
Que susto: “Pônei maldito, pônei maldito, lá, lá, lá, lá! Sou uma antropóloga em defesa da mulher!”
A morte só é possível após a vida. Alguém tem dificuldade para entender isso? Os seres vivos têm perspectiva de vida, por mais curta que essa seja. Assim também acontece com os bebês que têm a deficiência conhecida por anencefalia e que, conforme a revista ISTOÉ, desta semana, deverão estar na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) que, advinhem, decidirá neste mês de agosto se os bebês com anencefalia têm ou não direito de ter suas vidas preservadas – vão definir se legalizam ou não o aborto dessas crianças, pois é.
Se o STF decidir que, sim, matar crianças anencéfalas é uma bênção, então os hospitais públicos e os planos de saúde terão que abençoar as mães, que não querem deixar seus filhos nascer, com a assistência necessária para o aborto.
Só recapitulando: o lado negro da força, os abortistinhas brasileiros (cada vez mais velhos – e feios – dado o desinteresse da juventude por suas bandeiras de sangue) com medo do termo “aborto de anencéfalos”, usam o termo “antecipação do parto de fetos incompatíveis com a vida” (quanto de participação nos resultados da MacArthur e da Fundação Ford eles ganharam por essa?) para promover a legalização do aborto de fetos anencéfalos. A ideia é convencer o brasileiro que a questão “SEQUER, Ha, Ha, Ha” trata-se de aborto, imagine. Afinal, os bebês anencéfalos são incompatíveis com a vida: ou seja, não basta ser humano e estar vivo, tem que ser compatível com a vida. É essa a brincadeira mortal dos peritos incompatíveis com o bom senso.
A matéria da revista traz depoimentos de mães que “abortaram legalmente” – como se isso fosse possível… e não é! Afinal, aborto é crime, no Brasil, e crime não é um ato legal – em 2004, quando o aborto de anencéfalos foi permitido por alguns meses. TODAS as mães (chamadas de “beneficiadas” pela reportagem…) levam as cicatrizes do ato, até hoje. Estes são os termos com as quais a própria revista se dirige às “beneficiadas”: TRAUMA, CICATRIZ, DRAMA, DOR, MACHUCADO.
Essas são as tags do aborto de anencéfalos na vida das mulheres e, ainda assim, há quem se preste a promover a “causa” da legalização do aborto desses bebês em nome da saúde física e psicológica da mulher. Vai entender como é que uma coisa ruim assim vai ser boa depois de legalizada.
A reportagem de ISTOÉ entrevistou os especialistas em “antecipação do parto” que, coincidentemente, estão presentes em qualquer busca no google sobre aborto. Por que será? São as mesmas figurinhas sombrias de sempre: a antropóloga Debora Diniz (fotografada com um realismo que me surpreendeu!); o geneticista, ginecologista, obstetra e professor da USP, Thomaz Gollop (já registramos a causa dele, aqui, lembra?); e o advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), Luís Roberto Barroso (que luta para que os políticos não banalizem o aborto ao mesmo tempo em que luta para legalizar o aborto).
Todos parceiros das fundações MacArthur e Ford que, há anos, se esforçam para legalizar o aborto no Brasil. Nada novo! A não ser para o grande público que nunca vai pensar que esse pessoal é pago e muito bem pago para minar o direito à vida de seus futuros compatriotas. Paciência!
Mas tem o lado bom da matéria: entrevistaram dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; e também o Paulo Fernando da Costa, vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família. O Paulo lembra algo interessante: “O nosso Código Penal não contempla a hipótese do feto inviável porque foi elaborado em 1940, quando o diagnóstico da anencefalia não era possível.” E também denuncia que “o que esses grupos feministas não conseguem no Legislativo, tentam via Judiciário”.
É, senhores… Agosto começou! Vamos lá.
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Para ler a ISTOÉ: A vida depois do aborto



Aprendi que a gente diz “de boa cara, daí” quando as coisas vão bem e que “maranha” é como se chama todo cara inteligente, sortudo e boa pinta. Hoje sei como é legal uma geladeira puritanismo-free, e tenho treinamento de elite em atitudes práticas de homens de verdade – com direito a um aprofundamento em artes praticamente marciais como as de “turiferário”, “naveteiro” e “luciferário”.












