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Posts de março \30\UTC 2012

O mundo pode até não acabar em 2012, mas pouca coisa de aproveitável vai sobrar se tanta notícia ruim se concretizar. Olha só o que eu acabo de ler no Friday Fax, o informativo dos pró-vida que atuam diretamente na ONU (o pessoal do C-Fam): ONU Poderá Reconhecer Direitos Sexuais para Crianças de Dez Anos.

Assim diz o texto de Friday Fax: A Comissão sobre População e Desenvolvimento está considerando “direitos de saúde sexual e reprodutiva” para crianças até de dez anos. Até mesmo o secretário-geral Ban Ki-Moon concorda. Numa declaração recentemente dada ele disse: “Os jovens, tanto quanto todas as pessoas, têm o mesmo direito humano à saúde, inclusive saúde sexual e reprodutiva”.

Taí: quando se acaba com o direito à vida, se acaba com todos os demais! Se a criança não tem nem o direito de nascer, quanto mais o direito à proteção contra toda perversão sexual. É muito triste e, no entanto, a ONU está propondo essa coisa terrível.

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Tudo sobre anencefalia, quem sabe? O Prof. Dr. Rodolfo Acatauassu é autoridade no assunto e explica do que se trata, afinal, esta grave enfermidade. Uma coisa você já pode saber: o termo “anencefalia” induz a um erro que deve logo ser esclarecido. Anencefalia NÃO diz respeito à morte encefálica. Uma criança com anencefalia respira pois o centro respiratório está no tronco encefálico. Não existe cura, ainda, para a anencefalia, mas ela é apenas uma dentre muitas doenças congênitas letais.

Campanha: Cartas ao STF pela Vida dos bebês anencéfalos

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A 17ª vítima de um massacre perpetrado supostamente pelo americano, sargento Robert Bales, no Afeganistão, é um nascituro, um feto. Assim explica o Pentágono ao lembrar que o sargento, infelizmente, matou uma mulher grávida ao abrir fogo contra civis, o que justifica que o processo contra ele registre a morte de mais uma pessoa além das 16 vítimas que estavam sendo divulgadas antes com relação ao massacre de 11 de março de 2011.

De acordo com a BBC Brasil, nos EUA, as acusações formais do Pentágono baseiam-se na legislação militar americana que determina que a morte de uma criança ainda no útero pode ser considerada assassinato independentemente de o homicida saber que a vítima estava grávida ou se havia ou não a intenção de matar o feto.

Interessante, não? Queria ver essa história chegar à Casa Branca só pra vermos como o abortista-mor iria se virar para defender que um bebê não nascido é ninguém e dizer isso para os militares. Espero que eles não mudem a legislação deles.

Viu só? Todo mundo sabe que eliminar um bebê no ventre da mãe é assassinato. Aborto não pode ser legal.

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O “Liber de Benedictionibus”, o Cerimonial das Bênçãos, será modificado pela primeira vez em 28 anos, após a reforma introduzida pelo Concílio Vaticano II, graças a um pedido da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) para que se inclua uma bênção aos nascituros no livro litúrgico que contém a doutrina da Igreja sobre as bênçãos e os formulários para celebrar este sacramental nas mais diversas circunstâncias.

A bênção, cujo texto ainda não foi divulgado, foi aprovada pelo Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos de acordo com notícia divulgada na última segunda-feira, 26 de março, Solenidade da Encarnação do Senhor, pela USCCB. O texto foi definido pela Conferência em 2008 e depois enviado para o Vaticano.

O “Rito para Bênção da Criança no Útero” foi preparado para apoiar os pais que esperam o nascimento de seus filhos, para alentar as comunidades paroquiais à oração e o reconhecimento do dom dos nascituros e para criar consciência do respeito à vida humana na sociedade, informou a agência ACI Digital.

Que legal, hein? Pago um almoço light comigo para quem me conseguir o texto dessa bênção! E, sim, eu acho que posso estar enganado a respeito da “primeira mudança em 28 anos”, mas dei uma pesquisada pelo Google e não encontrei qualquer notícia nos últimos anos sobre alguma mudança no “Bendicionário”. Inclusive, para quem não sabe, a Igreja tem um livro onde estão as bênçãos oficiais do catolicismo. Há várias bênçãos, só não tinha uma objetivamente para o nascituro. Agora tem!

