Não estou perplexo. Talvez até como um mecanismo de defesa prefiro encarar os fatos com frieza e acreditar que o arcebispo de Olinda e Recife tenha se obrigado a encenar um papel (duvidoso!) em público, um papel que ele não faz em sua vida particular (se é que é possível que um arcebispo tenha uma vida particular TÃO distinta de sua vida pública).
É sobre o caso da menina-mãe pernambucana de 10 anos que foi estuprada pelo padrasto durante dois anos e levada – na semana passada – a um “serviço de aborto legal” no Recife, onde mataram o bebê de quatro meses de gestação.
O horror se repetiu quase que por completo, à semalhança do caso de 2009, da menina-mãe de Alagoinha, exceto pela atitude do novo arcebispo de Olinda e Recife: ao contrário do querido Dom José Sobrinho, Dom Saburido prefiriu evitar a polêmica com a mídia e afirmou ao jornal Diário de Pernambuco: “A Igreja defende que o aborto deve ser evitado. Mas é claro que tem que ver as condições médicas.”
Dom Saburido não declarou taxativamente que médicos e responsáveis pela menina-mãe estão excomungados, embora tenha lembrado a mídia que a excomunhão por causa de aborto é automática, nenhum padre precisa dizer que os incentivadores/apoiadores de um aborto estão excomungados. Eles estão excomungados. Ponto.
Olha, enfim… Vale a pena conferir o blog do Jorge Ferraz sobre a questão: O assassinato em Jaboatão dos Guararapes e as autoridades eclesiásticas












