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Posts de outubro \31\UTC 2010

Ajoelhai-vos santos e santas de Deus, diante do trono da Graça Divina, roga o Brasil neste dia de eleição presidencial.

Que por vossos méritos e fidelidade, o Senhor ouça subir aos céus o clamor desta nação! Atendei com urgência a causa de libertação deste País do domínio dos inimigos dos cristãos. Escarnecendo de nós, eles alardeiam vitória. Oferecei nossas súplicas, todos os santos, a Deus, Nosso Senhor.

Sob vossas proteções nos refugiamos, não desprezeis nosso pedido e sustentai-nos na luta contra o maligno, ajudando-nos a alcançar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, a vitória sobre o flagelo do aborto, o flagelo da degração da família e do cerceamento à liberdade religiosa.

Ó Deus Onipotente e Eterno dignai-vos pela honra que todos os santos vos prestam perpetuamente no céu, a atender nossa prece. Socorrei-nos! Amém.

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Em prol do bem comum


De qualquer forma amanhã será um lindo dia…

Votarei em José Serra, 45, com a serenidade de quem se detém aos fatos: de um lado há a candidata que representa um partido declaradamente anti-cristão – e disto eu sou testemunha, como já foi exposto por vários bispos e padres católicos durante este período eleitoral. Estou falando de Dilma Rousseff, a candidata que criminalizou o documento da CNBB Sul1 numa clara demonstração de que para o grupo ao qual ela pertence interessa existir uma Igreja calada e subserviente aos poderes da ocasião.

Tudo já foi dito sobre o ódio que o PT tem das coisas “católicas”. Se há católicos, leigos ou religiosos, que mesmo sabendo disso votam em Dilma, eu ofereço minha singela oração que também é uma prece pelo dia da vingança do Senhor não contra a carne ou sangue, não contra pessoas, mas contra esse poder diabólico que cega até mesmo os corações mais raros ao ponto de perceberem-se apenas cidadãos merecedores de uma vida mais fácil.

A alternativa a esse governo anti-cristão é o governo pragmático, meramente voltado para a administração pública. Se isso não é bom cristianismo, menos ainda é anti-cristianismo. Representando esse governo que não tem interesse em disputar espaço com a Igreja está José Serra. Um político que quer resolver os problemas do Brasil e não doutrinar pessoas, patrulhar associações, defender uma ideologia que mais parece religião.

Serra eleito, governo anti-cristão deposto. É simples assim, e não é só o meu desejo. É o desejo do Papa Bento XVI que na quarta-feira pediu que votássemos contra o projeto de governo que mentindo prestigiar as pessoas propõe justamente a morte de cada uma delas desde que indesejáveis: propõe o aborto.

O assunto afeta também José Serra. Mas nem de longe é, para o candidato, uma bandeira ideológica, sequer um compromisso histórico do seu partido. Esse mal não será potencializado com Serra, mas com Dilma certamente será.

É por isso que entre uma visão pragmática da política, sem intenções públicas de obscurecer a razão com uma ideologia surrada e inimiga do próprio Deus que hierarquizou todas as coisas visíveis e invisíveis; e entre o projeto de contínuo aparelhamento do Estado para perseguir oponentes e sustentar uma Igreja Católica calada e subserviente a conchavos de política partidária… Entre as duas alternativas sou obrigado a ficar com a primeira, justamente a proposta de José Serra.

Poderia anular meu voto? É uma tentação da qual fugirei. Anulando o voto, neste segundo turno, não se contribui em nada para derrotar o projeto anti-cristão representado por Dilma Rousseff. E não voto apenas para cumprir um dever cidadão, mas para não violentar minha consciência e nem contradizer minha fé. E creio, verdadeiramente, ser isso o mínimo que se espera de um católico neste período: votar em prol do bem comum, ainda que isso não implique em votar em um representante católico.

Amanhã oferecerei este sacrifício, pois: prenderei a respiração e apertarei o 4, depois o 5, confirmando o voto no que nos restou, José Serra, presidente, para fazer a minha parte na escolha pela derrota de todos os que estão aí ridicularizando propositalmente a dignidade da vida humana e enfraquecendo a democracia.