Quando esse novo rito será incluído no Liber de Benedictionibus? Quando haverá a tradução para o português? São respostas que eu gostaria muitíssimo de ter. Não sei.

E sabe o que é interessante nisso tudo? O tal “caminho institucional”. Eis uma boa dica de como dialogar com a “instituição” católica: utilizando os meios que ela nos oferece para falar com suas lideranças. Isso não significa dizer que vamos ter que nos reportar sempre ao Vaticano para conseguir um esforço maior da hierarquia pela cultura da vida.

Sabe um gesto simples que eu “descobri”? Após algumas tentativas em vão para que meu pároco desse a atenção que eu gostaria para a questão “aborto” (atenção ele dá, claro, mas não exatamente como eu gostaria…) – gente, até acólito eu virei imaginando que assim teria mais atenção do sacerdote, mas não adiantava! – eis que me dei conta que, na cabeça do pároco, como na cabeça de um administrador, as coisas funcionam com papéis!

Eu percebi isso depois de ver como ele lia com interesse, durante a missa, os pedidos de oração, as intenções da missa… Quando ele lê esses papeizinhos ele tem a certeza que está interagindo com os fiéis de uma forma muito especial, ele está fazendo algo importante! Daí se você quer que ele entenda que você está falando de algo importante… Risos. Pois é!

Gente, eu fui até a mesinha desses papéis, todo desconfiado se isso ia dar certo mesmo, daí escrevi meu pedido pelos nascituros de modo bem estratégico – obviamente eu não estava pedindo só uma oraçãozinha básica, mas escrevi como se assim procedesse. Resultado: o padre leu o pedido na missa e ainda por cima falou sobre o Dia Internacional dos Nascituros, sobre defesa da vida, sobre reforma do código penal e muito mais durante a homilia da missa de domingo, numa igreja lotada. Foi maravilhoso! E, provavelmente, nem passa pela cabeça dele que fui eu que escrevi no papelzinho.

Eu fiquei bobo. Se eu soubesse que bastava isso! ;)

Às vezes somos tão 2.0 , estamos tão na noosfera, nos fragmentamos em devices e em tantas redes sociais que esquecemos que as outras pessoas continuam sendo seres humanos! :D O que quero dizer é que, por vezes, não nos damos conta que alguém que lida diariamente com os problemas de um seminário, paróquia, arquidiocese não tem tempo para estar em outro lugar que não na realidade que a ele foi entregue para administrar, cuidar, governar.

E a gente (falo por mim, claro) quer trazer mais problemas pra esse ser humano sem se importar com todo esse stress que ele vive, sem entrar na lógica de seleção dele – porque, convenhamos, lideranças precisam selecionar muito bem para o que darão atenção, caso contrário não dá certo (piram!).

Em outras palavras: mais amor, por favor. ;)

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O escândalo da cruz

Dom Fernando Arêas Rifan*

Na antiguidade, a cruz, por ser um instrumento de condenação à morte, era um sinal de maldição (Gl 3,13). Depois que Jesus morreu nela por nós, a Cruz se tornou um sinal de honra e bênção. A partir de então, sob diversas formas, a Cruz é colocada na coroa dos reis, nas medalhas, condecorações, no alto das Igrejas, nas montanhas que circundam as cidades para abençoá-las, na campa dos falecidos, nas caravelas, nas bandeiras, etc.

(more…)

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Só tem Pepsi. NÃO, OBRIGADO!!!!!

Surreal, mas está acontecendo: nos Estados Unidos células derivadas de fetos abortados são usadas em pesquisas para testar realçadores de sabores de alimentos e bebidas.

O procedimento é “normal” segundo a Comissão de Título e Câmbio Americana (CTCA)! Ela foi acionada depois que cidadãos pró-vida americanos questionaram o uso que a PepsiCo faz de células derivadas de bebês abortados por meio da empresa Senomyx para produzir realçadores de sabores.

