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Posts de março \31\UTC 2010

Quarta-feira Santa

Hoje inicia-se o sacrifício redentor de Cristo, com a traição de Judas Iscariotes. O tema é motivo de reflexão no site da Rádio Vaticano. Leia e ouça o comentário desta quarta-feira santa.

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E o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, fará, nesta quarta-feira, um pronunciamento em defesa do Papa Bento XVI, às 19h, em todas as TVs católicas do Brasil. A TV Canção Nova transmite o pronunciamento a partir das 19h28.

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O Pe. Alexandre Paciolli, da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Brasília (DF), aproveitou o domingo de Ramos (domingo passado!) para fazer referência aos escândalos envolvendo sacerdotes em casos de pedofilia. Tarefa difícil e digna de registro, considerando que era domingo de festa e que mesmo assim o padre ousou tocar no assunto que muitos preferem evitar por motivos diveros, quiçá justificáveis.

Acompanhemos:

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Há algumas semanas católicos de todo o Brasil – inclusive sacerdotes – começaram uma campanha de difamação da imagem da cantora e pastora protestante Ana Paula Valadão Bessa. Por ter revelado sua completa ignorância sobre o catolicismo, durante um show, expressando seu desejo de conversão para a vida de padres e seminaristas e se referindo ao culto a Nossa Senhora como “mariolatria”, a cantora foi alvo de manifestações carregadas de intolerância em blogs católicos, twitters, fóruns de discussão, orkut. Manifestações motivadas especialmente por uma frase que Ana Paula nunca disse: ela foi acusada falsamente de “profetizar” a queda do catolicismo.

Não foi a primeira vez que católicos levantaram-se em perseguição à cantora protestante movidos por um mal-entendido. Em 2004 o artigo do cantor católico Walmir Alencar, Católicos Diante do Trono?, foi o estopim para o ínicio de protestos contra Ana Paula Valadão. No artigo o cantor se queixa do fato de “uma famosa cantora evangélica” lamentar que músicas da autoria dela fossem usadas por católicos em momentos de adoração à Santa Eucaristia.

Os católicos que souberam do artigo de Walmir Alencar acreditaram que a personagem cujo nome não foi citado no texto era Ana Paula Valadão, provavelmente por causa do título do artigo, uma referência ao nome do grupo da cantora, o Diante do Trono. A situação tomou proporções tão sérias que o cantor católico se obrigou a realizar um encontro com a pastora, em Belo Horizonte (MG), para pedir-lhe perdão por todo o mal-entendido gerado pelo artigo.


Novembro de 2004: Walmir Alencar encontra-se com a batista Ana Paula Valadão e os pais dela para pedir perdão.

Por sua vez, Ana Paula Valadão agradeceu a iniciativa de Walmir Alencar e afirmou não ter feito qualquer declaração ofensiva aos católicos que ela também considera cristãos – diferentemente do que pregam os protestantes anti-católicos:

Apesar de falsas, as polêmicas fabricadas em torno da cantora protestante atrapalham a abertura que ela tem com os católicos. E servem, infelizmente, para criar uma caricatura de alguém que apesar de toda sua ignorância sobre o catolicismo, respondeu – ainda que timidamente – ao diálogo ecumênico.

Para além da caricatura Ana Paula Valadão é, por exemplo, uma liderança pró-vida. Ao saber dos casos de infanticídio comuns em algumas tribos indígenas do Brasil – que sacrificam crianças de 5 anos de vida -, ela decidiu apoiar a ONG Atini, que trabalha com sobreviventes de infanticídio. No vídeo postado logo no início deste texto vemos a cantora divulgar o projeto de apadrinhamento desses sobreviventes.

Não tenho notícia de nada parecido no meio católico. Ao contrário! De acordo com registro do site de notícias Amazônia o secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), órgão ligado à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), declara que a prática dessas tribos, trata-se tão somente da “interdição da constituição do ser humano”, mas nunca de infanticídio:

O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano”. – Saulo Feitosa, secretário adjunto do CIMI.