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Bento XVI neles!

Quisera eu poder compilar todas as notícias, artigos, tweets, posts e demais expressões de apoio ao discurso do Papa que conclamou os bispos do Brasil a reagirem e motivarem os católicos a usarem o voto para promover o bem, para defender a vida.

Foi um dia inesquecível! Do pouco que li, selecionei alguns trechos e coloco por aqui acompanhado do link para referência. Se alguém fez um registro digno de mais links para manifestações a respeito da “bala de prata” de Bento XVI, por favor, envie para o email do blog ou deixe nos comentários.

Vamos à minha breve seleção:

Bento XVI e o Silêncio dos Bispos: “Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder. (…) O Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu “projeto político” está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.”

Depois do que o Papa disse, você ainda vai votar no PT? “Hoje, às 11 horas, em Roma, o Papa Bento XVI, recebendo a visita “ad limina apostolorum” dos Bispos do Regional Nordeste 5, manifestou claramente sua preocupação pelo silêncio dos Bispos diante de uma eventual vitória abortista nestas eleições presidenciais. (…) Os Bispos aos quais o Papa dirigiu seu severo discurso pertencem todos ao Nordeste, o maior reduto eleitoral petista. Curiosamente, o único Bispo citado nominalmente foi Dom Xavier Gilles, Bispo Emérito de Viana (MA). Justamente ele foi um dos que assinaram um manifesto dando apoio explícito à candidatura de Dilma Rousseff!”

O “grave dever” dos bispos de orientarem os fiéis também em questões políticas: “O discurso de Pedro veio corroborar aquilo que alguns prelados corajosos fizeram no Brasil ao longo dos últimos meses: denunciar as mazelas morais do Partido dos Trabalhadores, bem como a intrínseca e radical incompatibilidade entre o programa político deste partido e a dignidade da pessoa humana e, portanto, a proibição moral de que se apóie tal partido com o próprio voto. (…) E quantos prelados no Brasil cumpriram com este “grave dever”? Quantos outros, ao contrário, preferiram silenciar, ou confundir os fiéis com declarações contrárias à realidade dos fatos, ou ainda – pior! – tentaram calar as vozes proféticas que se levantaram em defesa da dignidade humana ameaçada pelas políticas imorais do partido que ora se encontra no Governo do Brasil?”

E Pedro falou!: “Certamente muitos Bispos e Padres não estão felizes com o posicionamento do Papa, não é Dom Pedro Casaldáliga, Dom Demétrio Valentini, entre outros (sobretudo os da Teologia da Libertação)? Mas vão ter que engolir, afinal: Quem falou foi Pedro!”

Papa adotou tom duro contra o aborto no Brasil desde o início do seu pontificado: “A relação entre o Papa Bento XVI e o governo brasileiro nos últimos anos foi marcado pelas diferenças em torno da questão do aborto. Em diversas reuniões com bispos brasileiros, em encontros com embaixadores do País e mesmo com ministros, o Vaticano deixou claro que não quer ver o maior país católico do mundo aprovando leis que autorizariam o aborto.”

Feministas dão aval a recuo de Dilma sobre aborto: “Como Muraro, outras feministas –petistas declaradas, intelectuais e integrantes de ONGs– manifestaram à Folha apoio à candidata, mesmo que isso signifique apoiar alguém cujo discurso enverede pela rejeição de uma das bandeiras mais caras ao movimento de mulheres. A defesa intransigente da liberação do aborto perdeu espaço frente à ‘onda conservadora’, dizem. O coro é que, sob pressão religiosa, não é hora para o assunto.”

Dilma chama a religião de mais de um bilhão de pessoas de “a crença do papa”: “‘É a crença dele…’ Errado! É a crença de mais de um bilhão de católicos no mundo inteiro, para os quais o papa é a máxima autoridade religiosa. O PT pediu — e ministro Henrique Neves, do TSE, autorizou — que impressos dando EXATAMENTE ESSA ORIENTAÇÃO fossem recolhidos. Era uma encomenda da Diocese de Guarulhos.”