É sério! Tanto assim que o senador Ralph Shortey, de Oklahoma, apresentou o projeto de lei SB1418 que proíbe a venda de produtos que são desenvolvidos ou contêm restos de bebês abortados. No caso dos produtos da Pepsi, as células derivadas dos bebês abortados não terminam no produto final.

Não é inacreditável?

Agora aguenta mais esta: além dos refrigerantes da Pepsi, a empresa Senomyx também usa células de bebês abortados para  testar realçadores de sabores em produtos populares como Mountain Dew, Ocean Spray, Seattle’s Best coffee, Aquafina, Lipton tea, Gatorade e Tropicana.

Os produtos Kraft e Cadbury também entram na mesma categoria. Chiclets, Clorets, Dentyne e Trident são alguns dos produtos que também constam na lista que o Life Site News disponibilizou de produtos que DEVEM SER URGENTEMENTE BOICOTADOS dado que também passam pelo teste com células de fetos humanos.

No blog do Julio Severo: Agência do governo de Obama determina que uso que a Pepsi faz de células derivadas de bebês abortados é “negócio normal” e Lipton tea, Gatorade, Dentyne e Trident usando células de bebês abortados

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Jornalista: Dom Odilo, a Igreja perdeu uma batalha com relação aos fetos anencefálicos… Como a Igreja absorveu essa derrota?
Dom Odilo: Ainda não houve a decisão do Supremo! Bem… Mas a Igreja perdeu? Não creio que a Igreja perdeu. Perdeu a humanidade que admite mais um caso flagrante em que se permite matar mais um ser humano.

Mas que apressadinho esse jornalista. Já dando por “vitoriosa” a ação pró-aborto de anencefálicos, no STF… Não, ainda não se decidiu sobre o assunto! De qualquer forma, a resposta do Cardeal Dom Odilo Scherer foi mais que lúcida: quem perde com o aborto é sempre a humanidade.

O Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, chamou a atenção para algo importante: se o número falacioso de milhares de mortes por aborto fosse verdade, caberia perguntar se o Governo Federal faz cumprir a lei do aborto no Brasil – onde a prática é crime!

Vale muito a pena ouvir o Cardeal na entrevista que concedeu à TV Bandeirantes, dia 25/03/12, no programa CANAL LIVRE. Confesso que ainda não tinha visto Dom Odilo falar, na TV, sobre o tema aborto. Surpreendeu-me positivamente! Possa o exemplo dele contagiar outros líderes cristãos.

Muito bom, Cardeal!

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Ato pró-vida em 21 de março de 2012
“Descriminalizados”: cidadãos pró-vida, ao lado de Dom Bergonzini, seguram documentos da CNBB Sul 1 liberados por determinação do Tribunal Superior Eleitoral após inédito movimento de criminalização do movimento pró-vida, no Brasil, em 2010, por inciativa do Partido dos Trabalhadores (PT). A partir da esquerda: Renata Martins, Hermes Rodrigues Nery, Dom Luiz Bergonzini e Wagner Moura

Grande mídia noticia ato pró-vida
“Católicas” pelo Direito de Decidir são processadas por líder pró-vida
Zé Dirceu (PT) se irrita com manifestação pró-vida
Menino surpreende em defesa da vida

***

por Prof. Hermes Rodrigues Nery

Apontamentos sobre o ato público em defesa da vida na praça da Sé, centro de São Paulo, em 21 de março de 2012, liderado pelo bispo emérito de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Pouco depois das 10 da manhã, saímos de Guarulhos e enquanto nos dirigíamos para o centro de São Paulo, rezamos o terço: mistérios gloriosos. Perto das onze horas já havia uma concentração nas escadarias da Catedral da Sé, animada por Anderson Luis dos Reis, da Renovação Carismática Católica (RCC). Vários jovens com camisetas brancas com a inscrição “Aborto, não!” preparavam seus cartazes e iam distribuindo o folheto “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, finalmente liberados pela Justiça, razão pela qual Dom Luiz Gonzaga Bergonzini havia convocado aquela manifestação, para tornar público a legitimidade e legalidade do documento.

