhecíveis, posto que desumanizados.

Sermos humanos, termos uma natureza, eis a verdade inconveniente que precisa ser extinguida.

Por que baixaríamos a guarda diante desse horror? Não o faremos. Deus nos ajude.

 

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Ato pró-vida em 21 de março de 2012
“Descriminalizados”: cidadãos pró-vida, ao lado de Dom Bergonzini, seguram documentos da CNBB Sul 1 liberados por determinação do Tribunal Superior Eleitoral após inédito movimento de criminalização do movimento pró-vida, no Brasil, em 2010, por inciativa do Partido dos Trabalhadores (PT). A partir da esquerda: Renata Martins, Hermes Rodrigues Nery, Dom Luiz Bergonzini e Wagner Moura

Grande mídia noticia ato pró-vida
“Católicas” pelo Direito de Decidir são processadas por líder pró-vida
Zé Dirceu (PT) se irrita com manifestação pró-vida
Menino surpreende em defesa da vida

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por Prof. Hermes Rodrigues Nery

Apontamentos sobre o ato público em defesa da vida na praça da Sé, centro de São Paulo, em 21 de março de 2012, liderado pelo bispo emérito de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Pouco depois das 10 da manhã, saímos de Guarulhos e enquanto nos dirigíamos para o centro de São Paulo, rezamos o terço: mistérios gloriosos. Perto das onze horas já havia uma concentração nas escadarias da Catedral da Sé, animada por Anderson Luis dos Reis, da Renovação Carismática Católica (RCC). Vários jovens com camisetas brancas com a inscrição “Aborto, não!” preparavam seus cartazes e iam distribuindo o folheto “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, finalmente liberados pela Justiça, razão pela qual Dom Luiz Gonzaga Bergonzini havia convocado aquela manifestação, para tornar público a legitimidade e legalidade do documento.

Iniciamos o evento com a oração do Pai Nosso. Em seguida, Renata Martins, rezou a Ave-Maria, ressaltando Maria, como Nossa Senhora e Mãe da Vida. ”Maria, pois, é modelo para a Igreja; e mais: é o melhor e o mais completo modelo com que pode comparar-se e do qual pode tirar inspirações no seu caminho a cada momento: o modelo mariano é contemporâneo  a todos os tempos da Igreja”1. Logo após, o Cel. Paes de Lira exibiu o “Apelo”, assinado por três prelados do episcopado brasileiro, reafirmou a sua legitmidade, legalidade e – o mais importante – a sua atualidade. E então, um a um dos presentes foram fazendo uso da palavra e destacando o valor da vida e a dignidade da pessoa humana, de modo integral. “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção”.2

Os que estavam lá representavam a expressa maioria do povo brasileiro, pois segundo o DataFolha de 2010, apenas 7% querem a legalização do aborto, e 71% aceitam a legislação e o Código Penal do jeito que está, sem ampliação na flexibilização do aborto. Dias atrás, no Rio de Janeiro, em reunião no Instituto Eu Defendo, o jurista católico pró-vida, Dr. Paulo Silveira Martins Leão Júnior foi enfático: “a vida humana é o fundamento necessário de tudo o que diz respeito ao indivíduo e à sociedade humana. Todos os direitos estão relacionados à vida humana e de alguma forma dela dependem. Trata-se de um dado lógico evidente que compõe o direito natural da humanidade”.3 E ressaltou: “No Brasil, a Constituição Federal em vigor proclama como primeiro dentre todos os direitos individuais e coletivos, a ‘inviolabilidade do direi to à vida’ (vide art. 5º, caput). A Constituição também estabelece que é um dos objetivos fundamentais da República, ‘promover o bem de todos, sem preconceitos… de idade e quaisquer outras formas de discriminação (vide art. 3º, IV). Portanto, a vida humana em nosso país está protegida constitucionalmente antes do nascimento, além de o ser pela lei civil e penal.”4

“Mesmo assim, persiste a obsessão do governo em impor goela abaixo a legalização do aborto, conforme as diretrizes do PNDH3″, frisou enfaticamente Paes de Lira.

E enquanto ocorria, de modo muito pacífico, o ato público nas escadarias da Catedral da Sé, apareceram algumas feministas, com cartazes também bastante agressivos,  provocando o início de um pequeno alvoroço, que teve de ser contido com o apelo que fizemos: “Cada cidadão, no contexto democrático, tem o direito de se manifestar.” Rogamos para que não aceitassem provocações e que o ato mantivesse a proposta de não-violência. O clima ficou um pouco tenso e percebi que havia risco de uma perturbação intempestiva. Dos dois lados havia cartazes agressivos. Do lado pró-vida, um banner trazia a estampa da ministra Eleonora Menicucci com uma inscrição embaixo: “Assassina”. “Forte demais, realmente”, comentou comigo Pe. Berardo Graz. E do lado pró-aborto, o que mais chamou a atenção foi um cartaz com os dizeres: “Tirem seus rosários dos nossos ovários”.