Papa repele aborto e diz que é dever de bispos orientar fiéis em matéria política: “Bento XVI deu a entender, no discurso de ontem, que possa ter sido informado sobre a situação, especialmente sobre a questão do aborto, pelos bispos do Maranhão. “Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente”, disse o papa. Depois de lembrar que vem abordando, nos sucessivos encontros com regionais da CNBB em visita a Roma, aspectos do serviço evangelizador e pastoral da Igreja no Brasil, o papa entrou direto no tema escolhido para o Regional Nordeste 5.”

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Entrevista com Dom Beni

O portal oficial da RCC do Brasil publicou entrevista com o vice-presidente da CNBB Sul 1, Dom Beni, a respeito do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”. A iniciativa reforça a necessidade de divulgação do documento nesses últimos dias que antecedem a votação.

Para ler a entrevista, na íntegra, visite o portal www.rccbrasil.org.br. Seguem trechos da entrevista:

PORTAL: Como está sendo a situação dos panfletos hoje? É possível distribuí-los?

DOM BENI: Bem, o pedido dos bispos da Comissão Permanente do Regional continua em pé, que este folheto seja amplamente divulgado, sobretudo, em nossas paróquias, comunidades e movimentos. Acontece que, devido à apreensão, nós não temos mais exemplares disponíveis desse importante documento.

PORTAL: É comum escutarmos que a Igreja deve preocupar-se apenas a assuntos diretamente ligados a fé. O que o senhor tem a dizer sobre esta crítica, que muitas vezes recebemos, de que a Igreja não deve opinar sobre política?

DOM BENI: Orientar os fiéis com relação a decisões no campo da política é missão da Igreja. O Direito Canônico afirma que o bispo tem a obrigação grave de orientar os fiéis de sua Diocese em matéria de fé e costumes, fé e moral, fé e ética, e, por outro lado, nós sabemos que a política está também ligada à fé. A fé é globalizante, ela envolve toda a nossa vida e todas as nossas experiências. Não existe uma realidade humana que não tenha relação com a fé. (…) Então usar do voto como instrumento para defender a vida, desde o início, na fecundação, até o seu término natural é uma expressão do nosso amor ao próximo, no sentido mais pleno e amplo da palavra.

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É totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural”. – Papa Bento XVI

Defesa do direito à vida (da concepção à morte natural), militância contrária à legalização do aborto, presença dos símbolos religiosos na vida pública e apoio ao voto livre para promoção do bem comum. Temas recorrentes neste período eleitoral foram tratados pelo Papa Bento XVI nesta manhã durante reunião com os bispos do Maranhão, em Roma.

Na ocasião em que fé e política se tocaram, o Papa esclareceu ser um *grave dever* dos pastores católicos emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas, quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem. Salientou também que nossos bispos devem, sim, orientar todos nós para usarmos livremente nosso voto *para a promoção do bem comum*.

Referindo-se a uma velha ideologia que vitima a razão com ambiguidades, o Papa indicou um antídoto: promover e ensinar, incansavelmente, a natureza transcendente da pessoa humana. E como forma de garantia do respeito à essa natureza transcendente, Bento XVI defendeu o uso de símbolos religiosos em ambientes públicos.

O pronunciamento do Papa é, sem sombra de dúvidas, um alerta ao povo brasileiro que comparecerá às urnas no próximo domingo, para o segundo turno das eleições. É óbvio que, em sua mensagem, o Papa está condenando diversos temas defendidos pelo Plano Nacional de Direitos Humanos 3, o tristemente famoso PNDH-3, defendido pelo Governo Lula e assinado pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (atual candidata à presidência do Brasil).

Onde chegamos, senhores? Até mesmo o Papa Bento XVI se viu obrigado a nos orientar, a clamar para que nossos bispos ajam sem temor algum – e sem ambiguidades e compromissos com a mentalidade deste mundo – ao defender a vida humana.

Católicos, ouçamos nosso Pastor! Não podemos votar em um projeto político como o do PT que abertamente se coloca contrário à defesa da vida desde sua concepção. Um projeto que fere a liberdade religiosa de nossa gente – basta lembrar que, recentemente, Dilma e o PT que usaram a Polícia Federal para apreender documentos católicos da CNBB Sul 1.

