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Arquivo para 18 dezembro, 2011


Se chorei ou se sorri, o importante é que… Até cantar eu cantei, em Santa Catarina! Este é o país que vai sediar a Copa!

“Acabo-o-o-o-ou… Acabou…” Há praticamente 1 ano em Florianópolis, vou me despedindo, hoje, no meu último domingo catarinense de 2011. Faz sol! Faz calor (25,4ºC, eu sei, eu sei… os conterrâneos vão rir de mim, mas nas atuais circunstâncias é calor, sim)! Até um copo de açaí (juçara!) geladinho eu tomei, hoje, como forma de dar as boas-vindas ao retorno para o Maranhão onde estarei a partir de segunda-feira pela tarde com destino ao natal em família e para a “passagem de ano” e outras cositas más… Hehehehe!

Senhores, foi muito bom viver Floripa, Santa Catarina, o sul… O sul não é esse bicho de 7 cabeças, sabia? Para quem pensava que aqui seria uma São Paulo piorada, mais competitiva, mais impessoal, mais regionalista e coisas outras… Que bobagem! Que bobagem aprendemos sobre o Brasil e os brasileiros, em especial sobre o Brasil e os brasileiros que não conhecemos de pertinho.

Nada contra a pressa de São Paulo, fique claro. São Paulo é a cidade mais nordestina fora do nordeste, já diz o ditado! ;) Mas Floripa não fica por menos nesse quesito: acolhedora, linda e catolicíssima – embora com todos os contrastes comuns a qualquer outra cidade catolicíssima! Eu gostei. Muito mar azul, verde, muitos frutos do mar. Tainha, anchovas… Hum… Que delícia! Não provei as ostras. Pura falta de oportunidade. Em 2012 provarei, fica combinado!

Muitos bons amigos com os “e” e “i” mais diferentes que se poderia pronunciar num mesmo estado! ;) Pense nos amigos que me hospedaram por aqui. Nunca me viram pessoalmente na vida e eles abriram o coração para este ser bonzinho e afetuoso, tornando o sonho possível. E foi um sonho bom, família Volpato! Muito bom. Espero poder retribuir à altura toda acolhida e assistência catarinense que por aqui recebi.

Não é à toa que Santa Catarina é o segundo estado mais procurado, para se visitar e viver, por todos os brasileiros, com exceção dos gaúchos e argentinos – para eles Santa Catarina deve ser o estado brasileiro mais procurado para viver, risos!


Fora haule! Os tchôs do oeste e meio-oeste catarinense é que são show de bola! ATUALIZAÇÃO: Catarinas de Criciúma e do Vale do Itajaí também são show de bola, mas é claro, seus carvoeiros e peixeiros!! :D

O catarinense é de uma tranquilidade assertiva, eu diria. Bem-humorados, simples – nossa! totalmente simples! sem frescuras! – e fáceis, fáceis da gente se apegar… Mas nem por isso menos sulistas! Hehehehe! Não tem meia conversa, nem negociação facilitada não… Nordestino tem, né? A gente negocia, faz exceções, acha mas não acha tanto assim, brinca e acha graça de graça… Risos. Mas cada um com seu jeito! Se o Brasil fosse todo nordeste eu não iria aguentar! Foi bom tirar uma folga de vocês!!! Hehehehe! Brincadeira.

Catarinas, amigos, eu me senti em casa… De verdade! Gostaria de levar um pouco do frio de julho, agosto e setembro (amparado devidamente pelo meu aquecedor)… Levar um pouco das praias com montanhas… Do vento sul, do mini calzone, e do sotaque dos manezinhos e dos catarinas do oeste e do meio-oeste! Mas como não posso fazê-lo, então só me resta… VOLTAR! :D

Até 2012, amigos catarinas e associados. Feliz Natal e Feliz Ano Novo! Sigam reto toda vida! Ói, ói, ói!

