
Clique na obra do chargista católico Emerson de Oliveira para ampliar a imagem
Pe. Fábio,
Sua bênção!
Encaminho-lhe um artigo da lavra de um grande amigo meu, também blogueiro, chamado Jorge Ferraz. Julgo que o texto seja pertinente e coerente. É preciso refletir e mudar, caro padre: o seu trabalho tem sido, em grande medida, contraproducente. Suas recentes palavras (ditas no seu programa, na TV Canção Nova) não fizeram coro à luta que tantos cristãos (católicos ou não) tem travado contra a ideologia gayzista que busca se instalar na sociedade.
Segundo essa ideologia, a imoralidade não só seria normal, mas até natural. Não existe fundamentalismo entre os que defendem a família autêntica, baseada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher. O que existe são princípios sólidos e o desejo de construir uma sociedade pautada em valores cristãos. O que existe, Pe. Fábio, é a luta entre as duas cidades (a de Deus e a dos homens, para usar os termos de Santo Agostinho). Nesta luta, cumpre escolher um lado; a ninguém é permitido ficar “em cima do muro”, porque o Altíssimo vomita os que são mornos (Ap. 3, 15-16). O que existe são cristãos querendo modelar a sociedade em que vivem segundo Deus, sem jamais se conformar à figura passageira deste mundo.
O que existe, por fim, são batizados querendo ser no mundo aquilo que devem ser: sal da terra. Infelizmente, parece-me que o senhor perdeu o seu sabor no afã de agradar a muitos. Mas, se falta ao senhor a fibra, a coragem, de um Padre Paulo Ricardo, ou de um Padre Luís Carlos Lodi da Cruz, ou de tantos outros – anônimos – que combatem conosco no esquadrão de Cristo, procure pelo menos não confundir os católicos com as suas posições “politicamente corretas”.
Como diz um velho ditado: “se não vai ajudar, pelo menos não atrapalhe”. Sem mais delongas, recomendo vivamente a leitura e reflexão do artigo abaixo. Se restar no senhor um mínimo de honestidade intelectual, por certo o texto lhe motivará a arrepender-se e a mudar, doravante, o seu discurso a este respeito.
In Caritas Christi,
*Gustavo Souza*
É a vaidade, Fábio, nesta vida…
Jorge Ferraz
Leio n’O Possível e O Extraordinário que o pe. Fábio de Melo, atingindo novos píncaros de “humanidade demais”, resolveu pronunciar um discurso abertamente simpático ao Movimento Gay em geral e ao PLC 122/2006 em particular, ao mesmo tempo em que critica de maneira muito pouco velada aqueles que têm a coragem de se posicionar abertamente contra esta lei imoral. Segundo o padre Fábio, a preocupação que nós devemos ter hoje é com o fanatismo – “o risco do radicalismo religioso nos dias de hoje é grande e é sério”, diz o reverendíssimo sacerdote -, e não com o Movimento Gay querendo impôr a sua ideologia a toda a sociedade.
É deprimente ver este homem – sacerdote da Igreja de Cristo! – defender mais uma vez este relativismo daninho e nocivo à Igreja, este câncer que corrói a vida cristã e impede os católicos de levarem uma vida pública em consonância com a Fé Cristã que professam – como recentemente pediu o Papa Bento XVI. O absurdo relativismo defendido pelo padre Fábio e a sua patente vontade de ficar bem com todos – com a sua fala doce, lenta, sedutora – não têm nada de cristão e, portanto, não deveriam encontrar guarida num discurso público de um sacerdote católico: é apenas vaidade. No entanto e infelizmente, esta discrepância entre o que ensina a Igreja Católica e o que pregam os seus representantes midiáticos existe, para confusão do povo fiel. E o padre Fábio de Melo parece ter uma nada invejável capacidade de sempre inovar neste quesito.
Não cora de vergonha o pe. Fábio ao defender noções totalmente estranhas ao Cristianismo: “não podemos admitir é que nosso discurso religioso possa ferir a dignidade humana”. Ora, padre Fábio, isto que o senhor está defendendo – que os melindres de fulanos e sicranos devam prevalecer sobre o anúncio claro e inequívoco do Evangelho – é o que a Igreja chama de “respeito humano” – e condena. Amor verdadeiro é apontar o pecado com toda a sua fealdade; a Caridade só pode subsistir na Verdade e, se é horrendo o pecado que clama aos Céus vingança, cumpre que o chamemos pelo nome e não aceitemos transigir na linguagem – cuja função, afinal de contas, é dar nome verdadeiro às coisas.
