Publicado em Aborto em junho 21, 2010 |
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Minha barriga está grande, o bebê se mexe e estou com medo. Vou preservar minha vida e ter o bebê. A demora me prejudicou.” – Mãe gaúcha, 22 anos, que intencionava abortar o bebê deficiente e desistiu mesmo tendo liminar favorável da justiça.
Veja que não basta o bebê se mexer na barriga de uma mulher para que a Justiça entenda todas as implicações em torno do fato de que o neném está vivo. Ainda bem que, para a mãe, no final das contas, isso importou! Embora ela tenha dito que só vai continuar com a gestação de cinco meses porque teme os riscos de um aborto nesta fase da gravidez – ou seja: o “direito” de abortar implica riscos de morte para a mulher! Ela optou por dar à luz a criança anencéfala (deficiente) por meio de uma cesariana.
A criança está salva – e obviamente a mãe também já que a gestação de um anencéfalo não oferece risco à vida da mãe. Apesar disso noticia-se que o fato é vergonhoso dado que é fruto da morosidade da Justiça! Fico até sem ter o que comentar ao ver torcida contra a vida de alguém… Que bom que houve a tal morosidade, neste caso.
A Defensoria Pública, que moveu a liminar pró-aborto, alegou que a anencefalia é incompatível com a vida e que apesar de terem batimentos cardíacos, os recém-nascidos com essa patologia, sobrevivem pouco tempo. Em outras palavras: o bebê deficiente em questão nasce VIVO. Neste caso a lógica é que o aborto em questão MATA o bebê anencéfalo.
O que não irá acontecer com a criança desta gaúcha de 22 anos. Vai viver! Talvez por poucas horas ou meses, mas a vida é assim desde que o mundo é mundo: vive-se até morrer. Mas enquanto há vida, temos que respeitar o direito da pessoa de viver.
Me parece tão elementar…
Segue link da notícia para melhor nos inteirarmos do que aconteceu e rezarmos por tudo isso: Demora faz jovem desistir de aborto
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