Agência France Press (AFP)
Euronews PT
Kermit Gosnell pode ser sentenciado à pena de morte na Filadelfia pelo assassinato de três bebês. Ele é o “médico” abortista que matava bebês com uma tesoura (o monstro cortava a espinha dorsal de bebês vivos).
Publicado em Uncategorized, tagged Aborto, cadeira elétrica, Kermit Gosnell, médico, monstro em maio 16, 2013 | 1 Comentário »
Agência France Press (AFP)
Euronews PT
Kermit Gosnell pode ser sentenciado à pena de morte na Filadelfia pelo assassinato de três bebês. Ele é o “médico” abortista que matava bebês com uma tesoura (o monstro cortava a espinha dorsal de bebês vivos).
Publicado em Pró-vida, tagged Aborto, Jesus Cristo, mel gibson, Nossa Senhora, Virgem Maria em abril 13, 2013 | Deixar um comentário »

Uma cena intermitente me fez companhia durante todo sábado. O olhar da Virgem, cujo rosto umedecido de sangue denunciava sua piedade por um injustiçado… Ela estava ao vento. Um sopro, quase um silencioso solfejo de ar, movimentando seu véu.
Era a cena do filme Paixão de Cristo, de Mel Gibson. Eu sabia! E que grata surpresa foi encontrá-la nas redes sociais quando cheguei em casa, pela noite.
No café da manhã, no almoço, no jantar… O pensamento nela. É uma prática minha nem sempre estar onde estou, só para estar com Ela.
E assim fiz durante todo dia para sobreviver a tudo que li sobre Kermit Gosnell e o completo desinteresse da mídia pelo assunto. Um caso escandaloso de atentado aos direitos humanos, ao primeiro de todos os direitos, o direito à vida.
Pensar nela, estar com ela, para não paralisar.
Com o tempo a gente aprende que é o melhor a fazer. Com o tempo a gente percebe que não há outra estratégia que suporte a manutenção de nossa sanidade… Porque estar envolvido na promoção da Cultura da Vida é por tudo em risco.
Sempre.
Um dia espero entender o motivo de tudo isso. Até lá, certamente, estarei com Ela muitas vezes.
Publicado em Aborto, tagged Aborto, Rachel Sheherazade em abril 1, 2013 | Deixar um comentário »
O vídeo mostra que no Uruguai o aborto está legalizado, mas por lá os médicos resistem a fazer o “procedimento”. Para resolver o problema sugere-se penalizar os médicos pró-vidas. Depois da reportagem segue um comentário de Rachel Sheherazade.
Publicado em Aborto, tagged Aborto, Camilianos em março 27, 2013 | Deixar um comentário »
Publico a nota que recebi supostamente em nome do Pe. Leo Pessini, provincial da Província Camiliana Brasileira. Na nota ele afirma que o Pe. Christian participou da mesa redonda do Conselho Federal de Medicina, CFM, defendendo a posição da Igreja Católica Apostólica Romana. Segue.
***
NOTA DE ESCLARECIMENTO
São Paulo, 27/03/2013
Prezado (a) Sr (a)
Saúde e paz!
Respondo e-mail de sua autoria, relacionado ao posicionamento do Pe. Christian de Paul de Barchifontaine, sobre a descriminalização do aborto no Brasil.
A verdade a ser dita é que, o Pe. Christian participou da mesa redonda do Conselho Federal de Medicina, CFM, defendendo a posição da Igreja Católica Apostólica Romana.
Houveram no passado, meados da década de 90, algumas denúncias, por interpretação errada da mídia, relacionadas ao posicionamento do Pe. Christian, totalmente esclarecidas pelas autoridades eclesiásticas.
A Província Camiliana Brasileira é parte da Igreja, comunga da doutrina ética cristã de defesa da vida. Em nenhuma instância é a favor da prática do aborto.
O referido religioso, Pe. Christian não tem feito nenhum pronunciamento público a favor da legalização do aborto, portanto, se o Sr.(a) está inconformado com essa questão, envie ao CFM, http://www.cfm.org.br, (que é a instância que está levando essa questão à diante) seu repúdio e, divulgue esta nota de esclarecimento em nome da verdade.