Não satisfeito com este relativismo doentio e este respeito humano anti-cristão, o padre ainda consegue omitir um ponto essencial do ensino da Igreja – transformando assim uma meia-verdade numa mentira completa:
A Igreja se posicionou, e Ela sempre Se posiciona da mesma forma: nós somos a favor da Familia, nós somos a favor da vida, nós somos a favor da prevalência de valores que não venham ferir o que nós conhecemos como Família; mas nós também não podemos nos esquecer [de] que este posicionamento tem que ser amoroso. Então se você é da Igreja, se você faz questão de defender o posicionamento da sua Igreja, não esqueça que a Igreja a quem você serve tem um Fundador cuja atitude, o tempo todo, foi o amor, a solidariedade e o respeito às pessoas.
Padre Fábio, o senhor só se “esqueceu” de dizer que a Congregação para a Doutrina da Fé já emitiu um parecer sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo, no qual ela diz com clareza que, “em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo”. Portanto, padre Fábio, a posição a favor da vida e da família exige um posicionamento contrário a tudo aquilo que possa descaracterizar a vida e a família – em particular, exige que os cristãos se oponham “de modo claro e incisivo” aos projetos de reconhecimento legal de “uniões civis” homossexuais. E, sendo sincero, eu não vejo este posicionamento “claro e incisivo” no discurso do senhor, padre Fábio. Ao contrário, o que eu vejo é – lamentavelmente – um relativismo que vai na contramão de tudo o que a Igreja ensina sobre o assunto.
O título deste post é o primeiro verso de um poema barroco escrito (se a memória não me trai) por Gregório de Matos. Fala sobre a vaidade, fazendo o eu-lírico dirigir-se a um tal de Fábio; não considero de todo impossível que o irreverente Boca do Inferno possa ter tido uma súbita iluminação profética e escrito, durante o nosso Barroco, especificamente para este Fábio que, atualmente, empenha-se em minimizar a importância da Fé Cristã para o mundo de hoje e em sabotar o cumprimento daquele mandamento de Nosso Senhor conforme o qual os cristãos devem ser sal da terra e luz do mundo. O poema barroco possui a sua gradação própria – rosa, planta, nau -, que revela simbolicamente esta característica da vaidade de inchar-se cada vez mais. Também assim o padre Fábio de Melo que, começando “somente” com um discurso meloso e romântico, passou a defender o mais vergonhoso irenismo religioso e, agora, dá os braços ao Movimento Gay e cerra fileiras com este contra a Igreja Católica.
“Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa, / de que vale, se aguarda sem defesa / penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?”. Assim termina o poema barroco lembrando que de nada vale envaidecer-se, porque todas essas coisas passam: a nau bate nas rochas e naufraga, a planta é derrubada pelo machado e a rosa fenece quando chega a tarde. Bem faria o pe. Fábio de Melo se meditasse neste antigo soneto! Acrescentando também ao testemunho dele aquelas outras palavras – de muito maior autoridade – que nós lemos no livro do Eclesiastes: “vaidade das vaidades, é tudo vaidade”.













[...] infelizes declarações sobre o PLC 122 – a "lei da mordaça gay". A carta foi originalmente publicada n'O Possível e O Extraordinário; a charge que a ilustra é da lavra do Emerson de Oliveira, grande artista [...]
Valente esse rapaz!
E parabéns a voce tambem Wagner pela luta e o bom combate.
Que Deus abençoe a ambos.
Olegario.
Cada vez que vejo as marcas da divisão interna de nossa Igreja compreendo cada vez mais o porquê de Cristo ser pregado na cruz.
Quando leio críticas vorazes contra a pessoa de um Presbítero Católico em uma “Carta aberta” só me resta lamentar, pois esses críticos se colocam ao mesmo nível do criticado. Só faltava usar das “Páginas amarelas” da revista Veja para a coisa ser mais evidente.
Quando criticamos abertamente um Presbítero, criticamos a Igreja, assim como, quando um Presbítero mostra suas fraquezas em rede nacional é a Igreja que o faz. E no geral, somos um povo desinformado.
Faço um questionamento público aos críticos da última hora: alguém já enviou o PLC 122 e outras fontes de informação para o Padre?