Iniciamos o evento com a oração do Pai Nosso. Em seguida, Renata Martins, rezou a Ave-Maria, ressaltando Maria, como Nossa Senhora e Mãe da Vida. ”Maria, pois, é modelo para a Igreja; e mais: é o melhor e o mais completo modelo com que pode comparar-se e do qual pode tirar inspirações no seu caminho a cada momento: o modelo mariano é contemporâneo  a todos os tempos da Igreja”1. Logo após, o Cel. Paes de Lira exibiu o “Apelo”, assinado por três prelados do episcopado brasileiro, reafirmou a sua legitmidade, legalidade e – o mais importante – a sua atualidade. E então, um a um dos presentes foram fazendo uso da palavra e destacando o valor da vida e a dignidade da pessoa humana, de modo integral. “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção”.2

Os que estavam lá representavam a expressa maioria do povo brasileiro, pois segundo o DataFolha de 2010, apenas 7% querem a legalização do aborto, e 71% aceitam a legislação e o Código Penal do jeito que está, sem ampliação na flexibilização do aborto. Dias atrás, no Rio de Janeiro, em reunião no Instituto Eu Defendo, o jurista católico pró-vida, Dr. Paulo Silveira Martins Leão Júnior foi enfático: “a vida humana é o fundamento necessário de tudo o que diz respeito ao indivíduo e à sociedade humana. Todos os direitos estão relacionados à vida humana e de alguma forma dela dependem. Trata-se de um dado lógico evidente que compõe o direito natural da humanidade”.3 E ressaltou: “No Brasil, a Constituição Federal em vigor proclama como primeiro dentre todos os direitos individuais e coletivos, a ‘inviolabilidade do direi to à vida’ (vide art. 5º, caput). A Constituição também estabelece que é um dos objetivos fundamentais da República, ‘promover o bem de todos, sem preconceitos… de idade e quaisquer outras formas de discriminação (vide art. 3º, IV). Portanto, a vida humana em nosso país está protegida constitucionalmente antes do nascimento, além de o ser pela lei civil e penal.”4

“Mesmo assim, persiste a obsessão do governo em impor goela abaixo a legalização do aborto, conforme as diretrizes do PNDH3″, frisou enfaticamente Paes de Lira.

E enquanto ocorria, de modo muito pacífico, o ato público nas escadarias da Catedral da Sé, apareceram algumas feministas, com cartazes também bastante agressivos,  provocando o início de um pequeno alvoroço, que teve de ser contido com o apelo que fizemos: “Cada cidadão, no contexto democrático, tem o direito de se manifestar.” Rogamos para que não aceitassem provocações e que o ato mantivesse a proposta de não-violência. O clima ficou um pouco tenso e percebi que havia risco de uma perturbação intempestiva. Dos dois lados havia cartazes agressivos. Do lado pró-vida, um banner trazia a estampa da ministra Eleonora Menicucci com uma inscrição embaixo: “Assassina”. “Forte demais, realmente”, comentou comigo Pe. Berardo Graz. E do lado pró-aborto, o que mais chamou a atenção foi um cartaz com os dizeres: “Tirem seus rosários dos nossos ovários”.

Foi quando um dos jovens ali presentes (só podia se chamar Moisés!) fez uso da palavra, e como um general em meio ao campo de batalha, ergueu a voz para levantar o moral dos soldados. E o nome de Cristo Rei ressoou por toda a praça, com uma sonoridade límpida, a alcançar o coração e a consciência de todos os que estavam ali, e que ficaram num silêncio profundo, “pois ninguém no passado foi tão amado por todos os povos, nem jamais será no futuro, como Jesus Cristo“.5 E mesmo assim, algumas feministas ainda tentavam alguma turbulência com o conhecido argumento ao direito das mulheres ao próprio corpo, etc., quando pouco depois do meio-dia - hora do Angelus - em que os sinos ribombaram de modo solene, rogamos para que os pró-vida não aceitassem as provocações, e então o jovem Moisés, novamente com voz firmíssima, pediu para todos se ajoelhassem e saudassem a Virgem Santíssima com a Ave-Maria.