Respeitosamente, desejo-lhe uma Feliz Páscoa.
Pe. Leo Pessini
Provincial
Província Camiliana Brasileira
Publicado em Aborto, tagged 12 semanas, Aborto, CFM, Elard Koch em março 21, 2013 | Deixar um comentário »
O doutor em Ciências Biomédicas, Elard Koch, que é uma falácia da legalização do aborto como instrumento de redução da mortalidade materna
Conselho Federal de Medicina (CFM), por que o aborto não deveria ser crime até as 12 primeiras semanas de gestação, hein? Por que esse limite de até 12 semanas? O que acontece até as 12 semanas no ventre materno que poderia autorizar um médico a oferecer a uma mãe o processo cirurgico – e arriscado – do aborto?
Certamente o CFM não pode dizer que até 12 semanas o bebê não está vivo. E mesmo que não estivesse, quando é a semana, o dia, a hora, o minuto mesmo em que o bebê passaria a ter vida para que então fosse protegido?
Apesar de não explicar qualquer coisa sobre isso o Conselho está causando alvoroço com a notícia de seu apoio ao Novo Código Penal, num gesto que o Conselho nomeia como apoio à autonomia da mulher e apoio à ampliação dos excludentes de ilicitudes penais em caso de interrupção da gestação.
Em resumo: apoio ao aborto desde que somente até as 12 primeiras semanas de gravidez quando o bebê já tem inclusive um coração. Deplorável a instrumentalização do CFM pelos grupos abortistas de sempre. Minha curiosidade é saber a qual desses grupos pertence o atual presidente do CFM, o cardiologista Roberto Luiz d´Ávila. R$1,00 pra quem me disser pois já fiz a pesquisa mais demorada do mundo e não encontrei absolutamente nada, exceto o de sempre: ele sempre está presente nas iniciativas de reformar a ética do Conselho… Ou para bons entendedores, ele está presente em todas as ações de sequestro do Conselho. É assim a nossa democracia onde os reais valores do povo não têm vez.
Leia tudo sobre CFM e aborto nos blogs do William Murat. Jorge Ferraz e do Jônatas Lima.
Publicado em Papa, tagged Aborto, Bento XVI, Pró-vida em março 6, 2013 | Deixar um comentário »
“Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva.”
“(…) Sua Santidade aproveitou a oportunidade para falar sobre os requerimentos da lei moral natural e o consistente ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida humana da concepção à morte natural que obriga a todos os católicos, especialmente aos legisladores, juristas e aqueles responsáveis pelo bem comum da sociedade a trabalhar em cooperação com todos os homens e mulheres de boa vontade na criação de um sistema justo de leis capazes de proteger a vida humana em todos os estágios de seu desenvolvimento.”
“Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida.Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tampouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.”
“(…) falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural”
“No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes:
tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.”
Publicado em Eu vi, tagged Aborto, Obama, Pró-vida, verdade inconveniente em janeiro 21, 2013 | Deixar um comentário »
Na inauguração do segundo mandato de Obama algumas pessoas pró-vida resolveram lembrar a verdade inconveniente sobre as ideias “pró-escolha” do presidente e para isso expuseram enormes cartazes com imagens de crianças “pró-escolhidas” (abortadas, como dizíamos quando o termo não era discurso de ódio, vocês lembram?) na frente do Memorial Navy, na avenida Pennsylvania. O local era estratégico: por lá passaria a comitiva de Obama, tanto para ir até o Capitólio, quanto para retornar à Casa Branca.
Todos viram, mais uma vez, a verdade sobre o aborto. Uma verdade um pouco mais inconveniente que aquela sobre as pessoas que ainda se reconhecem como pessoas, aquilo que as move: a capacidade delas de saber que em tempos de guerra não é possível parar de lutar, ou baixar a guarda.