As palavras de Saulo Feitosa são melhores compreendidas em entrevista que ele mesmo concedeu à secretaria de comunicação da Universidade de Brasília a respeito da dissertação de autoria dele Pluralismo Moral e Direito à Vida: apontamentos bioéticos sobre a prática do infanticídio em comunidades indígenas do Brasil. Leia o que Saulo pensa sobre o infanticídio indígena:

A dissertação não defende o infanticídio, mas a legitimidade da autonomia desses povos. O que acontece nas comunidades indígenas são ‘interditos de vida’ antes que o nascimento ocorra, já que o nascimento em alguns povos é cultural.”

Em outras palavras… Para o secretário-adjunto da entidade ligada à CNBB o infanticídio em tribos indígenas é algo meramente cultural e intervir na prática é desrespeitar as tradições desses povos.

Veja bem… Saulo não defende o infanticídio, mas acredita que somente os povos indígenas podem – se quiserem – terminar com essa matança “meramente” cultural. Ora… O que está dizendo o católico Saulo? Que o trabalho de ONGs como a Atini, prestigiada por Ana Paula Valadão Bessa, é que é errado! Que o trabalho tem ares de crime de “imposição de valores morais da cultura invasora sobre a cultura invadida“.

E o que faz essa ONG? Cuida de crianças que sobreviveram a uma tentativa de infanticídio! Se não fosse pelo trabalho da Atini provavelmente o Brasil nem soubesse o que os missionários do CIMI já sabiam há tempos: que há tribos indígenas que matam suas crianças em rituais meramente culturais.

Sobre o infanticídio indígena, o que dizem os católicos tão preocupados com o uso da música de Ana Paula Valadão Bessa na Igreja Católica? O que dizem eles (tão ágeis em sua comunicação por blogs, twitters, orkut, listas de discussão e etc) a respeito de uma entidade católica, o CIMI, ter entre seus coordenadores um homem que usa o nome da Igreja Católica para se opor ao trabalho de quem quer salvar a vida de crianças indígenas de rituais de sacrifício humano?

Não sei de qualquer ação pública da CNBB punindo esse senhor, advertindo o CIMI e dando explicações sobre o que pode ser um gesto de acobertamento, por parte de missionários ligados à Igreja Católica no Brasil, de práticas de infanticídio indígena.

Se é preciso tomar partido, mais uma vez estou do lado de Ana Paula Valadão que nos ensina a todos ser a defesa da vida humana uma ação coerente com o cristianismo. Ao contrário do que desconversam certos missionários vergonhosamente católicos.

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Uma criança de cinco anos de idade é assassinada por seus familiares em um bairro de classe média, em São Paulo, Brasil. A tragédia chocou o país e após quase dois anos o tribunal anuncia a sentença: os familiares da criança foram condenados por homicídio triplamente qualificado, por terem cometido o crime de forma cruel, com recurso que impediu a defesa da vítima e contra menor de 14 anos. Isabella era seu nome.

Uma criança indígena de cinco anos de idade é assassinada por seus familiares isolados na floresta amazônica, norte do Brasil. A tragédia mal é conhecida pelo país, mas choca especialmente por ser justificada por antropólogos que insistem na preservação de uma particularidade de certa cultura indígena que impõe o assassinato a crianças deficientes, com deformidades físicas, a irmãos gêmeos e filhos de índias solteiras.

O infanticídio na cidade ou na floresta sempre extermina uma vida humana inocente. Na floresta, infelizmente, ele é defendido apesar dos protestos de algumas vítimas que sobreviveram à tentativa de infanticídio, um horror que ceifa vidas de recém-nascidos e de crianças de até mesmo cinco anos de idade. Foi o caso do pequeno Niwai, golpeado na cabeça pelo irmão mais velho até desmaiar e logo enterrado vivo numa cova rasa perto da maloca indígena.

Não existe qualquer tribunal julgando casos de infanticídios na floresta. Mas lá existem “juízes” sem toga com o poder de setenciar o absurdo: que o assassinato de uma criança indígena não é assassinato, que sequer a criança é “pessoa”, e que tudo depende da compreensão de um ritual praticado por menos de uma dezena de tribos indígenas, no Brasil.

Essa é a compreensão de um missionário católico do Conselho Indigenista Missionário (órgão teoricamente ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB). Assim também defende uma antropóloga da Universidade de Brasília, acrescentando às justificativas para o infanticídio o “direito reprodutivo” da mulher indígena.

