O que está acontecendo: os abortistas estão aproveitando a reforma do Código Penal Brasileiro para legalizarem o aborto, excluindo do texto do Código qualquer criminalização do “procedimento” que mata o ser humano mais indefeso.
Defendendo a legalização do aborto, militantes feministas e homossexuais (em suma: militantes da ideologia de gênero) marcaram presença na primeira audiência pública – organizada ontem, na capital paulista – sobre a reforma do Código. Havia 100 inscritos para fazer uso da palavra e apenas quatro pró-vidas se manifestaram na ocasião, sendo vaiados e sofrendo intimidações morais por parte da militância pró-aborto.
Para enviar sugestões à Comissão de Juristas para elaborar anteprojeto de Código Penal, que a princípio visa unificar toda a legislação especial, acesse: http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/codigo_penal.asp
Abaixo segue um relato da audiência pública, gentilmente encaminhado por Fernando FEA – e aqui estão fotos que ele tirou: galeria de imagens audiência pública.
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Uma brilhante audiência pública em defesa da vida!
Fernando FEA
Se você foi à Audiência Pública promovida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça de São Paulo, Gilson Dipp, ocorrida às 14h do dia 24 de fevereiro de 2012 num salão do Palácio da Justiça sugestivamente chamado de “Salão dos Passos Perdidos”, deve estar estranhando um pouco o título desse texto.
Isso porque o que se viu lá, ao invés de uma efetiva Audiência Pública sobre a reforma do Código Penal Brasileiro de 1940, com ampla participação de diversos setores da sociedade e apresentação de argumentos, foi o seguinte: uma espantosa ausência de representantes da sociedade civil convidados a opinar sobre o assunto, e uma presença maciça de militantes pró-homossexualidade que cumpriram muito bem seu papel de minoria barulhenta ao monopolizar a palavra e baixar o nível da audiência até onde foi possível.
Antes que alguém diga o contrário, não se pode dizer que mais essa Audiência Pública foi representativa da sociedade brasileira (como descaradamente mentiu o Partido dos Trabalhadores ao divulgar seu PNDH-3 recentemente). Das cerca de 100 pessoas inscritas ou convidadas para serem ouvidas, quase metade faltou, uns 10% dos presentes apenas se fizeram notar presentes sem dar qualquer opinião e elogiaram a iniciativa do STJ(talvez para justificar seus salários pagos pelo público!), 36% eram homossexuais ou simpatizantes e 4% eram pessoas que falaram a favor da vida. Evidentemente, a imensa população paulistana estava trabalhando no dia e horário da audiência, e nem sequer deve ter tido conhecimento de sua realização.
Embora a proposta do encontro fosse ouvir a população sobre crimes contra a vida em geral, logo houve uma já esperada polarização do assunto em torno do tema aborto, tema na verdade já traiçoeiramente ressuscitado pelo atual governo, visto que a proposta de nova redação do código penal dá margem à ampla e irrestrita prática desse flagelo. Como se não bastasse mais essa manobra política (propor a necessária reforma do código penal apenas quando o atual partido tem maioria no Congresso) para atropelar a vontade da população e reabilitar o tema do aborto (a outra manobra nesse sentido foi a aprovação da união homossexual pelo STF, interpretando a Constituição – e a própria língua portuguesa – conforme os desígnios do PT), o que se viu na Audiência Pública foi um show de horrores.
De um lado, advogando por uma cultura da morte, ouviram-se discursos inflamados; histerias individuais e coletivas; evidentes casos de rancores pessoais não resolvidos contra “homens” (sim, “homens” em geral, simplesmente por serem do sexo masculino!); desrespeito àsopiniões contrárias, interrompendo as falas alheias para vaiar ou xingarde “fascistas” e“homofóbicos” os (na visão dessas pessoas) “inimigos”; e mais uma série de absurdos que nem vale a pena comentar. As manifestações foram tão abusivas e inoportunas que motivaram o próprio ministro Gilson Dipp a intervir várias vezes pedindo que a patota militante mantivesse um mínimo de decoro no recinto e tendo inclusive de ameaçar retirá-la do local caso continuasse com a algazarra.
Do outro lado, as cerca de 4 pessoas que falaram pela vida (ainda que representando a indiscutível maioria dos brasileiros, pareceu uma minoria!)houveram-se muito bem. O professor Hermes Rodrigues Nery, professor, jornalista e político em São Bento do Sapucaí, além de compartilhar com os presentes a experiência da defesa da vida no México, em que os estados conseguiram blindar, um a um, através das Constituições estaduais, o aborto (iniciativa que está sendo repetida em São Paulo – http://www.saopaulopelavida.com.br/), provocou alvoroço ao dar de presente ao ministro Dipp um bebezinho em gesso construído em escala real e representando um feto de 3 meses. É que para pessoas materialistas é muito difícil esconder a prova material de um crime…
Outra testemunha em favor da vida, ainda que não estivesse presente, deu provas incontestáveis de que feto é uma vida humana: refiro-me a uma criança de três anos, cuja mãe, cidadã comum que quis falar a favor da vida humana, citou. A menininha, ao ver o boneco de gesso, imediatamente disse: “Olha, mãe, um bebezinho!”. Curiosos tempos em que crianças de 3 anos de idade ensinam valores nobres a militantes homossexuais de mais de 60!
Ok. Mas… tratando-se de uma audiência pública, e os argumentos?
Os nenhuns de sempre: (1) direito ao próprio corpo (afinal, o que é o corpinho do bebê, não é mesmo?), (2) decisão exclusiva da mulher (agora, é o homem que não existe!), (3) imposição machista da maternidade (como? Os homens inventaram o útero?), (4) estado laico (que elogio identificar a defesa da vida com a fé: agradecidos! Mas também há gente sem religião que concorda com a gente sobre a maldade de matar bebês), (5) os 1 milhão de mortes de mulheres por ano (1 milhão? Nada mal… um número apenas cerca de 33.300 vezes maior que as estatísticas oficiais medidas há 16 anos, e é sabido que abortistas mentem no mundo todo para dizer que a promoção da morte “é questão de saúde pública”), (6) mulher rica aborta com segurança, enquanto mulher pobre morre (como se ter dinheiro tornasse assassinato algo digno).
Enfim, em qualquer diálogo sério, os advogados da morte jamais conseguiriam sequer provar que merecem ser ouvidos. Mas o que se viu na audiência pública não foi um diálogo: foi só a conhecida grita dos que por algum motivo estão descontentes com a vida e precisam fazer barulho para tentar obter paz.














Oi Wagner,
Não tinha visto este seu post com o relato dado pelo Fernando. Nos conhecemos no Congresso, sou amiga do Luis Guilherme e fui eu que falei sobre a menininha de 3 anos na audiência. Adorei a menção de que ela falou, embora não presente. Por um equívoco meu, esqueci de dizer no dia o nome da menininha: Gianna. Um grande abraço!
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