É muito bom quando nos sentimos representados, não é mesmo? Eu não suportava mais tantas loas à continuação do governo Obama… Propriamente, tantas loas ao próprio Obama! É impressionante a unanimidade dos veículos de comunicação quando a questão é Obama. Os textos mais sagrados, as imagens mais cinematográficas, os suspiros mais aliviados de todos, as bíblias de Abraham Lincoln e Martin Luther King Jr… E por qual razão? Talvez para nos dizer que a guerra acabou e que já não há mais pelo que lutar.
E no entanto não paramos de lutar… Qual será o nosso problema? Por que mobilizam o mundo inteiro para nos dizer que não conseguiremos? Que força é essa que somos? Por que nos atrevemos?
Nesses anos aprendi que a defesa da vida é, afinal, uma autodefesa. Não se trata apenas de proteger o não protegido, mas de reconhecermos a nós mesmos neles. Se pensarmos a fundo, na verdade os nascituros também nos protegem na medida que são a referência visível a um direito que compartilhamos. Quando não se reconhece a vida deles, automaticamente todos nós somos seres irreconhecíveis, posto que desumanizados.
Sermos humanos, termos uma natureza, eis a verdade inconveniente que precisa ser extinguida.
Por que baixaríamos a guarda diante desse horror? Não o faremos. Deus nos ajude.
Publicado em Uncategorized, tagged Aborto, anencefalia, STF, vigília em abril 10, 2012 | 1 Comentário »
Contra a legalização de aborto de bebês com meroanencefalia, comumente denominados anencefálicos, arquidiocesanos das maiores capitais do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro) confirmaram, nos últimos dias, que farão vigílias de oração pela vida nesta terça-feira pela noite atendendo ao pedido da CNBB.
Se na sua arquidiocese ainda não houve mobilização a este respeito, incentive seu bispo e lideranças a fazê-lo e apresente o roteiro “Rezando pela Vida” elaborado pela arquidiocese de São Paulo: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/Rezando%20pela%20vida_ArquidiocesDeS%C3%A3oPaulo.pdf
Também no site Presbíteros há modelos de vigília para o mesmo fim: http://www.presbiteros.com.br/site/modelos-para-a-vigilia-de-oracao-pela-vida/
Publicado em Pró-vida, tagged Aborto, dom bergonzini, Pró-vida em março 26, 2012 | 6 Comentários »

“Descriminalizados”: cidadãos pró-vida, ao lado de Dom Bergonzini, seguram documentos da CNBB Sul 1 liberados por determinação do Tribunal Superior Eleitoral após inédito movimento de criminalização do movimento pró-vida, no Brasil, em 2010, por inciativa do Partido dos Trabalhadores (PT). A partir da esquerda: Renata Martins, Hermes Rodrigues Nery, Dom Luiz Bergonzini e Wagner Moura
Grande mídia noticia ato pró-vida
“Católicas” pelo Direito de Decidir são processadas por líder pró-vida
Zé Dirceu (PT) se irrita com manifestação pró-vida
Menino surpreende em defesa da vida
***
por Prof. Hermes Rodrigues Nery
Apontamentos sobre o ato público em defesa da vida na praça da Sé, centro de São Paulo, em 21 de março de 2012, liderado pelo bispo emérito de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Pouco depois das 10 da manhã, saímos de Guarulhos e enquanto nos dirigíamos para o centro de São Paulo, rezamos o terço: mistérios gloriosos. Perto das onze horas já havia uma concentração nas escadarias da Catedral da Sé, animada por Anderson Luis dos Reis, da Renovação Carismática Católica (RCC). Vários jovens com camisetas brancas com a inscrição “Aborto, não!” preparavam seus cartazes e iam distribuindo o folheto “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, finalmente liberados pela Justiça, razão pela qual Dom Luiz Gonzaga Bergonzini havia convocado aquela manifestação, para tornar público a legitimidade e legalidade do documento.
