Não poderia ser mais esclarecedor o recente artigo de Carlos Ramalhete que, como bom colunista, é um polemista e tanto! A manifestação feminista que identifica liberdade com o arquétipo feminino mais degradante, o de “vadia”, é um desastre. Antigamente o feminismo marchava, hoje ele mancha-se, ridiculariza quem diz promover. Carlos acertou em cheio.
Esse foi o meu comentário para Gazeta do Povo com relação ao excelente artigo Gambás e alcatras do polêmico colunista Carlos Ramalhete – que sempre escreve às quintas, e escreve sempre de primeira! Endosso a leitura! E explico: neste final de semana as feministas saem em mancha (elas dizem marcha…), em Curitiba, para denigrir o feminino que, agora, elas exigem, seja identificado pelo pejorativo “vadias”. Nada de novo, afinal é o trabalho delas: ridicularizar o feminino e substituí-lo por uma paródia do que há de pior no universo masculino.
Sim, é a famigerada Marcha das Vadias que a mídia resolveu adotar como o carnaval feminista. Enfim… Rende polêmica, rende debates, é um prato cheio de contraditórios e de imagens interessantes. Vende jornal! Então vamos dar espaço à manifestação da sociedade civil organizada. Normal. Normalíssimo. É o papel da mídia… Azar o das pobres mulheres que forem manchar o feminino e azar, especialmente, do feminino.
Que mundo louco! Uma marcha de travestis consegue enaltecer o feminino com mais propriedade que uma marcha de mulheres “ativistas”, hoje em dia… O que acabo de dizer, obviamente, deve ser tido como elogio para quem promove tal ativismo feminista. A cabeça dessas ativistas funciona que nem a Família Adams: quanto pior, melhor.
Mas demorou! Demorou até que as feministas entendessem que não poderiam viver na sombra de suas parcerias com o movimento gay, com o movimento ateu, com o movimento social de qualquer outra espécie… Elas precisavam sair um pouco do mundo dos comitês, grupos de trabalho, audiências públicas e lobbies. Precisavam ganhar alguma simpatia, ainda que do jeito delas, às avessas.
Estão fazendo o que funciona: rir. O brasileiro se conquista pelo riso! Deixem que riam delas com seus seios caídos e pintados. Deixem que riam delas com suas banhas volumosas na avenida num grito por… Respeito. Enquanto se riem delas, elas passam por sobre o Brasil. Depois do discurso de paz e amor das velhas esquerdas, o riso, a comédia e o entretenimento é a melhor forma de invisibilidade das reais intenções desse pessoal.
É incrível a lógica del@s. Fingindo desejo de visibilidade, el@s se “invisibilizam” para melhor poder agir. Elas querem o de sempre: aborto, fim da família e todas essas causas financiadas pelas mesmas fundações internacionais de sempre. Mas embalando tudo para presente com um monte de mulher nua gritando palavras de ordem e chamando atenção para como o fato de se dizerem vadias não as torna vadias… É mais, digamos, divertido. E o brasileiro gosta e com o tempo vai se acostumar. No futuro – sombrio – vamos ler aquelas máterias de famílias as mais sem cérebro levando suas crianças para um evento desses e dizendo que é bom, é maravilhoso, é cidadão e que suas crianças precisam crescer nesse mundo.
Mas para o azar delas, aqui é o Brasil. E “marchatenimento” (marcha + entretenimento) não funciona em culturas católicas. Pelo menos não do jeito como as feministas mais “vadias” desejariam: com engajamento político (taí a Parada Gay de São Paulo que este ano foi um fiasco: a fórmula cansou quando o lado político falou mais alto no evento – que já era uma grande… Um grande cocô!).
Claro que as feministas práticas, as que realmente mandam em alguma coisa e garantem o cartão de crédito ilimitado, sabem que essa bobagem é útil para imobilizar a opinião pública e isso é ótimo e é pra isso que elas mobilizam todas as demais.
Em resumo é tudo contra a mulher. Mas é óbvio que é! Pelo menos contra a mulher de verdade. A mulher “socialmente construída”, essa coisa toda feita do pior do ser homem, como querem as feministas, essa está protegida e vai fazer ainda mais barulho, mais mancha por aí.
Como fica a mulher de verdade num mundo em que um homem afeminado – “afeminar” é palavrão mesmo, “feminilizar-se” não o é, “feminino” não o é, não há qualquer coisa errada com as características do feminino, o errado é parodiar essas características e desejar que isso seja homenagem ou “empoderamento”, a paródia é sempre uma farsa e falsificar o feminino só pode ser algo bom para quem quer justamente destruir o feminino -, mas voltando, como fica a mulher num mundo em que um homem afeminado pode tem o direito de “ser mulher” pelo simples fato de assim desejar?
Que respeito à mulher quando o feminino é equiparado às piores paródias como a que lhes prestam as “vadias”?
Quem é essa mulher que el@as querem elevar, promover, empoderar? É a “mulher” que suplantará a mulher de verdade. É ela. Não se trata de nenhuma luta pelas mulheres de verdade que têm orgulho de sua natureza e que, aliás, reconhecem possuir uma natureza e não meramente um “gênero”.
Não é estranho esse pessoal falar em manifestação pela mulher quando eles admitem abertamente que *não* existe mulher alguma… Que é tudo uma questão de encenar papéis de “gênero”? Que é tudo uma “construção” do doentio imaginário del@s que militam para que um dia o Brasil seja uma China onde a mulher precisa de autorização para engravidar e onde seus filhos – suas filhas, especialmente – são abortados por “escolha” de quem subjuga a mulher real. Que mundo feliz será! Não é mesmo?
Eu não entendo o ódio que essa gente tem das mulheres de verdade. Não entendo por que precisam acabar com elas, por que precisam denegrí-las, deformá-las, parodiá-las, negar-lhes a própria existência como se fossem fruto de um sonho machista e não são. É justamente o contrário! Vocês que “marcham” na verdade contra a mulher é que são o fruto de um patriarcado ordinário que alimenta suas ongs, redes e ativismos contrários ao feminino…
Mas cobrar o que de quem se quer vadia, caricatura de mulher?












Excelente artigo, Wagner!
Realmente o que tais “construtos” fazem é colaborar para que sejamos cada vez menos capazes de perceber o REAL e aceitemos, sem pestanejar, as IDEIAS. Para a construção desse mundo FALSO que está sendo propositalmente levada a cabo, o papel dessas IDIOTAS ÚTEIS é primordial. Elas conseguem, na loucura alucinante da massa anencéfala, defender o IRREAL, o RIDÍCULO e a MENTIRA como se fosse REAL, LINDO E VERDADE.
Sou mulher e não me reconheço na turba das “vadias” nem fisicamente (porque, cá pra nós, que corpitchos medonhos!) nem muito menos psicologicamente.
Um abraço,
Marina