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Posts de novembro \30\UTC 2010

Tolerar o mal

O mal nunca me inquetou por sua mera presença. Sempre achei muito compreensível haver o bem e o mal (ou não haver o mal se levarmos em conta que ele seja a ausência do bem, como diriam os filósofos mais superiores) e dessa forma nunca me fiz a pergunta clássica: “por que existe o mal”? Ora, porque sim. Porque nos é dado escolher. Não há surpresa alguma no mal – sequer o seu fim é surpresa, aliás. A questão que me intriga é outra: “por que o bem tolera o mal?”

Até certo tempo isso era completamente incompreensível para mim – mas completamente ignorável, às vezes. Como os fatos se impõem, vamos aceitando… O bem tolera o mal desde há muito tempo como se essa fosse a condição do bem. Sim, pois o mal não tolera o bem desde há muito tempo! Se o fizesse talvez colocaria seu malefício intrínseco em cheque.

O que me preocupa, na verdade, é essa confusão entre tolerar e aceitar. Sinto profundamente pelos que tolerando enganam-se a si mesmo na primeira oportunidade e aceitam! Nem sei como conseguem a proeza… Sim, pois o natural é aceitar o bem e não o mal. Tanto é assim que muitos só aceitam o mal depois de distorcê-lo, inacreditavelmente, como se bem fosse.

Conheço tantas pessoas nessa situação que já não têm mais qualquer noção de realidade. Mas é óbvio! Quando se confunde bem e mal, não se pode mesmo distinguir a realidade. E isso, é claro, é um mal tolerável. O que fará Deus com quem não distingue mais o direito do esquerdo? Tolerará, acho. Fico até curioso para saber se alguma civilização já acabou assim, como que com todos seus cidadãos dentro de um manicômio. Acho que a nossa civilização acabaria assim se ainda houvessem manicômios como antigamente (sem apologias ao velho sistema!).

Que desvantagem pensar.

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O mundo está cheio hoje de muitos Herodes!”, Dom Carmo João Rohden, durante missa solene por ocasião do lançamento do projeto de iniciativa popular de emenda constitucional para incluir o direito à vida na Constituição do Estado de São Paulo.

Dom Carmo João Rhoden, bispo de Taubaté (SP), foi o primeiro signatário da petição pelo Projeto de Iniciativa Popular pró-vida pela inclusão do direito à vida, como primeiro e principal de todos os direitos humanos (precedendo o direito à saúde), na Constituição do Estado de São Paulo. O bispo assinou a petição na ocasião de uma missa solene, na catedral de Taubaté, logo após a XII Assembleia Diocesana de Evangelização e Pastoral, na qual párocos, vigários, diáconos, coordenadores dos Conselhos Paroquiais, movimentos e comissões diocesanas, religiosos e leigos foram exortados por Dom Rohden a aderirem ao Projeto.

O bispo acredita ser possível reunir mais 300.000 assinaturas em prol do emenda à constituição do Estado de São Paulo. Para o Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, Prof. Hermes Rodrigues Nery, a expectativa de dom Rohden pode ser concretizada. “Podemos chegar a três milhões de assinaturas no estado de São Paulo!”, disse o professor que, juntamente com Comissão Diocesana em Defesa da Vida, organizou a liturgia da missa solene presidida por Dom Carmo João Rhoden, concelebrada pelo Pe. Ethewaldo L. Naufal Júnior (aadre assessor da Comissão em Defesa da Vida) e o Pe. Marco Eduardo Jacob Silva (pároco da Catedral de Taubaté).

Durante a missa solene, várias grávidas dirigiram-se ao altar para levar todos os fiéis a refletirem sobre a valorização da vida nascente. Em seguida, o bispo da Diocese de Taubaté fez a consagração a Nossa Senhora e ajoelhado com os padres concelebrantes, fez a oração a Virgem Maria, do final da Encíclica do Papa João Paulo II, Evangelium Vitae: “A Vós Maria, confiamos a causa da vida!”. Cada mulher grávida, recebeu uma imagem de Nossa Senhoras das Graças, das mãos de Dom Carmo.

Todas as paróquias da Diocese de Taubaté recolherão as assinaturas, e reenviarão para o Secretariado Diocesano de Pastoral, que reencaminhará os formulários ao Seminário Cura d’Ars, onde elas ficarão aos cuidados do Padre Ethewaldo L. Naufal Júnior. Quando tiverem chegado a 300 mil assinaturas, uma data será marcada para entregar o abaixo-assinado ao Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e ao Governador eleito Geraldo Alckmin.