E para finalizar lembro a todos o Salmo 105(104): “Não toqueis nos meus ungidos, não maltrateis meus profetas”.
estou de acordo com o Gustavo, o Senhor padre Fábio de melo, está querendo agradar a todos para nao perder popularidade de bom moço, ou seja de Padre equilibrado ao falar de um assunto que nao deveria ser dado tanta atençao como se tem. Eu so espero do senhor Padre um pouco mais de coerencia e bravura nas declaraçoes.
“Quando criticamos abertamente um Presbítero, criticamos a Igreja, assim como, quando um Presbítero mostra suas fraquezas em rede nacional é a Igreja que o faz. E no geral, somos um povo desinformado.”
Sr. Ricardo Teixeira,
Concordo plenamente que o SR seja DESINFORMADO.
O Sr. conjugou no plural, o que esta errado.
A crítica particular feita a um sacerdote da Igreja, quando esse erra ou diz besteira, é puramente legítima e salutar.
E a crítica é tão bem dita porque visa justamente admoestar aquele que errou e salvaguardar o nome da Igreja.
Quando criticamos um sacerdote, não criticamos a Igreja em si, ao contrário disso, promovemos a sua defesa ( da igreja) de um posicionamento errado de um membro seu.
Logo isso é justo e muito correto.
E Fabio de Melo faz parte da Igreja.
Ele não é a Igreja.
Se ele erra defendendo doutrina herética, erra por si só.
Adiante:
“Faço um questionamento público aos críticos da última hora: alguém já enviou o PLC 122 e outras fontes de informação para o Padre?”
Espera aí!
O Sr. esta querendo induzir um raciocício de que o padre não esta a par do que seja objetivamente a PL 122?
Ora, mesmo que ele inadvertidamente não tenha todos os detalhes do que trata a PL 122, sua opinião ( a do padre) foi feita sobre o que ele conhecia.
E não sobre o que ele não conhecia…
Logo, a palavra do padre nesse aspecto, foi bem abalizada.
E desastrosa.
E o Sr. querendo defendê-lo com esse argumento comete o mesmo erro.
O Silas Malafaia tem os detalhes dessa lei maldita de fio a pavil.
Era só o padre Fábio de Melo ter tido a humildade de ir ter com ele uma aula sobre o assunto.
O que não deixaria de ser indigesto.
Mas ao menos seria uma atitude honrada e digna de nota.
Amanhã ou depois o padre querendo pagar-lhe o favor, poderia fornecer a ele uma lista de bons shampoos…
É isto.
Forte abraço.
Ricardo, Não é Fábio de Melo amigo de Chalita, O político?! Ok, há uma possibilidade de 0,0000000000000001% dele não conhecer a “bendita lei”.
“Lobos em pele de cordeiro”, “falsos profetas”, essas expressões existem na sua Bíblia, senhor Ricardo? Infelizmente, acho que se encaixam em pessoas como Fábio de Melo e Chalita, que usam da cara da Igreja para escandalizar pequeninos.
Não me admiraria ver o Fashion defedendo “o direito das mulheres sobre o próprio corpo”.
SENHOR, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS!!!
Eu assisti ao programa.
Penso que o Padre Fábio foi prudente pois ele mesmo disse que não tinha analisado a lei e nem mesmo se era ou não uma questão religiosa.
A verdade é que existem católicos homossexuais e heterossexuais que não seguem restritamente o recomendado pela Igreja especialmente com relação a moral sexual, portanto, se a Igreja quiser ter uma rigidez no discurso com relação aos homossexuais ela o deve também ter com os heterossexuais.
Se não é da natureza da Igreja Católica ter um discurso condenatório a quem não segue rigidamente os preceitos morais recomendados pela Igreja (sexo só no matrimônio, uso de métodos naturais de planejamento familiar, matrimônio indissolúvel etc) não é de se estranhar o tom ameno por parte do Padre Fábio de Melo com relação a este questão.
Paz e bem!
A Igreja rcebe ainda hoje, as críticas e o julgamento pelos erros que seus filhos cometeram no passado. O tribunal não fecha nunca. O padre Fábio, que tenho ainda em grande conta, sabe perfeitamente disso. Portanto, deve saber escolher as palavras para abordar tais questões.
A crítica aqui, penso não ser pessoal, não é contra o ungido de Deus e sim para lembrar de sua grande responsabilidade como formador de opinião, pois muitas pessoas fazem delas as palavras que ele pronuncia na televisão. Estamos repreendendo sim, mas sejamos também misericordiosos, rezemos por ele.
Karina,
“Não me admiraria ver o Fashion defedendo “o direito das mulheres sobre o próprio corpo”.