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Iniciativa inédita, o Festival Promessas, exibido pela Rede Globo neste domingo, às 13h, é um evento histórico na TV brasileira: foi a primeira vez que uma rede de tv aberta organizou um evento protestante e o repercutiu para todo Brasil. O feito, sem dúvidas, é consequência do Brasil do pós-eleições 2010, quando os cristãos comprometidos levantaram-se contra o aborto e toda a agenda de uma esquerda militante decadente que, num delírio, achou que, agora, poderia acabar com o Brasil de uma vez só.

Promessas custou R$2,9 milhões para a prefeitura do Rio de Janeiro – viu só como R$5 milhões para a JMJ é NADA? – e, segundo noticiou o portal G1, reuniu cerca de 20 mil pessoas, um número bem mais conservador que o apresentado pelo site evangélico, Gospel Prime, “100 mil” pessoas.

Mas ao que interessa: foi a pedido do pastor Silas Malafaia, expoente evangélico que liderou uma manifestão de mais de 50 mil pessoas, em junho, em frente ao Congresso Nacional, contra a aprovação do PL 122 e do Kit Gay (kit que o Ministério da Educação entregaria a jovens e crianças do ensino público com conteúdo erótico homossexual), a pedido dele o Festival aconteceu.

Promessas foi bem chatinho. Músicas evangélicas antigas – ao menos para os católicos carismáticos que, como eu, as conhecem muito bem, risos – e poucos cantores realmente carismáticos (no sentido hodierno do termo) como Ana Paula Valadão, do Ministério Diante do Trono. Mas isso pouco importa! Desculpem, tenho 28 anos, já amarro meus próprios cadarços e sei que desqualificar “o avanço” dos evangélicos, no Brasil, em nada serve à causa pró-vida.

Os católicos que ainda não entenderam isso prestam um desserviço ao esforço comum a todos nós, qual seja: fortalecer consensos morais. O Papa Bento XVI fala muito sobre isso… Sugiro, por exemplo, leitura desta notícia de 2010: “O mundo está se dissipando e necessita do consenso moral”, declarou Bento XVI

Do que se trata? Do óbvio, senhores. A revolução está em sua agonia final e seus aliados levantaram-se com todas as forças que lhe restam contra os valores culturais que o catolicismo soube bem preservar no ocidente durante séculos. Vivemos uma época de totalitarismo que, apesar de não mobilizar – ainda – uma indústria bélica, já legitima as decisões do Estado sobre o que é o bem e o que é o mal! Um período em que o “direito à vida”, a “natureza humana”, são noções relativas, até mesmo inexistentes – como ditam os promotores da ideologia de gênero que sustenta o PL 122.

Não é preciso ser apocalíptico para constatar que as coisas vão muito ruins e que há muito estamos em meio a uma guerra que mesmo sem tanques, tiros, conta, sim, com derramamento de sangue e vítimas inocentes. Trata-se de uma guerra cultural que de forma alguma poderá ser superada sem que somemos as forças.

Consensos morais. Saber o que é o bem, o que é o mal… Compreender que temos o dever de preservar a natureza humana e suas liberdades… Coisas as mais básicas que alicerçam o ocidente e sem as quais caminhamos, infelizmente, para um final trágico.

Independentemente dos reais intentos da Rede Globo ao criar um Festival como esse, pode-se muito aproveitar a abertura da emissora comprometida com contra-valores, sabemos, mas ainda assim um meio poderoso para difundir qualquer mensagem.

É urgente fortalecer os esforços por consensos morais. E como se faz isso? Um bom começo é não desqualificar iniciativas que em nada diminuem a difusão de valores cristãos, por mais incompleta que possa ser essa difusão.

Que cada vez mais evangélicos possam conhecer a Revelação por inteiro e entender que, sim, de fato, Cristo deixou-nos uma única Igreja e somente a ela prometeu sua assistência e governo, confiando-a um pastor visível, Pedro, sem o qual a unidade é impossível. Mas enquanto eles não conseguirem alcançar esse tesouro, que possam ao menos bem viver uma parte e ajudar-nos a preservar os consensos morais que estão em xeque atualmente.

Uma coisa é certa, senhores: mais vale uma parte que parte nenhuma.

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