Mas não é verdade que a mulher indígena quer matar seus filhos. Muitas cometem o infanticídio ou o permitem sob forte pressão social! Algumas cometem suicídio para evitar ter qualquer envolvimento com o fim trágico de seus filhos.

A menina Isabella tinha a mesma idade do pequeno Niwai. A diferença é que no caso do assassinato da menina não foi dado oportunidade para que certos antropólogos e missionários pudessem revelar à sociedade que um ser humano em processo de socialização não é pessoa, logo não tem direito à vida. É o que eles pregam! Para o raciocínio que defende o “direito” dos índios de matarem suas próprias crianças, até a total socialização da criança não há pessoa humana e por isso não existiria sequer a possibilidade de falarmos em morte da criança, sequer em infanticídio.

Para esses juízes das florestas um ser humano só é gente se e quando sua sociedade assim o considerar. Assim não basta nascer vivo e até mesmo completar cinco anos, é preciso estar socializado e ser desejado por sua sociedade para adquirir o “status” de pessoa.

É um raciocínio macabro que não teria qualquer adesão do povo brasileiro que recentemente acompanhou toda tragédia do caso de infanticídio que vitimou a menina não-índia Isabella. A pequenina, como o indiozinho, estava em processo de socialização – e por isso poderia ser “interrompida” em qualquer idade, caso ela fosse índia, e mesmo assim o ato de “interrupção” não caraterizaria assassinato, na visão desses estudiosos.

Prova de que sequer a sociedade indígena aceita o fatwa dos antropólogos do absurdo, é a iniciativa da índia Sandra Terena: um documentário sobre a questão do infanticídio nas florestas, dentro da cultura de alguns povos indígenas. No documentário Quebrando o Silêncio os índios rechaçam a cultura do infanticídio, para horror dos antropólogos que acreditam poder salvar certa cultura indígena defendendo ações que simplesmente exterminam os povos dessa cultura.

Clique na imagem para assistir ao documentário:


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Para ler…
Estranha teoria do homicídio sem morte
Infanticídio: o direito da mulher indígena sob polêmica

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A imagem da criança indígena, no início do post, é meramente ilustrativa.

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Vente María

Me encantan los carismáticos hispanohablantes. Lo siento! Pero es verdad, amigos… Para todos un buen fin de semana. Arriba! Arriba!

Les presento al cantante español Migueli… Vale!

Vente María, vente María,
p’abajo ya, vente María,
que eres mejor que la lotería.

Te hacen patrona de bancos,
de gentes ricas y listas
y tú estás con los pequeños,
con los humildes, con los sufridos
muy cerquita de los presos,
de los enfermos, de los cabritos
y también de los cabrones
con quien se sientan mu chiquititos.

Porque no nos traes dinero
pero alegras la movida
y nos traes mirada fresca
pa los rollos de la vida
traes ilusión y esperanza
y no vas de señorita
porque eres viva y sencilla,
eres “dabuten”* María!

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Seguem alguns depoimentos feitos durante a quarta Marcha da Cidadania pela Vida, realizada no último dia 20, na praça da Sé.

Dom Odilo Cardeal Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, afirma que lutar em defesa da vida é um gesto também em prol da dignidade da mulher.

Prof. Hermes Rodrigues Nery, presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí, o líder pró-vida comentou sobre o fortalecimento do movimento pró-vida no Brasil e falou sobre a dificuldade de sua mãe para manter a gravidez.

Raymond de Souza, ativista do movimento Human Life International, criticou políticos abortistas e ressaltou a importância de levar informações pró-vida às pessoas.

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Estas são algumas das fotos que tiramos durante o evento – a maioria foi o Jorge Ferraz que tirou (grato, Jorge!). Basta clicar para ver as imagens ampliadas! Assim que eu tiver oportunidade envio os outros vídeos também.

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Mais fotos no Blog da Família e Picasa.

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Vote em políticos pró-vida

A presidente do movimento Brasil sem Aborto, Dra. Lenise Garcia, lançou no último sábado a edição 2010 da campanha “A Vida depende do seu Voto” durante a quarta Marcha da Cidadania pela Vida, realizada na Praça da Sé, em São Paulo. O vídeo do discurso de lançamento da campanha está disponível no youtube.

