
É para me entorpecer que eu vou ao cinema já que não uso drogas, nem tenho receita para tomar Rivotril. Nesse quesito o filme “O Que Esperar Quando Você Está Esperando”, que assisti no último domingo, cumpriu bem a função! Me entorpeceu. Saí da sala de projeção repetindo loucamente “temos o espírito da época ao nosso lado!!!” Enfim, pró-vidas há mais tempo entenderão… Mas em resumo: é impressionante ver o mercado nos presentear com um filme que incentiva os jovens casais a irem em frente no projeto mais ousado de família e ter um filho pelos meios naturais ou simplesmente adotando um.
É prazerosamente chocante ver as atrizes que interpretam as futuras mamães, todas lindas, repetindo mil vezes que um bebê é um milagre, que há um milagre na mulher que gera uma criança, que mesmo quando a experiência da gravidez é tenebrosa para algumas mulheres – quando os hormônios não ajudam! -, ainda assim é uma experiência valiosa.
Enfim! Alguém no mundo do cinema esqueceu a agenda “despovoamento” e aí produziram esse filme para nossa alegria. E literalmente para ela, já que se trata de uma comédia que envolve histórias de cinco casais. Todos representando situações possíveis de gravidez: a esperada, a inesperada, a impossível, a problemática e a tranquilíssima.
Eu fui assistir porque era Dia dos Pais e porque vi essa imagem dos pais acima. Sim, o filme mostra – de forma paralela a todas as demais histórias mais sérias – um clube de pais. Que é uma grande besteira… Mas engana a princípio. Esperamos que seja interessante. Bom… Faz rir.
“O que esperar…” é para rir, para chorar, fazer pensar um pouco. É um filme comercial, obviamente! Mas é bom saber que percebem haver público pra isso. Confesso que não é o meu tipo de filme favorito, mas pela causa, pelo contexto atual, eu fiquei empolgado.
E reconheço que “o espírito da época” não está do nosso lado mesmo. Mas o espírito humano sim, sempre estará! É da natureza humana querer preservar o que somos, transmitir o que somos… As mulheres sabem melhor disso, mas os homens também sabem.
Somos programados para a vida, não é mesmo? Independente da capacidade reprodutiva de cada um, ou da vocação de cada um, é para gerar vida que somos feitos. Impossível nos fazerem pensar o contrário, mas muito possível não nos fazerem pensar no assunto… A propaganda da cultura da morte se ocupa exatamente disto: não nos oportunizar pensar. O que já é uma tarefa e tanto contra a cultura da vida, claro.
Bom, é isso. Queria ter comentado antes sobre o filme aqui. Super recomendo para casais!
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