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Li em O Vale de domingo:

A Igreja Católica no Vale do Paraíba lançou uma ofensiva para reforçar o veto legal ao aborto em São Paulo, com uma emenda à Constituição Estadual. A meta é recolher 3000 mil assinaturas para forçar os deputados estaduais a endurecerem a legislação antiaborto.

Segundo o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida de Taubaté, Hermes Nery, no dia 27 a Diocese iniciou um projeto de iniciativa popular para garantir a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até a morte natural.

“Acho importante esta iniciativa, tendo em vista que todas as pesquisas indicam que o povo brasileiro é pela vida e, portanto, contra o aborto, pela proteção da vida humana, desde a concepção”, disse o bispo de Taubaté dom Carmo João Rhoden.

O bispo de Caraguá, dom Antonio Carlos Altieri afirmou ser importante garantir o direito à vida. “É necessário conscientizar a população.” De Lorena, dom Beni dos Santos prometeu apoio à ofensiva.

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Que beleza! Estou na torcida.

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O Papa e a camisinha

Equivocadamente a mídia está noticiando que o Papa afirmou ser moral o uso da camisinha em algumas situações. Isso não ocorreu, como podemos ler no trecho (capítulo 11) completo da entrevista publicada no livro “Luz do mundo”, entrevista de Bento XVI a Peter Seewald, que será lançado dia 23 de Novembro:

«[…] Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela AIDS.

Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com AIDS e, em especial, crianças doentes com AIDS. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.

Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?

É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010

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Ana Clara desafia a medicina

Não se pode ser professor de Deus. Engravidei, descobrimos o problema e me disseram que não havia perspectiva. Minha filha nasceu viva, e disseram que morreria logo. E veja só, ela nos reconhece, brinca com a Maria Luíza, tem uma boneca favorita, gargalha quando chega em casa.” – Fernanda Alcântara, mãe de Ana Clara.

Uma brasileira com a síndrome de Edwards, à semelhança de Emmanuel – o menino do livro Un enfant pour l’éternité (Um Filho para a Eternidade), Ana Clara, foi personagem principal da emocionante reportagem do jornalista Marcio Campos, publicada em 2005, no jornal Gazeta do Povo.

Contrariando as expectativas do plano de saúde e dos médicos, a menina chegou a completar um ano de vida. Os pais se perguntavam se não estávam fazendo a filha sofrer demais, mas sabiam que felicidade é fazer bem o que a gente tem de fazer. A mãe de Ana Clara, Fernanda, trabalhava com mulheres que fizeram aborto e conhecia de perto como era viver perseguida pela culpa.

Leia a reportagem publicada, em 2008, pelo blog do Jorge Ferraz, Deus lo Vult: Ana Clara desafia a medicina

No vídeo acima, imagens de crianças com diversos tipos de trissomias. Para alguns a vida dessas crianças seria “incompatível com a vida”.

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O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz publicou seu primeiro artigo pós-eleições presidenciais. No texto o padre explica o que houve, afinal, com todas as orações que fizemos para evitar o pior resultado das eleições, que acabou se consumando. Destaco a sentença:

A prisão de Jesus foi um momento tenebroso. Ele próprio disse aos guardas: “É a vossa hora e o poder das trevas” (Lc 22,53). Mas em pouco tempo as trevas cederiam seu lugar à luz da ressurreição. A vitória do inimigo foi apenas aparente. Da morte de Cristo, brotou a redenção para o mundo.”

Mais esperança, por favor. Para ler o artigo: www.providaanapolis.org.br/poderorac.htm

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Bispo de Guarulhos, Dom Bergonzini, elevou o índice de confiança na Igreja após levar a defesa da vida e o discurso contra o aborto, para o período das eleições presidenciais

É evidente que é esse (o ataque ao aborto) o motivo principal do aumento significativo da confiança na Igreja.” – Luciana Gross Cunha, coordenadora do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), pesquisa na qual a Igreja Católica, no Brasil, foi bem avaliada pela população.

A Igreja Católica está em segundo lugar, atrás apenas das Forças Armadas, no ranking das instituições mais confiávies, no Brasil, de acordo com pesquisa do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), promovida recentemente pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (Direito GV).