Iniciamos o evento com a oração do Pai Nosso. Em seguida, Renata Martins, rezou a Ave-Maria, ressaltando Maria, como Nossa Senhora e Mãe da Vida. ”Maria, pois, é modelo para a Igreja; e mais: é o melhor e o mais completo modelo com que pode comparar-se e do qual pode tirar inspirações no seu caminho a cada momento: o modelo mariano é contemporâneo a todos os tempos da Igreja”1. Logo após, o Cel. Paes de Lira exibiu o “Apelo”, assinado por três prelados do episcopado brasileiro, reafirmou a sua legitmidade, legalidade e – o mais importante – a sua atualidade. E então, um a um dos presentes foram fazendo uso da palavra e destacando o valor da vida e a dignidade da pessoa humana, de modo integral. “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção”.2
Os que estavam lá representavam a expressa maioria do povo brasileiro, pois segundo o DataFolha de 2010, apenas 7% querem a legalização do aborto, e 71% aceitam a legislação e o Código Penal do jeito que está, sem ampliação na flexibilização do aborto. Dias atrás, no Rio de Janeiro, em reunião no Instituto Eu Defendo, o jurista católico pró-vida, Dr. Paulo Silveira Martins Leão Júnior foi enfático: “a vida humana é o fundamento necessário de tudo o que diz respeito ao indivíduo e à sociedade humana. Todos os direitos estão relacionados à vida humana e de alguma forma dela dependem. Trata-se de um dado lógico evidente que compõe o direito natural da humanidade”.3 E ressaltou: “No Brasil, a Constituição Federal em vigor proclama como primeiro dentre todos os direitos individuais e coletivos, a ‘inviolabilidade do direi to à vida’ (vide art. 5º, caput). A Constituição também estabelece que é um dos objetivos fundamentais da República, ‘promover o bem de todos, sem preconceitos… de idade e quaisquer outras formas de discriminação (vide art. 3º, IV). Portanto, a vida humana em nosso país está protegida constitucionalmente antes do nascimento, além de o ser pela lei civil e penal.”4
“Mesmo assim, persiste a obsessão do governo em impor goela abaixo a legalização do aborto, conforme as diretrizes do PNDH3″, frisou enfaticamente Paes de Lira.
E enquanto ocorria, de modo muito pacífico, o ato público nas escadarias da Catedral da Sé, apareceram algumas feministas, com cartazes também bastante agressivos, provocando o início de um pequeno alvoroço, que teve de ser contido com o apelo que fizemos: “Cada cidadão, no contexto democrático, tem o direito de se manifestar.” Rogamos para que não aceitassem provocações e que o ato mantivesse a proposta de não-violência. O clima ficou um pouco tenso e percebi que havia risco de uma perturbação intempestiva. Dos dois lados havia cartazes agressivos. Do lado pró-vida, um banner trazia a estampa da ministra Eleonora Menicucci com uma inscrição embaixo: “Assassina”. “Forte demais, realmente”, comentou comigo Pe. Berardo Graz. E do lado pró-aborto, o que mais chamou a atenção foi um cartaz com os dizeres: “Tirem seus rosários dos nossos ovários”.
Foi quando um dos jovens ali presentes (só podia se chamar Moisés!) fez uso da palavra, e como um general em meio ao campo de batalha, ergueu a voz para levantar o moral dos soldados. E o nome de Cristo Rei ressoou por toda a praça, com uma sonoridade límpida, a alcançar o coração e a consciência de todos os que estavam ali, e que ficaram num silêncio profundo, “pois ninguém no passado foi tão amado por todos os povos, nem jamais será no futuro, como Jesus Cristo“.5 E mesmo assim, algumas feministas ainda tentavam alguma turbulência com o conhecido argumento ao direito das mulheres ao próprio corpo, etc., quando pouco depois do meio-dia - hora do Angelus - em que os sinos ribombaram de modo solene, rogamos para que os pró-vida não aceitassem as provocações, e então o jovem Moisés, novamente com voz firmíssima, pediu para todos se ajoelhassem e saudassem a Virgem Santíssima com a Ave-Maria.