Como fazer-nos de surdos às orientações do Papa Bento XVI que, embora fale aos bispos do Maranhão, claramente se dirige a todo nosso clero, e também a cada um de nós? Ouçamos a voz do nosso Pastor que segue logo abaixo com alguns grifos meus.

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Leia mais no Gazeta do Povo: Bento XVI defenderá hoje ação política da Igreja contra o aborto

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Amados Irmãos no Episcopado,

“Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é “necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada
formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja” (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. “Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana” (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis,
17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve “encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política” (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história.

Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Papa Bento XVI

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Anti-heróis: a dupla dinâmica da intimidação. Montagem de Emerson de Oliveira, chargista católico.

Ernesto Mendonça, fundador da Comunidade Família de Deus, foi processado por Gabriel Chalita apesar do deputado eleito negar os fatos numa emulação de sua candidata, Dilma Rousseff. O processo, agora, está extinto.

Tudo começou quando o fundador, ingenuamente, tentou um contato por email com Chalita, questionando-o sobre um vídeo no qual o deputado eleito apoiava Marta Suplicy e Dilma Rousseff. Chalita, numa tentativa de intimidar Ernesto, acusou-o de difamação – gratuitamente. E processou-o.

A notícia do processo correu todo o Brasil. Católicos surpreendidos com a informação questionavam Chalita e como resposta ouviam que tudo não passava de boatos. A assessoria de Chalita insistia que o deputado somente processara o Google por conta de um vídeo “difamatório”. Mas, como estava registrado no próprio site do TSE, Chalita processava o católico Ernesto, ativista pró-vida ligado às comissões diocesanas em defesa da vida.

Estive em contato com o Ernesto desde que tomei conhecimento do ocorrido. No início estranhei. Achei improvável um processo contra um católico ligado tão fortemente ao movimento pró-vida… Mesmo não acreditando que Chalita seja boa pessoa, não poderia crer que ele seria burro ao ponto de mover um processo contra alguém tão simbólico.

Contatei vários conhecidos para saber se as informações eram verdadeiras. Ninguém sabia. As pessoas repassam emails confiantes de que tudo que informam é verdade… E se não fosse? Eu precisava daquela confirmação. E tinha urgência.

Existia alguma Comunidade Família de Deus? Meus contatos não sabiam. E como que por uma dessas enormes coincidências encontrei um telefone que parecia ter referência com a tal comunidade. Arrisquei. “A Paz de Jesus”, o Ernesto atendeu. Ele me contou, serenamente, toda a história.

De repente estava tudo comprovado e não só por uma conversa telefônica. Tive acesso aos emails intimidadores do Chalita ao Ernesto, às mensagens que o deputado enviou ao fundador por meio de um Black Berry… Estava tudo ali. Meu Deus… Ele tinha mesmo feito isso. O homem que um dia eu abracei para tirar uma foto durante um evento pró-vida em São Paulo era aquele monte de intimidação, arrogante, infantil.

Mais uma polêmica em minha nada mole vida. O que eu faria? Se ouvisse o Ernesto eu nada faria. Católico carismático, ele me pediu calma – sem saber que calma é justamente a palavra que mais me inquieta. Expliquei ao Ernesto que não estávamos criando polêmica. Ela já estava criada pelo próprio Chalita e iria prejudicar uma pessoa inocente – Ernesto não caluniara o deputado, sequer era o responsável pelos vídeos que irritaram o deputado.

Compartilhei com os visitantes deste blog as informações devidamente apuradas como somente um mau caráter como eu poderia fazer. Em pouco tempo toda internet católica colaborou para que o assunto fosse esclarecido, para que todos conhecessem o que se passava.

Eleito Chalita, o processo foi extinto. Nesta tarde recebi o email do Ernesto… Um desabafo longo. Um pesar no qual eu também me reconheço. Desejo compartilhar com todos que acompanharam essa história, o seu final.