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Ato Cívico pela Vida

Da direita para a esquerda: Jorge Ferraz, Wagner Moura, Dra. Lenise Garcia, Prof. Hermes Redrigues Nery e sua mãe. Estivemos todos no 4º Ato Público em Defesa da Vida, que neste ano começou com uma caminhada desde o centro de São Paulo, capital, até a Igreja da Sé. Tiramos muitas fotos, gravamos depoimentos e celebramos.

Foi a primeira vez que participei do evento e fiquei impressionado com o número de jovens que aderem aos esforços em prol de uma cultura de vida e não de aborto. Gostaria de fazer uma edição das filmagens que fiz, mas no momento não tenho ocasião propícia, de modo que em breve colocarei no YouTube as principais falas proferidas durante o evento, em especial a fala de lançamento da nova campanha do movimento Brasil sem Aborto.

Gostaria de agradecer ao Prof. Hermes por sua consideração e estima para comigo e para com o Jorge Ferraz. O professor nos apresentou ao encarregado da Human Life International para o mundo lusófono, o senhor Raymond de Sousa, e foi muito elogioso ao falar sobre a iniciativa de blogueiros em divulgarem a cultura da vida.

Agradeço ainda a Dra. Lenise, sempre solícita e entusiata. Ela nos acolheu com o sorriso de temperança que lhe é característico e trocou conosco algumas ideias sobre questões envolvendo a situação da defesa da vida, no Brasil. Foi um reencontro – já nos conhecíamos – selado com um almoço simples e uma partilha, engrandecedora, de situações vividas no dia-a-dia da defesa da vida, no Brasil.

Também gostaria de agradecer ao Jorge Ferraz pela companhia, generosidade e incentivo. Ele foi quem me levou a cogitar sobre minha participação no ato pró-vida! Foi um prazer revê-lo após três anos praticamente, desde a visita do Papa ao Brasil.

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Meio milhão de acessos


Rosbife Faro, o mascote, prestando muita atenção no contador do blog.

Obrigado! Quero começar assim este post histórico para mim: já agradecendo pelas 500.000 visitas que este blog completou nesta semana. Não dava para acreditar que o contador chegaria a tanto quando tudo começou, em 2007. Mas, após três anos completos (e caminhando para o quarto ano no ar) ele chegou. Apetece-me comemorar! E o farei com os amigos – ou só com meu mascote, talvez.

Quando me dei conta, nesta semana, que o contador estava se aproximando do simbólico “meio milhão” fiquei bobo e comecei a minha contagem regressiva particular, ansioso. Enfim, não pude ver a mudança dos números em seu exato momento (ontem, sexta-feira, pelo final da tarde, segundo o sumido – mais sempre atento – Rosbife, meu retriever). A verdade é que o contador não registra visitas únicas. Isso quer dizer que quanto mais alguém retorna ao blog, mais visitas o contador registra. E como não acredito que minha mãe tenha se dado ao trabalho hercúleo de garantir-me o feito de 500 mil visitas, só posso admitir que é bom saber não estar sozinho por aqui.

Vou esquivar-me de fazer balanços e retrospectivas, de criticar-me, elogiar-me, qualquer coisa mais… Contudo, para os que chegaram por aqui, recentemente (sejam bem-vindos!), e desejam alguma resposta para a pergunta “que blog é este?”, ultimamente esta tem sido a resposta: é um blog que repercute assuntos pró-vida, que tem opinião sobre um monte de coisas, com algumas devoções e pensamentos católicos e uma certa admiração por personalidades quase sempre “mal-tratadas” por aqui.

No final das contas, é um blog que se importa e que insiste em permanecer atualizado na esperança de que mais gente também se importe. Um blog que não ganha dinheiro – ainda, risos! – e que desaprendeu a fazer publicidade de si mesmo do jeito antigo, por uma vergonha boba, uma falsa humilde ou medo mesmo de se comprometer demais.

Levarei os 500 mil acessos na bagagem de entusiasmo para a marcha pró-vida de São Paulo.

Uma vez mais… Obrigado.

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