Cidadãos pró-vida rezam a Salve-Rainha nas escadarias da Catedral da Sé (SP)
Irmã Aparecida, com o hábito a evidenciar sua condição religiosa, também proferiu a Ave-Maria, ao que cada um foi se ajoelhando, até mesmo os transeuntes que por ali passavam, naquela hora. E então, pedi à marianíssima Mariângela Consoli de Oliveira, de São José dos Campos, que estava próxima, a rezar a Salve-Rainha. E após ouvirem “Eia, pois, advogada nossa!”, as feministas foram se retirando, em silêncio. No final da oração, Anderson exclamou radiante: “Viva o Santo Rosário!” Foi um instante memorável, certamente um dos mais tocantes, a confirmar o poder da oração nesta batalha efetivamente espiritual. E também muito gratificante expressar publicamente a nossa fé, como faziam os primeiros cristãos. Hoje, muitos católicos confortam-se no comodismo de aceitar o laicismo para justificar expressar a fé apenas quando convém, quando podem ainda tirar algum proveito. No atual contexto de pluralismo e relativismo, ficou fácil ser católico por conveniência. Expressar portanto a fé publicamente, quando forças diversas e adversas quer encerrar os católicos autênticos ao gueto privatista, foi um dos momentos de grande emoção vividos na caminhada em defesa da vida. É o ensimamento do Catecismo: “O homem deve ‘poder professar livremente a religião, tanto em particular quanto em público’”.6 Daí a alegria (muito consciente) de estarmos no coração de São Paulo fazendo ecoar para todo o Brasil o clamor pela vida: “Vida, sim; aborto, não!”, bradamos várias vezes diante do Forum João Mendes Júnior.
Para que todos tenham vida
Muito comovente também a caminhada da praça da Sé até o Fórum João Mendes cantando “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!”7 No trajeto, comentei com Mariângela que aquilo que cantávamos quando adolescentes no canto de comunhão, no interior da igreja, estávamos agora cantando nas ruas. Não se tratava mais de uma procissão de uma festa religiosa local, mas um movimento crescente da Igreja, cuja questão da defesa da vida é onde sopra hoje mais fortemente o Espírito Santo. E mais ainda: que nos leva à séria reflexão sobre a verdadeira dimensão do homem e da mulher na pedagogia de Deus, no mistério da identidade de cada pessoa, imagem e semelhança do Criador, em meio aos condicionamentos do mundo, cujas estruturas e lógica de poder nem sempre promovem a verdade do ser e a integridade da pessoa. E nesse sentido Maria emerge como aquela que primeiro acreditou e aceitou em seu coração o Reino anunciado por Jesus, para além de todo conflito humano, na relação de efetiva complementaridade e mútuo serviço que homem e mulher são chamados a viver para a plenitude na vida verdadeira, em Deus. Por isso, a Salve-Rainha imperou naquele instante, porque Maria falou aos seus, e assegurou a paz, pois “Maria pode falar francamente, porque seu coração está orientado para o céu mais do que o dos outros discípulos”.8
“A mentira perdeu”: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos (SP), esclarece sobre apreensão do documento “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras” e posterior determinação de devolução pelo Tribunal Superior Eleitoral. O documento pró-vida será distribuído nos próximos meses
Recebemos festivamente Dom Luiz Gonzaga Bergonzini como exemplo de pastor comprometido com radicalidade do Evangelho. E efusivamente exaltamos: “Viva Dom Luiz!”
Com 75 anos, Dom Luiz não se aposentou. Com ardor e entusiasmo, conclama os jovens a descobrirem a alegria da vida e a se dedicarem na missão evangelizadora. A Igreja sempre flutuou acima das tempestades temporais. “Isto será quase uma regra na Igreja: administram-se, como se pode, os acontecimentos inesperados”.9 E nas horas dos impasses mais agudos da história, como agora na luta por fazer o governo reconhecer o direito a vida, desde a concepção; os bispos, sucessores legítimos dos apóstolos, devem estar a frente do povo de Deus, que é o povo da vida, a recordar ao povo cristão o valor e o sentido da vida nova e verdadeira anunciada por Jesus. “O que há de novo e de inaudito no cristianismo é a revelação de uma nova vida”10, a vida digna como condição da vida plena.