———- Forwarded message ———-
From: Ernesto Mendonça
Date: 2010/10/26
Subject: Como ficou o Processo do Gabriel Chalita contra a Comunidade Família de Deus

Recebemos nesta sexta-feira, dia 22 de Outubro, boas notícias sobre o andamento do Processo aberto no TRE pelo Sr. Gabriel Chalita contra a Comunidade Família de Deus na pessoa do seu Fundador Ernesto Peres de Mendonça; por conta da nossa postura em cobrar dele uma coerência com a sua fé católica e de repudiarmos o seu apoio dado ao PT – único partido assumidamente abortista no Brasil – e às candidaturas da Marta e Dilma, ambas ligadas em várias ações pró aborto.

Hoje, recebemos a confirmação oficial de que o processo foi extinto pelo Juiz do TRE. E de que ficamos livres de qualquer punição.

Nós esperávamos pela justiça, e ai esta o resultado.

Primeiro fomos acusados de algo que não fizemos, não produzimos os vídeos citados pelo Sr. Chalita. E ele foi no mínimo irresponsável em nos levantar estas acusações.

Segundo, a nossa denúncia sobre o seu apoio às candidaturas abortistas, só se confirmou. Ele procurou mentir, desconversar e dizer que era tudo boato até ganhar as eleições. Depois disso, tem se apresentado – com a maior cara de pau – como Cabo Eleitoral da Dilma, enganando muitos dos seus eleitores. Aquelas cenas patéticas dele ao lado da Dilma na Santa Missa no Santuário de Aparecida mostram de uma forma bem clara em que triste situação se encontra a Igreja Católica no Brasil.

Ele ganhou a eleição é verdade, como o segundo Deputado Federal mais votado do Estado de São Paulo com 540 mil votos. Mas é bom lembrarmos de que quando foi eleito vereador, chegou a mais de 1 milhão e duzentos mil votos. Números que mostram uma grande perda do seu patrimônio político. E muitos dos que o elegeram Deputado Federal não votariam mais nele hoje.

Além da perda dos seus votos, também, após este pleito, o Prof. Chalita perdeu a sua identidade católica. Tornou-se um católico de faz de conta, assim como uma grande parte da Comunidade Canção Nova, que deixou de ser a nossa Canção Nova e foi se aliar, entre outros, ao Edir Macedo da Igreja universal, no seu apoio à Dilma do PT abortista.

A Canção Nova sai destas eleições desmoralizada e diminuida; inclusive mentindo em comunicado oficial ao dizer que não apoiava nenhum candidato e nem partidos, como assinou o sr. Eto naquela sua declaração, que entre outras coisas “desautorizava a homilia de um Sacerdote”. E as cartas enviadas para todo o Brasil aos sócios da Fundação João Paulo II pedindo nominalmente votos para vários candidatos?! Que se apresentem os sócios que receberam em São Paulo a carta da CN pedindo votos para o Sr. Chalita.

Vimos a CN mentir via a sua página na Internet. Vimos a CN Apoiar o Prof. Chalita – e com ele – apoiar a Dilma e o PT, ignorando o seu projeto abortista para o Brasil. Ignorando não; na verdade a Canção Nova, com esta sua atitude acabou ignorando o Evangelho da Vida, acabou ignorando o Magistério da nossa Mãe Igreja. E levando inúmeras pessoas a um erro gravíssimo.

Por tudo isso, estamos vendo a Canção Nova num processo de desconversão e se transformando em Canção Velha, entrando numa triste decadência e levando a perda do seu grande patrimônio espiritual. Ainda tiveram a coragem e o despudor de aparecerem com aquela nota assinada pelo Pe. Jonas. Aquelas palavras não são daquele homem ungido por Deus que todos nós conhecemos e deixaram que o Pe. Jonas ficasse irreconhecível.

A Canção Nova deixou de fazer o caminho do seu Fundador, deixou de viver o seu SIM, SIM e o NÃO, NÃO. E agora troca o Magistério da Igreja por aventuras na politicalha do Brasil.

Nunca pensamos que passaríamos por algo assim, de sermos processados por um apresentador da Canção Nova por nossa posição clara com relação à defesa da Vida. Como lamentamos de ver algo assim de tão terrível e triste acontecendo e ameaçando acabar com a nossa querida Canção Nova e todo o seu trabalho evangelizador.