Desgraçadamente, diante da biografia midiática desse padre, essa defesa escandalosa pode mesmo de fato ocorrer.
Lamentável…
Olegario.
Em tempo: Vamos sempre nos lembrar de que a crítica ao Fabio de Melo deve ser acirrada e constante, mas nunca, nunca mesmo, abdicar de rezar por ele; posto que ele mesmo defendendo causas erradas é um vigário de Cristo na terra.
Abraços.
Tempos atrás acompanhei um senhor que queria provar pela internet, a todo custo, que um Presbítero (que ele não conhecia pessoalmente) estava errado, que o Bispo era conivente, que a CNBB era omissa, e por aí adiante.. No final da história o indivíduo faleceu sem conseguir provar nada de sua paranóia e o Presbítero continua firme.
Meses atrás, foi um Presbítero que usou as páginas amarelas para tornar pública sua mágoa contra uma Arquidiocese que ele julga tê-lo subestimado com inveja por ser ele um grande ídolo.
Foi um leigo contra um ministro ordenado, depois um ministro ordenado contra uma arquidiocese, e assim por diante…
Até onde sei todos somos Igreja, ou seja, o presbitero, os(as) religiosos(as), os(as) leigos(as)… santos e pecadores.
“Quando criticamos abertamente um Presbítero, criticamos a Igreja…”
Então devemos nos calar diante dos casos de padres pedófilos, só pra citar um exemplo?
O próprio Cristo nos adverte sobre a presença do mal na sua Igreja.
Alertar sobre maus pastores é um dever do cristão. Santa Catarina de Sena fazia críticas abertas e muito duras ao Santo Padre. Sobre a Cúria, ela dizia “cheirar muito mal, com o mesmo mau cheiro de Roma”.
E se o padre “Favo de Mel” não sabe do conteúdo do PL 122, a Lei da Mordaça Gay, não deveria ser irresponsável a ponto de fazer qualquer comentário a respeito do mesmo; primeiro, deveria se informar.
Confundir a Igreja de Cristo, infalível e Santa, com seus membros, falíveis e pecadores, é muito analfabetismo intelectual, é coisa de gente que não diferencia uma peça de mortadela de um monte de alfafa.
E agora senhor Ricardo depois de uma aula de doutrina católica
aparecera novamente pedindo desculpas por ser um católico desinformado,e que escreve subjetivamente sem se pautar na sã doutrina.obrigado carissimo olegario por tanta lucidez e maturidade em sua resposta abraço fraternos anderson Reis
http://www.regina-apostolorum.com
tambem publicamos um artigo sobre o desastroso comentario do referido sacerdote.
http://www.regina-apostolorum.com/2011/06/padre-fabio-de-melo-um-padre-meloso-de.html
“No final da história o indivíduo faleceu sem conseguir provar nada de sua paranóia e o Presbítero continua firme.”
Ora, se era PARANOIA o que o leigo denunciava, logo nunca iria provar mesmo.
A acusação feita ao Padre Fábio nem de longe é uma paranóia.
É um fato constatado com provas.
Sr. Ricardo, não tem jeito…
Defender Fabio de Melo em questão de ortodoxia católica é tarefa hercûlea e corajosa.
Problema menor tem o PT em defender o Palocci.
E ambos (tantoum contra o outro)já não são mais “réus primários” em suas lambanças.
Fique com o bom Deus.
Olegario.
Sr. Anderson Luis dos Reis.
Obrigado pelo seu abono.
Lutemos uns pelos outros.
E todos pela Santa Igreja.
Forte abraço.
E fique com o bom Deus.
Olegario.
Estou assistindo agora a reprise do programa q o padre está falando sobre a tal lei.O padre está correto nas suas palavras e de acordo com o evangelho.Ainda bem q ele não vai pela cabeça dos radicalistas.Jesus não mandou jogar pedra em ninguém ele acolheu a todos , ele rejeita o pecado e não o pecador.Ele sempre foi radical com os fariseus.A proposito eles tem muita semelhanças com vcs rsrs
Apagaram o que eu escrevi, por quê?
Por que não concordo com as declarações de vocês?
Porque você é chata, amiga. Ave Maria… Vai fazer uma caridade que o mundo ganha mais!
Rosi.
O Amor não Anula a Verdade, não podemos ser cativos ou coniventes com a “Omissão” vestida de “Verdade”. Somente a Verdade única, pode apresentar a Salvação e Libertar(JO 8-32), o resto Ilude e aprisiona no pecado que é a própria condenação.