Manifestantes rezam em defesa da vida

Cidadãos pró-vida rezam a Salve-Rainha nas escadarias da Catedral da Sé (SP)

Irmã Aparecida, com o hábito a evidenciar sua condição religiosa, também proferiu a Ave-Maria, ao que cada um foi se ajoelhando, até mesmo os transeuntes que por ali passavam, naquela hora. E então, pedi à marianíssima Mariângela Consoli de Oliveira, de São José dos Campos, que estava próxima, a rezar a Salve-Rainha. E após ouvirem “Eia, pois, advogada nossa!”, as feministas foram se retirando, em silêncio. No final da oração, Anderson exclamou radiante: “Viva o Santo Rosário!” Foi um instante memorável, certamente um dos mais tocantes, a confirmar o poder da oração nesta batalha efetivamente espiritual. E também muito gratificante expressar publicamente a nossa fé, como faziam os primeiros cristãos. Hoje, muitos católicos confortam-se no comodismo de aceitar o laicismo para justificar expressar a fé apenas quando convém, quando podem ainda tirar algum proveito. No atual contexto de pluralismo e relativismo, ficou fácil ser católico por conveniência. Expressar portanto a fé publicamente, quando forças diversas e adversas quer encerrar os católicos autênticos ao gueto privatista, foi um dos momentos de grande emoção vividos na caminhada em defesa da vida. É o ensimamento do Catecismo: “O homem deve ‘poder professar livremente a religião, tanto em particular quanto em público’”.6 Daí a alegria (muito consciente) de estarmos no coração de São Paulo fazendo ecoar para todo o Brasil o clamor pela vida: “Vida, sim; aborto, não!”, bradamos várias vezes diante do Forum João Mendes Júnior.

Para que todos tenham vida

Muito comovente também a caminhada da praça da Sé até o Fórum João Mendes cantando “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!”7 No trajeto, comentei com Mariângela que aquilo que cantávamos quando adolescentes no canto de comunhão, no interior da igreja, estávamos agora cantando nas ruas. Não se tratava mais de uma procissão de uma festa religiosa local, mas um movimento crescente da Igreja, cuja questão da defesa da vida é onde sopra hoje mais fortemente o Espírito Santo. E mais ainda: que nos leva à séria reflexão sobre a verdadeira dimensão do homem e da mulher na pedagogia de Deus, no mistério da identidade de cada pessoa, imagem e semelhança do Criador, em meio aos condicionamentos do mundo, cujas estruturas e lógica de poder nem sempre promovem a verdade do ser e a integridade da pessoa. E nesse sentido Maria emerge como aquela que primeiro acreditou e aceitou em seu coração o Reino anunciado por Jesus, para além de todo conflito humano, na relação de efetiva complementaridade e mútuo serviço que homem e mulher são chamados a viver para a plenitude na vida verdadeira, em Deus. Por isso, a Salve-Rainha imperou naquele instante, porque Maria falou aos seus, e assegurou a paz, pois “Maria pode falar francamente, porque seu coração está orientado para o céu mais do que o dos outros discípulos”.8

Viva Dom Luiz!

Bispo processa ONG Católicas pelo Direito de Decidir

“A mentira perdeu”: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos (SP), esclarece sobre apreensão do documento “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras” e posterior determinação de devolução pelo Tribunal Superior Eleitoral. O documento pró-vida será distribuído nos próximos meses

Recebemos festivamente Dom Luiz Gonzaga Bergonzini como exemplo de pastor comprometido com radicalidade do Evangelho. E efusivamente exaltamos: “Viva Dom Luiz!”

Com 75 anos, Dom Luiz não se aposentou. Com ardor e entusiasmo, conclama os jovens a descobrirem a alegria da vida e a se dedicarem na missão evangelizadora. A Igreja sempre flutuou acima das tempestades temporais. “Isto será quase uma regra na Igreja: administram-se, como se pode, os acontecimentos inesperados”.9  E nas horas dos impasses mais agudos da história, como agora na luta por fazer o governo reconhecer o direito a vida, desde a concepção; os bispos, sucessores legítimos dos apóstolos, devem estar a frente do povo de Deus, que é o povo da vida, a recordar ao povo cristão o valor e o sentido da vida nova e verdadeira anunciada por Jesus. “O que há de novo e de inaudito no cristianismo é a revelação de uma nova vida”10, a vida digna como condição da vida plena.