Em pesquisa anterior a Igreja ocupava o sétimo lugar, de acordo com a opinião pública, no ranking de confiança. Para a coordenadora do Índice de Confiança na Justiça, a professora de Direito, Luciana Gross Cunha, o “salto” da Igreja deve-se à defesa da vida acentuada durante as discussões contra a legalização do aborto que marcaram o período eleitoral.

Nesse trimestre 54% dos entrevistados disseram que a Igreja é uma instituição confiável. No segundo trimestre 34% deram essa resposta. Já a confiança nos partidos políticos despencou de 21% para 8% no mesmo período de eleições, mantendo-se em última posição na escala. “Ao mesmo tempo em que a Igreja sobe, os partidos políticos têm uma queda enorme no nível de confiança”, diz a coordenadora da pesquisa, a professora Luciana Gross Cunha.

É claro que a força da Igreja não está em sua fama, mas em seu Senhor. Contudo, é válido termos instrumentos de pesquisa como o da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, especialmente se levarmos em conta que essa Fundação é financiada pelo Governo Lula para desenvolver estudos sobre a legalização do aborto, no Brasil (corrigindo: é a Oswaldo Cruz – Fiocruz que recebe esse financiamento, me empolguei, perdão).

Além disso, o salto da Igreja no ranking se deve à luta contra o aborto travada por Dom Luiz Bergonzini, bispo de Guarulhos. Não há a menor dúvida que esse bispo é um marco na história do movimento pró-vida, no Brasil. Embora uma minoria barulhenta e pouco católica se atreva a desqualificá-lo e minimizar suas ações à mera política partidária, sabemos que ser fiel ao Cristo e seu Evangelho da Vida nada tem a ver com política partidária.

Fico feliz. Fico felicíssimo em ver mais esta vitória pró-vida no pós-eleições da primeira presidente mulher pró-aborto do Brasil.

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Leia mais em O Estado de S. Paulo: Igreja dá salto em ranking de confiança

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Um filho para a eternidade

Aceitar os limites da medicina, sem enganar, olhar o nosso sofrimento de frente, sem pretender esquivar-se, enfrentar a morte na sua hora, sem querer antecipá-la, é tudo o que aprendi com Emmanuel, e é por isso que reergo a vida!”. – Isabelle de Mézerac no livro Un enfant pour l’éternité (Um Filho para a Eternidade).

Recomendação do blog A Dignidade da Mulher Católica, o livro de Isabelle de Mézerac conta-nos a história de uma família que esperava uma criança, Emmanuel, cujo diagnóstico pré-natal foi de trisomia 18, a Síndrome de Edwards. Ela é rara: sua incidência é 1/8000 recém-nascidos. O bebê, normalmente, não sobrevive por muito tempo após nascido.

Mas nada justificaria matá-lo, compreendiam os pais de Emmanuel. Ele faleceu, mas sua mãe, Isabelle, conta que, apesar da vulnerabilidade, soube viver cada momento ao seu lado: “Ir o mais longe possível na relação com aquele que vai morrer, inclusive por tratar-se de um filho que vai nascer, deixa-nos tempo para dar tudo, dizer tudo e autoriza-nos a reerguer a vida”.

É uma verdadeira lição de vida.

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Comissão Diocesana em Defesa da Vida – Pe. Ethewaldo Júnior, Antônia Helena, Prof. Hermes Rodrigues Nery e Regina Célia Santos

O Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté lançará, dia 27 de novembro, na Catedral de Taubaté, o projeto de iniciativa popular de emenda constitucional para incluir na Constituição do Estado de São Paulo o direito à vida como primeiro e principal de todos os direitos humanos e garantir a inviolabilidade da vida humana, “desde a concepção até a morte natural”.

O projeto será lançado em nível estadual, porque a Constituição Federal não aceita emenda constitucional por meio de iniciativa popular. Somente o Estado de São Paulo permite esta iniciativa, daí porque a Diocese (que já trabalhou com sucesso para tornar um Município com legislação pró-vida), trabalhará agora por tornar São Paulo o primeiro estado da Federação com uma lei que proteja, de modo integral, desde a concepção, o direito à vida humana.

A Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida se reuniu com o Bispo da Diocese de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, e com o apoio de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, está agendando uma reunião com alguns bispos e o governador eleito Geraldo Alckmin, para tratar desta questão. O Prof. Hermes Rodrigues Nery coordenará esta ação, visando dar continuidade ao que a Diocese tem feito, na defesa da vida e promoção da família.

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Positividade 4

Pensamento muito positivo… Sem pudores, é verdade.

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