Foi quando um dos jovens ali presentes (só podia se chamar Moisés!) fez uso da palavra, e como um general em meio ao campo de batalha, ergueu a voz para levantar o moral dos soldados. E o nome de Cristo Rei ressoou por toda a praça, com uma sonoridade límpida, a alcançar o coração e a consciência de todos os que estavam ali, e que ficaram num silêncio profundo, “pois ninguém no passado foi tão amado por todos os povos, nem jamais será no futuro, como Jesus Cristo“.5 E mesmo assim, algumas feministas ainda tentavam alguma turbulência com o conhecido argumento ao direito das mulheres ao próprio corpo, etc., quando pouco depois do meio-dia - hora do Angelus - em que os sinos ribombaram de modo solene, rogamos para que os pró-vida não aceitassem as provocações, e então o jovem Moisés, novamente com voz firmíssima, pediu para todos se ajoelhassem e saudassem a Virgem Santíssima com a Ave-Maria.

Manifestantes rezam em defesa da vida

Cidadãos pró-vida rezam a Salve-Rainha nas escadarias da Catedral da Sé (SP)

Irmã Aparecida, com o hábito a evidenciar sua condição religiosa, também proferiu a Ave-Maria, ao que cada um foi se ajoelhando, até mesmo os transeuntes que por ali passavam, naquela hora. E então, pedi à marianíssima Mariângela Consoli de Oliveira, de São José dos Campos, que estava próxima, a rezar a Salve-Rainha. E após ouvirem “Eia, pois, advogada nossa!”, as feministas foram se retirando, em silêncio. No final da oração, Anderson exclamou radiante: “Viva o Santo Rosário!” Foi um instante memorável, certamente um dos mais tocantes, a confirmar o poder da oração nesta batalha efetivamente espiritual. E também muito gratificante expressar publicamente a nossa fé, como faziam os primeiros cristãos. Hoje, muitos católicos confortam-se no comodismo de aceitar o laicismo para justificar expressar a fé apenas quando convém, quando podem ainda tirar algum proveito. No atual contexto de pluralismo e relativismo, ficou fácil ser católico por conveniência. Expressar portanto a fé publicamente, quando forças diversas e adversas quer encerrar os católicos autênticos ao gueto privatista, foi um dos momentos de grande emoção vividos na caminhada em defesa da vida. É o ensimamento do Catecismo: “O homem deve ‘poder professar livremente a religião, tanto em particular quanto em público’”.6 Daí a alegria (muito consciente) de estarmos no coração de São Paulo fazendo ecoar para todo o Brasil o clamor pela vida: “Vida, sim; aborto, não!”, bradamos várias vezes diante do Forum João Mendes Júnior.

Para que todos tenham vida

Muito comovente também a caminhada da praça da Sé até o Fórum João Mendes cantando “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!”7 No trajeto, comentei com Mariângela que aquilo que cantávamos quando adolescentes no canto de comunhão, no interior da igreja, estávamos agora cantando nas ruas. Não se tratava mais de uma procissão de uma festa religiosa local, mas um movimento crescente da Igreja, cuja questão da defesa da vida é onde sopra hoje mais fortemente o Espírito Santo. E mais ainda: que nos leva à séria reflexão sobre a verdadeira dimensão do homem e da mulher na pedagogia de Deus, no mistério da identidade de cada pessoa, imagem e semelhança do Criador, em meio aos condicionamentos do mundo, cujas estruturas e lógica de poder nem sempre promovem a verdade do ser e a integridade da pessoa. E nesse sentido Maria emerge como aquela que primeiro acreditou e aceitou em seu coração o Reino anunciado por Jesus, para além de todo conflito humano, na relação de efetiva complementaridade e mútuo serviço que homem e mulher são chamados a viver para a plenitude na vida verdadeira, em Deus. Por isso, a Salve-Rainha imperou naquele instante, porque Maria falou aos seus, e assegurou a paz, pois “Maria pode falar francamente, porque seu coração está orientado para o céu mais do que o dos outros discípulos”.8

Viva Dom Luiz!

Bispo processa ONG Católicas pelo Direito de Decidir

“A mentira perdeu”: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos (SP), esclarece sobre apreensão do documento “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras” e posterior determinação de devolução pelo Tribunal Superior Eleitoral. O documento pró-vida será distribuído nos próximos meses

Recebemos festivamente Dom Luiz Gonzaga Bergonzini como exemplo de pastor comprometido com radicalidade do Evangelho. E efusivamente exaltamos: “Viva Dom Luiz!”