E lá estava Dom Luiz, no meio do povo, no coração da grande urbe, a suscitar o ânimo e a afirmar a verdadeira identidade católica da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, no Fórum João Mendes Júnior, protocolou uma ação visando evitar que feministas usem o nome de “católicas” para confundir o povo cristão, gesto este vindo de um bispo para reforçar de vez a posição da Igreja em rechaçar a ideologia e os eufemismos das feministas que querem se passar por católicas para justificar a flexibilização da sã doutrina, em estratégia sutil de engodo, visando corroer e minar a fé cristã. Agindo asssim, Dom Luiz sabe que “sob a mão de Deus, nada de valioso se perde”.11 Ganha o testemunho da fé, ganha a vida, pois a Igreja não combate em vão.

Homenagem pró-vida com balões

Homenagem às vítimas do aborto: balões vermelhos subiram ao céu

Ao final do evento, com a benção de Dom Luiz, foram soltos balões vermelhos, para lembrar o sangue das vítimas inocentes, imoladas a cada dia, a cada aborto cometido, em tantas partes do mundo. São milhares de indefesos, privados do direito a vida, que precisam agora da nossa determinação e coragem, para estancar a sede de tanto sangue, que os fortes do mundo, em cálculos de lógica, tentam justificar no âmbito legal. Daí o clamor pela vida que ecoou no coração de São Paulo, esperando tomar todo o Brasil, a chegar na mesa de decisões do Palácio do Planalto, e também nos gabinetes dos parlamentares em Brasília, para que possamos afirmar legislação e vida, se quisermos realmente o Brasil esplêndido.

Notas:
1. Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “Santa Maria”, de L. De Candido; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
2. Catecismo da Igreja Católica, 2270
3. Paulo Silveira Martins Leão Júnior, O Direito Fundamental à Vida dos Embriões e Anencéfalos, artigo publicado em Direito Fundamental à Vida, coordenado por Ives Gandra da Silva Martins, p. 225, Centro de Extensão Universitária e Editora Quartier Latin do Brasil, 2005, São Paulo.
4. Ib. pp. 225-226.
5. Carta Encíclica do papa Pio IX, Quas Primas, 4, Edições Cristo Rei, p. 18, 2011, Belo Horizonte
6. Catecismo da Igreja Católica, 2137
7. (http://www.youtube.com/watch?v=XCLtAeWBl84&feature=related)
8.  Stefano de Fiores e Salvatore Meo (Org.), Dicionário de Mariologia, Verbete “A Mulher no Cristianismo Primitivo”, de R. Aguirre; Ed. Paulus, p. 1194, 1995, São Paulo.
(Ib, p. 947)
9. Georges Suffert, Tu és Pedro, Editora Objetiva, p. 31, Rio de Janeiro.
10. Josef Holzner, Paulo de Tarso, Editora Quadrante, p. 87, São Paulo.
11. Ib. p. 56.

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A novena em honra da santa gravidez de Nossa Senhora é uma proposta do site Missionários Santa Teresinha. Ela é para ser rezada diariamente, durante 9 meses: de 25 de março até 25 de dezembro, ou seja, da Anunciação até o Natal do Senhor; ou, então, em qualquer época, por 9 meses ou em 9 dias consecutivos. Para saber mais, acesse: http://www.missionariosantateresinha.com.br/formacao.php?cod_formacao=41&opt=verformacao

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Quando misturam a foice e o martelo com a estrela do PT nos seus cartazes não escondem o que pretendem. Querem, como em 1964, implantar um regime de intolerância e autoritário no país. Estão com saudades dos tempos em que a Igreja e o Estado eram uma única coisa e os bens públicos e da igreja idem, com poder de vida e morte sobre os cidadãos.” – Zé Dirceu, ex-presidente nacional do PT, acusado de ser o mentor do Escândalo do Mensalão e atualmente inelegível até 2015.