E lá estava Dom Luiz, no meio do povo, no coração da grande urbe, a suscitar o ânimo e a afirmar a verdadeira identidade católica da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, no Fórum João Mendes Júnior, protocolou uma ação visando evitar que feministas usem o nome de “católicas” para confundir o povo cristão, gesto este vindo de um bispo para reforçar de vez a posição da Igreja em rechaçar a ideologia e os eufemismos das feministas que querem se passar por católicas para justificar a flexibilização da sã doutrina, em estratégia sutil de engodo, visando corroer e minar a fé cristã. Agindo asssim, Dom Luiz sabe que “sob a mão de Deus, nada de valioso se perde”.11 Ganha o testemunho da fé, ganha a vida, pois a Igreja não combate em vão.
Homenagem às vítimas do aborto: balões vermelhos subiram ao céu
Ao final do evento, com a benção de Dom Luiz, foram soltos balões vermelhos, para lembrar o sangue das vítimas inocentes, imoladas a cada dia, a cada aborto cometido, em tantas partes do mundo. São milhares de indefesos, privados do direito a vida, que precisam agora da nossa determinação e coragem, para estancar a sede de tanto sangue, que os fortes do mundo, em cálculos de lógica, tentam justificar no âmbito legal. Daí o clamor pela vida que ecoou no coração de São Paulo, esperando tomar todo o Brasil, a chegar na mesa de decisões do Palácio do Planalto, e também nos gabinetes dos parlamentares em Brasília, para que possamos afirmar legislação e vida, se quisermos realmente o Brasil esplêndido.
Notas:
1. Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “Santa Maria”, de L. De Candido; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
2. Catecismo da Igreja Católica, 2270
3. Paulo Silveira Martins Leão Júnior, O Direito Fundamental à Vida dos Embriões e Anencéfalos, artigo publicado em Direito Fundamental à Vida, coordenado por Ives Gandra da Silva Martins, p. 225, Centro de Extensão Universitária e Editora Quartier Latin do Brasil, 2005, São Paulo.
4. Ib. pp. 225-226.
5. Carta Encíclica do papa Pio IX, Quas Primas, 4, Edições Cristo Rei, p. 18, 2011, Belo Horizonte
6. Catecismo da Igreja Católica, 2137
7. (http://www.youtube.com/watch?v=XCLtAeWBl84&feature=related)
8. Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “A Mulher no Cristianismo Primitivo”, de R. Aguirre; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
(Ib, p. 947)
9. Georges Suffert, Tu és Pedro, Editora Objetiva, p. 31, Rio de Janeiro.
10. Josef Holzner, Paulo de Tarso, Editora Quadrante, p. 87, São Paulo.
11. Ib. p. 56.
Publicado em Aborto, tagged Aborto, Obama em fevereiro 6, 2012 | 5 Comentários »
Terrível momento que o catolicismo vive nos EUA quando, por um capricho de Obama, todos os empregadores são obrigados a pagar contraceptivos para seus empregados, mesmo se os empregadores em questão forem religiosos e religiosas católicos. Por “contraceptivos” entenda também pílulas abortivas. Um grave atentado à liberdade religiosa e à liberdade de consciência, o demonstram as charges a seguir.

Obama: “Beije meu anel”. Placa na frente do bispo: “Igreja de Obama – Deposite seus princípios religiosos aqui”. Placa à esquerda: “Sermão de hoje à noite: Mandatos de Contracepção – Por que a sua assistência significa nada. Próxima semana: impedindo as ondas do mar de se mexerem”.

“Desculpem, católicos! A liberdade de religião não se aplica a vocês.”

Católicos indignados: “Quem te fez Papa?” Obama rasgando a constituição: “Nomeação de recesso” (substituto).

“Ocupem Wall Street”. “Mandato de Contracepção”.

“Católicos por Obama”. “Uma pequena prova da minha gratidão”.