Com 75 anos, Dom Luiz não se aposentou. Com ardor e entusiasmo, conclama os jovens a descobrirem a alegria da vida e a se dedicarem na missão evangelizadora. A Igreja sempre flutuou acima das tempestades temporais. “Isto será quase uma regra na Igreja: administram-se, como se pode, os acontecimentos inesperados”.9  E nas horas dos impasses mais agudos da história, como agora na luta por fazer o governo reconhecer o direito a vida, desde a concepção; os bispos, sucessores legítimos dos apóstolos, devem estar a frente do povo de Deus, que é o povo da vida, a recordar ao povo cristão o valor e o sentido da vida nova e verdadeira anunciada por Jesus. “O que há de novo e de inaudito no cristianismo é a revelação de uma nova vida”10, a vida digna como condição da vida plena.

E lá estava Dom Luiz, no meio do povo, no coração da grande urbe, a suscitar o ânimo e a afirmar a verdadeira identidade católica da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, no Fórum João Mendes Júnior, protocolou uma ação visando evitar que feministas usem o nome de “católicas” para confundir o povo cristão, gesto este vindo de um bispo para reforçar de vez a posição da Igreja em rechaçar a ideologia e os eufemismos das feministas que querem se passar por católicas para justificar a flexibilização da sã doutrina, em estratégia sutil de engodo, visando corroer e minar a fé cristã. Agindo asssim, Dom Luiz sabe que “sob a mão de Deus, nada de valioso se perde”.11 Ganha o testemunho da fé, ganha a vida, pois a Igreja não combate em vão.

Homenagem pró-vida com balões

Homenagem às vítimas do aborto: balões vermelhos subiram ao céu

Ao final do evento, com a benção de Dom Luiz, foram soltos balões vermelhos, para lembrar o sangue das vítimas inocentes, imoladas a cada dia, a cada aborto cometido, em tantas partes do mundo. São milhares de indefesos, privados do direito a vida, que precisam agora da nossa determinação e coragem, para estancar a sede de tanto sangue, que os fortes do mundo, em cálculos de lógica, tentam justificar no âmbito legal. Daí o clamor pela vida que ecoou no coração de São Paulo, esperando tomar todo o Brasil, a chegar na mesa de decisões do Palácio do Planalto, e também nos gabinetes dos parlamentares em Brasília, para que possamos afirmar legislação e vida, se quisermos realmente o Brasil esplêndido.

Notas:
1. Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “Santa Maria”, de L. De Candido; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
2. Catecismo da Igreja Católica, 2270
3. Paulo Silveira Martins Leão Júnior, O Direito Fundamental à Vida dos Embriões e Anencéfalos, artigo publicado em Direito Fundamental à Vida, coordenado por Ives Gandra da Silva Martins, p. 225, Centro de Extensão Universitária e Editora Quartier Latin do Brasil, 2005, São Paulo.
4. Ib. pp. 225-226.
5. Carta Encíclica do papa Pio IX, Quas Primas, 4, Edições Cristo Rei, p. 18, 2011, Belo Horizonte
6. Catecismo da Igreja Católica, 2137
7. (http://www.youtube.com/watch?v=XCLtAeWBl84&feature=related)
8.  Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “A Mulher no Cristianismo Primitivo”, de R. Aguirre; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
(Ib, p. 947)
9. Georges Suffert, Tu és Pedro, Editora Objetiva, p. 31, Rio de Janeiro.
10. Josef Holzner, Paulo de Tarso, Editora Quadrante, p. 87, São Paulo.
11. Ib. p. 56.

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Arrepiamos os pelinhos do carpete do Senado, minha gente! Não houve debate algum sobre os crimes contra a vida e os grupos abortistas sequer aproveitaram a data simbólica, Dia da Mulher, para dar as caras na audiência. Mas o assunto fica pra amanhã, sexta-feira. A mudança foi proposital devido às ligações ao Alô Senado 0800-612211 e a toda movimentação dos grupos pró-vida – que contaram inclusive com o apoio da cantora Elba Ramalho que, pessoalmente, visitou os parlamentares para explicar toda arapuca que os abortistas estão armando. Infelizmente, no entanto, parece que amanhã não haverá senadores no local. Brasília está pacificada! =D Por lá os odiosos não têm vez, mas eles vão continuar tentando. Continue ligando para o Alô Senado 0800-612211. Continue em oração. Obrigado. Juntos somos mais.

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Stabat Mater dolorosa iuxta crucem lacrimosa dum pendebat Filius.

***

Neste dia da mulher há um pesar de todos nós sobre o Congresso Nacional quando, em audiência pública, em Brasília, discute-se a descriminalização do aborto e da eutanásia no novo Código Penal brasileiro que está sendo elaborado.

O Senado brasileiro instituiu em outubro de 2011 uma comissão para revisar o Código Penal brasileiro. Na comissão foram colocados juristas não apenas a favor da descriminalização do aborto, como também da eutanásia. E o que deveria ser uma reforma do Código Penal para solucionar os problemas de segurança do povo brasileiro, está se tornando o mais puro ativismo em favor da legalização do aborto.