Não é irônico que uma manifestação “insignificante” irrite tanto o petista Zé Dirceu que, como bom petista, é pró-aborto e entende muitíssimo bem o que seja “poder de vida e morte sobre os cidadãos”?

Ora, me compre um bode! Em seu blog – em algum lugar da esgotosfera – Zé Dirceu associa todo movimento pró-vida ao que ele pensa sobre um dos diversos grupos presentes na manifestação do dia 21/03, em São Paulo. E, preocupado, questiona seus leitores sobre “que está por trás dos movimentos anti-aborto?” A resposta, para ele, claro, é muito óbvia: não se sabe. Risos.

Eis a arte do blogueiro Zé Dirceu: escrever sobre o que não sabe, sobre o que não faz a menor ideia, sobre o que insignificantemente o irrita por deveras. Sem certezas, restou-lhe perguntar mil coisas sobre o movimento “antiaborto” (que é como querem se referir aos pró-vida), desde o valor da impressão de documentos da CNBB Sul 1 até o nome do “mandante” desse crime horrendo que é dizer aos brasileiros o que Zé sabe: que o PT tem compromisso claríssimo com a legalização do aborto.

Não é pecado falar do PT, nem crime. E falar do PT é falar sobre aborto, sempre! Em 2010, por causa da campanha presidencial, disseram que esclarecer o povo sobre PT e aborto era fazer propaganda para José Serra, era crime eleitoral. Por isso apreenderam os documentos da CNBB Sul 1… No entanto, agora, a Polícia Federal liberou tudo: não é crime algum.

Dom Bergonzini, como se sabe, comemorou sua inocência. E pelo menos cem pessoas estiveram com o bispo emérito de Guarulhos dividindo a mesma alegria (veja as fotos no blog do Jorge Ferraz)! Eu estive com ele, no dia 21/03, e pude receber de suas mãos uma nota oficial em que ele, além de demonstar que a mentira perdeu, afirma que o Cristianismo conta com um exército virtual de Blogueiros e Internautas da Verdade de Cristo, que mudarão o Brasil.

Insignificantes? É claro que não, mas Zé Dirceu cumpre seu papel de motivar a militância do PT – em especial os católicos úteis filiados ao partido – a desacreditarem dessas iniciativas pró-vida que só querem falar o tempo todo que o PT é mesmo abortista. Em 2010, com muito esforço, conseguiram desacreditar os pró-vida e, até mesmo, prendê-los em alguns lugares por denunciar o PT. Em 2012 conseguiriam a mesma coisa? Eu acho pouco provável.

Para nossa alegria, no entanto, o inelegível Zé nos demonstra que estamos mesmo no caminho certo. E não se trata, como ele quer fazer crer, de um caminho partidário! Quando alertamos os brasileiros que o PT promove a legalização do aborto não fazemos menos que nossa obrigação de combater o mal.

Obviamente, para confundir a militância útil do PT, é comum transformarem “católicos antiaborto” em pessoas perigosas e, na verdade, sequer católicas de fato, mas tão somente cabos eleitorais de outro partido. É, na verdade, uma mensagem sutil para que nenhum petista se meta a besta de virar um deputado Bassuma (PT-BA) ou Henrique Afonso (PT-AC) que tiverem seus “direitos partidários suspensos” pelo diretório nacional do PT porque militavam contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto.

Concretamente pode-se dizer que a manifestação pró-vida do dia 21/03 foi, sim, importante porque:

1) De forma geral, conseguiu mobilizar a imprensa para difundir que o voto no PT é voto pró-aborto.

2) Fez alusão à conduta ilibada de Dom Bergonzini ao demonstrar que ele não cometeu crime eleitoral em 2010.

3) Mostrou que o tema “aborto” continua uma preocupação para eleitores e políticos.

4) Repercutiu protesto contra a ministra Eleonora Minecucci.

Mas e a CPI da Verdade sobre o Aborto?

Todos os deputados federais (513), todos os senadores (71), deputados estaduais de SP, RJ, PR e SC receberam o pedido de CPI. Continuemos a agir para que ela realmente aconteça.

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