Por favor repassem esta informação. Que todos venham saber da nossa inocência, de que não fizermos nada contra a pessoa do Chalita e que todas as nossas ações são SEMPRE EM FAVOR DA VIDA. E que o processo que recebemos dele acabou em N A D A !

Abraços de Paz,

Ernesto Peres de Mendonça – Comunidade Família de Deus

Servos do Coração Eucarístico de Jesus -A serviço da Vida

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Ice Sunset

Só pra dizer uma bobagem… Completei 2 anos de Brasil! ;-) Quero que pareça uma brincadeira, mas para mim é realmente sério – na medida em que alguma coisa pode ser tão séria assim para mim, fato. Na foto acima Toronto’s Harbourfront. Talvez nem seja tão bonito assim comparado a outros lugares, não sei. De qualquer forma eu sinto o frio só de ver. Foi uma experiência nova: adquirir a sensação exata do frio de um ice sunset. Cool. E pensar que após dois anos eu pensava em preencher o formulário. Coisas que a gente deixa pra lá! Enfim, meu lugar de escapismo. Just miss that.

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Normalidade

- No que está pensando?
- O que as pessoas fazem?
- Ocupam-se, John. Fazem o que tem pra fazer. Algo que tenha um sentido. Você podia tentar viver em casa. Sabe, talvez tentar conversar com as pessoas. Podia experimentar levar o lixo pra fora.

As pessoas ocupam-se. Foi a resposta da esposa de John Nash, Alicia, no filme Uma Mente Brilhante, quando perguntada pelo protagonista a respeito do que as pessoas fazem… Eu nunca esqueci. Alicia nos deu uma lição de que, normalmente, viver é simples – quando a gente sabe viver. E não há tantas surpresas na vida, a não ser quando nos deparamos com elas em primeira pessoa – é verdade.

Daqui a pouco vai ser tudo como antes e a vida seguirá seus estudos, trabalhos, projetos, preconceitos e virtudes – suas lutas, normalmente. As coisas são assim e não mudam com facilidade em alguns meses de período eleitoral! No final das contas a vida não é uma militância política pela defesa de valores democráticos, morais – mas não faz mal pensar o contrário, por algum escapismo juvenil, por uma feliz obrigação de alento.

A vida é tão somente uma oração, um dia cansativo, uma noite bem dormida, alguém para amar, um cantinho para chamar de seu. Uma ocupação que não dura para sempre mas que nos dá um sentido especial. A vida provavelmente foi a melhor desculpa que Deus encontrou para que nós nos soubéssemos amados por Ele.

Já ouvi isto antes: “Preciso acreditar que algo extraordinário seja possível”. É do John Nash, do filme, e nem lembro mais o contexto, mas foi uma frase inspiradora, não sei se alguém desconfiará o quanto. Mas é isso… No final das contas de nossa normalidade vivemos na expectativa do extraordinário. E ele sempre vem. Às vezes percebemos, às vezes não. Particularmente estou sempre disponível para ele.

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Faça o download das 22 páginas de defesa da Mitra de Guarulhos, aqui.

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Prof. Hermes Rodrigues Nery

Nestes poucos dias da eleição, em que o povo brasileiro será chamado a escolher não apenas o presidente da República, mas todo um projeto político para o País, não podemos deixar de manifestar nossa grande apreensão pelo que poderá acontecer com o Brasil após o dia 31 de outubro. Já havia escrito em carta anterior de que estas eleições serão cruciais e terão profundas e graves conseqüências na vida da Igreja em nosso País.

Muitos foram avisados de que está para se instaurar uma ditadura anti-cristã, cujas diretrizes e princípios, inclusive a metodologia de sua implantação, envolvendo todos os Ministérios da República, estão expostos no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3). Mas as poucas, pouquíssimas vozes que se posicionaram foram escarnecidas, ridicu larizadas, humilhadas, ameaçadas, muitas delas caladas sob pressão, sem terem conseguido dar continuidade ao movimento que ia crescendo no Brasil, especialmente no final do primeiro turno, de conscientizar a sociedade brasileira do perigo que representa a candidatura de Dilma Roussef para a democracia brasileira, a liberdade de expressão e religiosa, etc.