Ofereço meu jejum deste dia para que os senadores peçam o afastamento da comissão para a revisão do Código Penal da promotora Luiza Nagib Eluf e do professor Luiz Flávio Gomes, juristas que absolutamente não representam a posição dos eleitores.

Advogados assumidamente pró-aborto, eles foram nomeados para a comissão que elabora um novo Código Penal. Sobre a posição da Dra. Luiza Nagib Eluf, a respeito da legalização do aborto, veja a seguinte entrevista: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/videos-veja-entrevista/luiza-nagib-eluf-procuradora-de-justica-sou-favoravel-a-descriminalizacao-do-aborto/

Neste vídeo, Dr. Luiz Flávio Gomes defende a legalização do aborto livre e social, indicando os passos que o movimento abortista deve tomar para alcançar, no Brasil, este grande objetivo:
http://www.youtube.com/watch?v=lIzx8_HPIHA

Além disso, defende a legalização da eutanásia: http://www.lfg.com.br/public_html/article.php?story=2005030714252575

o anteprojeto do novo Código Penal abre caminho para deixar totalmente impune o filho que matar o pai a pretexto de eutanásia. Veja você mesmo as alterações que são propostas: http://www.documentosepesquisas.com/propostas-de-alteracao.pdf

Mulher, você pode fazer alguma coisa: ligue gratuitamente para o Alô Senado, 0800-612211, registre a sua vontade de que ninguém use uma reforma no Código Penal para legalizar o aborto no Brasil e peça, enfaticamente, que os senhores Luiz Flávio Gomes e Luiza Nagib Eluf sejam excluídos imediatamente da comissão que trata do novo Código Penal.

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Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Uma comissão de juristas que vem elaborando um anteprojeto de reforma do Código Penal pretende descriminar o aborto e a eutanásia. O atual artigo 128 do Código Penal, que começa com as palavras “não se pune” começaria por “não constitui crime” (essa mudança de redação é um antigo desejo abortista). O crime do aborto estaria excluído em diversas hipóteses, entre as quais risco “à saúde” (e não só “à vida”) da gestante, gravidez resultante de estupro, má-formação do bebê (anencefalia e outras) e também incapacidade psicológica de a gestante arcar com a maternidade (!).

A eutanásia, que hoje é uma espécie de homicídio (art. 121, CP), seria um crime à parte, com pequena muito pequena (detenção de dois a quatro anos) e com a possibilidade de o juiz deixar de aplicar a pena (!) de acordo com as circunstâncias.

Está agendada a primeira audiência pública dos juristas que compõem a Comissão de Reforma do Código Penal com os senadores da Comissão de Constitucionalidade, Justiça e Cidadania do Senado brasileiro para a quinta feira, dia 8 de março, às 08:30 no Anexo II do Senado brasileiro, na Ala Senador Alexandre Costa – Sala 3. Neste dia a Comissão de Reforma do Código Penal deverá prestar contas de seu trabalho aos senadores e poderão ser questionados pelos parlamentares.

Uma segunda audiência pública está agendada também, desta vez da Comissão de Reforma do Código Penal com o público em geral, para a sexta feira dia 09 de março de 2012, às 10:00, na sala 2 do Anexo II do Senado, na Ala Senador Nilo Coelho.

http://www.senado.gov.br/noticias/juristas-debatem-em-sao-paulo-reforma-do-codigo-penal.aspx?parametros=reforma+do+código+penal

O  que podemos fazer?

Usar o “Alô Senado” 0800 61 22 11 e enviar uma mensagem aos senadores membros da  Comissão de Constituição e Justiça.
  • Por que o “Alô Senado” e não um mensagem eletrônica (e-mail)?

As mensagens eletrônicas são facilmente filtradas e descartadas. Uma mensagem do Alô Senado é sempre entregue ao gabinete do Senador.

  • Quanto custa uma ligação para o Alô Senado?

A ligação é totalmente gratuita, de qualquer telefone, fixo ou celular.

  • A quem enviar a mensagem?

Diga: “aos membros da Comissão de Constituição e Justiça”

  • Que mensagem enviar?

Alguma coisa como:

Solicito a Vossa Excelência que, no anteprojeto do novo Código Penal, não descrimine nem diminua a pena para o aborto e a eutanásia. O direito constitucional à vida deve ser respeitado“.

ou

Como cidadão, manifesto minha desaprovação à tentativa de descriminar o aborto e a eutanásia na reforma do Código Penal. Os nascituros e os doentes devem ser respeitados”.

ou

Peço que na reforma do Código Penal seja mantida a incriminação do aborto em todos os casos e não seja descriminada a eutanásia. A vida é um valor fundamental”.

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