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Arquivo para 11 maio, 2011

CNBB, STF e agenda gay

O STF está legislando. E legislando contra a família! É praticamente esse o resumo da nota que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou em seu portal, quarta-feira, 11 de maio. Eis os trechos da nota no qual justifico meu resumo, acima: “Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. (…) Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal“.

As denúncias são gravíssimas. De fato, com o reconhecimento do STF da constitucionalidade da união civil homossexual a instituição família sofre um duro golpe! Família tem a ver com afetividade, mas afetividade não faz uma família. Família é homem e mulher. É assim que uma família é feita.

É preconceituoso dizer que dois homens ou duas mulheres que fazem sexo entre si não podem ter direito a uma união civil só porque não são heterossexuais? Antes de respondermos é bom lembrar que nem todos os heterossexuais podem casar: um casal de irmãos heterossexuais não pode casar entre si; mãe e filho não podem casar um com o outro, ainda que sejam heterossexuais; pai e filha também não se casam. Preconceito? De forma alguma. Isso se dá por respeito a instituição família.

E é por respeito à essa instituição que a união entre pessoas do mesmo sexo não pode ser considerada família. Mas a agenda gay – que não se confunde com os homossexuais de verdade, mas tão só com homossexuais “idealizados” pelos mentores dessa agenda – tem como princípio atacar, diretamente, a família. E isso não é novidade… O filósofo alemão, Karl Marx, pai do socialismo científico, já pregava a destruição da família em nome da revolução cultural. Tanto para Marx quanto para os ideólogos da agenda gay a família é meramente uma invenção e não algo natural.

Para Marx trata-se de uma invenção “burguesa”. Para os ideólogos gays é uma invenção da “sexualidade normativa heterossexual” ou “heteronormatividade”, algo que a ideologia de gênero – pregada também por esses ideólogos – abomina. Para esse pessoal o ser humano não existe como um ser com natureza própria, mas é meramente uma construção! Assim, não apenas não existe “família”, como sequer existe homem ou mulher, é tudo uma construção social.

Ridículo? Diabólico. Esse pensamento de “construção social” que desconsidera qualquer possibilidade da existência de uma natueza humana é, claramente, a base para legalização da pedofilia, do incesto, do infanticídio e tantas outras práticas das quais o cristianismo curou o mundo ocidental. É ele que está por trás da militância pró-aborto, por exemplo.

Se o ser humano é apenas uma construção social, então não importa que ele tenha vida desde a concepção se a sociedade não julgar que isso é determinante para lhe garantir algum direito à vida. Não importa sequer que ele tenha vida se a sociedade achar que isso não é importante… Nada é mais determinante, natural, “humano”.

Vivemos o fim da época das luzes, quando acreditando que somente a razão bastava para tudo, o homem aniquilou a própria razão… Serão dias difíceis, é claro. E a Igreja e as religiões institucionalizadas não são bem-vindas porque representam um obstáculo a essas novas ideias de desumanização “elegante” do homem.

Aprovar a união civil de pessoas do mesmo sexo não é algo inofensivo, como se vê. É uma revolução cultural, uma ameaça ao conceito de família, uma ameaça à própria natureza humana. Mas quem poderá compreender isso quando, sabidamente, os promotores dessa revolução reduzem tudo à questão da afetividade como se o amor tivesse por missão nos desumanizar?

A preocupação da CNBB não vai mudar a decisão do STF neste momento. Mas serve como força moral para iluminar aqueles que ao se defrontarem com o mal possam, com segurança, recusar-lhe a chamá-lo bem.

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Atendendo aos pedidos, segue um texto mais sério sobre a experiência no encontro de blogueiros no Vaticano. Peço, até imploro, que reproduzam onde puderem. É uma forma de prestar contas a todos os blogueiros que não puderam estar no evento. Favor mencionar o autor do artigo – eu, minha gente – e as descrições do mesmo, ao final.

Nosso trabalho está só c.omeçando.

***


Thaisson Santarém, João Alves e Wagner Moura: blogueiros brasileiros no Vatican Blog Meeting

Que blog você leu hoje?
Por Wagner Moura*

Uma tarefa sagrada é cumprida diariamente pelo porta-voz do Vaticano, padre Frederico Lombardi, logo após a celebração da Santa Missa, às 7h30 da manhã: com o auxílio de um blogueiro (autor de conteúdos publicados em um blog), amigo dele, padre Lombardi atualiza-se sobre os assuntos tratados na blogosfera, conjunto de diferentes blogs que, reconhece o padre, são muito importantes para a sociedade e para a Igreja.

A revelação foi anunciada pelo porta-voz do Vaticano, na tarde de 02 de maio, a cerca de 150 blogueiros, de 17 línguas diferentes, convidados pela Santa Sé para o encontro Vatican Blog Meeting. O evento inédito promovido pelos Conselhos Pontifícios para a Cultura e para as Comunicações Sociais contou com a participação de quatro blogueiros brasileiros e foi uma oportunidade de diálogo entre a hierarquia da Igreja e protagonistas do “continente digital”. Ele quis servir como exemplo para todas as Igrejas particulares ao reconhecer a contribuição dos blogueiros para desenvolver a opinião pública dos fieis na Igreja, algo já tratado no documento conciliar sobre as comunicações sociais, Inter Mirifica (n.8 e 14).