Desde o início do 2º turno, o PT utilizou-se de todas as estratégias de mentira e da retórica demagógica, para distorcer fatos, e ainda mais, simular diante das câmaras de tevê compromissos que não serão cumpridos, mentindo descaradamente que a candidata petista não é abortista, chegando ao cúmulo de fazê-la visitar, pela primeira vez em sua vida, o principal santuário mariano do Brasil, sem saber fazer direito o sinal da cruz.

Mais angustiante ainda foi ver a candidata Dilma Roussef ter sido incensada demoradamente pelo herético Leonardo Boff, no teatro Casagrande (RJ), em que deixou muito claro que ela representa um projeto de poder bem de acordo com o que sempre defendeu a teologia da libertação, com seu populismo demagógico, ancorado num programa de bolsa-família que como bem denunciou Hélio Bicudo, garante milhões de votos ao PT, pelo seu caráter de oportunismo eleitoreiro.

E então, o que ainda podemos fazer para evitar no Brasil a “onda vermelha” comunista que anseia tomar de vez este País, há muitas décadas, fazendo agora o que já queriam ter feito no governo Jango. Em meio a tudo isso, a Igreja preferiu se calar, deixando isoladas as pouquíssimas vozes do rebanho católico (bastante desamparado), em que a maioria prefere deixar como está, para ver como fica, ignorando o que a História já registrou num passado não muito distante, de regimes totalitários que perseguiram duramente os cristãos.

Sei que é muito pouco escrever mais uma carta, quando propomos várias iniciativas neste período do 2º turno das eleições presidenciais, mas todas elas foram ignoradas, porque muitos religiosos e leigos acham que a Igreja já se expôs muito nestas eleições. Propusemos inclusive uma Vigília de Oração por um Brasil em defesa da Vida, na catedral da Sé, nos três dias que antecedem o pleito de 31 de outubro, para uma grande mobilização pacífica, de oração, formando uma corrente viva de fiéis unidos em intenções de salvar o Brasil das muitas políticas públicas que virão para nocautear de vez os laços familiares, minando cada vez mais a estrutura natural da família, promovendo e valorizando a prostituição, as uniões homossexuais, tornando o aborto como direito humano, lançando a foice com força mais contundente contra a raiz cristã da nossa Pátria. Mas ouve quem dissesse: “A Igreja já se expôs muito, estamos sofrendo com tudo isso, mas agora é melhor esperar para ver o que acontece, pois pior do que está não fica.”

Fica sim, vai ficar sim muito pior, se Dilma Roussef et caterva ganharem esta eleição, e todos os que agora estão assustados, poderão ter saudades dos dias de hoje, e mais ainda, o remorso de terem feito muito pouco, de terem se exposto quase nada, para garantirem seus pratos de lentilhas. É assim: um grande mal estar se abate sobre todos, que sabem do perigo iminente, mas ficam imobilizados.

E então, o que fazer? Quando muito poderia ainda ser feito, e vamos assistindo a uma acomodação e indiferença cada vez maior.

Uma carta de Fidel Castro a Hugo Chávez resume tudo o que vivemos, no momento: ““Os católicos, em que pese ser a grande maioria na Venezuela, não fazem nada. Rezar, sem ações, não vão chegar a parte alguma (…); Enquanto a igreja está adormecida, aproveita. Quando decidirem mover-se, já estarás instalado. Lembra que a igreja é “escorregadia”. Segue fustigando. Os católicos sem liderança não são ninguém. Nenhum padre vai reagir. Há dois ou três que querem rebelar-se, porém seus superiores os encurralam. Se vês um sacerdote católico alvoroçado, compra-o, chama-o, ganha-o para ti; se o povo cristão se te rebela, esse será teu último dia… porém, dificilmente esse dia virá.” (Carta de Fidel Castro a Hugo Chavez – http://www.institutobrasilverdade.com.br/index2.php?option=c om_content&do_pdf=1&id=803)

Retorno da missa de hoje, domingo, convicto de que vale sim o lema de São Bento: “ORA ET LABORA”.

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