Essa consciência é defendida pelo convidado do Brasil para participar do 7° Mutirão Brasileiro de Comunicação, em julho, o arcebispo Cláudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais. Após o Vatican Blog Meeting ele demonstrou o apreço institucional pelos porta-vozes da cultura digital ao afirmar a L’Osservatore Romano, o jornal da Santa Sé, que “os blogs são espaço de autenticidade e ao mesmo tempo de provocação; eles nos ajudam a crescer. São novas possibilidades de relações humanas, ricas, dinâmicas e vivazes! O anúncio da Palavra de boca em boca, coração a coração, isso é natural à nossa fé e uma nova forma de fazer isso é pelos blogs”.

Durante o encontro, no Vaticano, os participantes foram convidados a refletir sobre o sentido missionário dos blogs e provocados a estarem a serviço da liberdade humana para construir comunidade e não estarem a serviço de si mesmos. Em relação ao diálogo com a Igreja, os blogueiros foram lembrados que esta não é inimiga deles, mas uma fonte de informação que conta com eles para clarificar os discursos dela junto à opinião pública, buscando a verdade para evitar confusão, garantindo-se assim a liberdade.

Falou-se ainda do desafio de uma “pastoral 2.0” que supra a necessidade de formação de “web-agentes-pastorais” e “web-pastores” aptos a dialogar com a cultura digital, a compreender que a atividade pastoral na rede mundial de computadores é comparável à construção de uma comunidade local. Estimulou-se, uma vez mais, as autoridades eclesiais a se engajarem na comunidade blogueira, mostrando assim o desejo de evangelizar o homem imerso nessa cultura.

Para muitos blogueiros que participaram do Vatican Blog Meeting o momento foi considerado uma homenagem ao Papa João Paulo II beatificado um dia antes do evento e considerado como o Papa das comunicações. Foi ele quem abriu a Igreja para o diálogo com a internet, demonstrando entender bem a necessidade de mediação cultural frente ao avanço tecnológico dos meios de comunicação de nosso tempo.

Nesse contexto de reconhecimento, alguns blogueiros começaram, pela internet, a divulgação do pedido de “patrono súbito” para tornar o beato Papa João Paulo II o padroeiro dos comunicadores em geral. Até que isso seja possível, os blogueiros reunidos pelo Vaticano esperam fomentar – de preferência em diálogo com as conferências episcopais encontros locais e nacionais de blogueiros para que a mensagem do
encontro multiplique-se e gere bons frutos.

*Wagner Moura é autor do blog pró-vida http://www.diasimdiatambem.wordpress.com e contou com o apoio da Arquidiocese de Campinas para participar do primeiro encontro de blogueiros promovido pela Santa Sé, no dia 02 de maio, evento para o qual foi convidado pelo Vaticano.

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De Roma para os Estados Unidos: o Cardeal Raymond Burke foi rezar em frente à gigante abortista Planned Parenthood, contra o genocídio silencioso. A cena não é nada corriqueira! Embora seja comum que padres e fieis, militantes pró-vida, façam o mesmo gesto várias vezes, essa é a primeira vez eu tenho notícias de um cardeal que se mobiliza para tanto. O vídeo é um incentivo a não ficarmos quietos diante da indústria do aborto.

Vi no blog do Jorge Ferraz que viu no blog do Pe. Demétrio. ;-)

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O anjo bom da Bahia

Vejam só! A brasileira Irmã Dulce será beatificada no dia 22 deste mês. Para quem não conhece muito bem a história da freira, a Rede Aparecida prepara um documentário sobre a vida, a obra e o legado do “Anjo bom da Bahia”. Além do documentário, a emissora transmite ao vivo a Missa de Beatificação direto de Salvador (BA) no dia 22 de maio.

O milagre que permitiu a beatificação deu-se na vida de uma mulher sergipana, desenganada pelos médicos após sofrer forte hemorragia durante o parto! O processo de reconhecimento do milagre tramitava desde junho de 2001.

Irmã Dulce, cujo nome era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18 anos, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade e ficou conhecida como “Anjo bom da Bahia”.

Mais informações: www.a12.com/irmadulce.

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STF: O golpe de 4 e 5 de maio

Seguem trechos do artigo do padre e advogado Luiz Carlos Lodi da Cruz a respeito da união gay aprovada com status de família pelo STF. Para ler o artigo completo clique no link: Supremo absurdo.

***

Num futuro próximo, não só a pedofilia, mas também a bestialidade (prática sexual com animais) poderia ser admitida com base no mesmo argumento que admitiu a “família” fundada no homossexualismo.

(…)

No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, ferindo regras elementares da coerência lógica, reconheceu por unanimidade (!) a “união estável” entre duplas homossexuais.

(..)

Para se avaliar quão disparatada é essa decisão, observe-se que, embora a “união estável” e o casamento sempre ocorram entre um homem e uma mulher, não ocorrem entre qualquer homem e qualquer mulher. Não pode haver casamento, por exemplo, entre irmão e irmã, entre pai e filha ou entre genro e sogra. Esses impedimentos baseados na consanguinidade e na afinidade (art. 1521, CC) aplicam-se também à “união estável” (art. 1723, § 1º, CC). A diversidade dos sexos é necessária, mas não basta. Não se reconhece “união estável” entre um homem e uma mulher “impedidos de casar” (art. 1727).

Será que os Ministros do STF considerariam inconstitucionais estas proibições do casamento de parentes próximos? Em outras palavras: é “preconceituosa” e “discriminatória” a lei que proíbe as uniões incestuosas? Parece que a resposta seria afirmativa. (…) E quanto à pedofilia? Seria sua proibição um simples “preconceito de idade”? Esse é o argumento da associação NAMBLA de pedófilos dos Estados Unidos[4], que usa a palavra “ageism” (“idadismo” ou etarismo) para criticar a proibição de praticar atos homossexuais com crianças.

(…)

Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça.

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