
Aí em cima é um print screen de um documento da CNBB divulgado recentemente para apoiar a candidatura da pró-aborto Dilma Rousseff e apoiar o Plano Nacional dos Direitos Humanos (em sua maior parte), tudo com o pretexto de servir para “contextualizar” os bispos do Brasil sobre o cenário político nacional. E com um lembrete: “não é um documento oficial” logo abaixo do logotipo da CNBB.
São doze páginas de propaganda política. O que acho interessante é a estratégia de se divulgar algo que “não é oficial” por vias “oficiais”. Claro… As instituições fazem isso o tempo todo, mas foi a primeira vez que vi isso acontecer assim, tão… Tão oficialmente!
O documento tem o logotipo da CNBB e foi divulgado no site da CNBB. O lembrete do “não é oficial” parece ser uma licença para todos e qualquer um… Ou seja: é possível divulgar qualquer coisa com o nome da CNBB desde que se deixe claro que não se trata de algo oficial, algo que não tem o aval (oficial) da instituição, ainda que tenha o logotipo dela e seja divulgado no site dela.
É open source: código aberto. Ou para ficarmos no domínio da linguagem acessível a todos nós… É uma espécie de narrativa em conjunto, uma literatura de personagens-autores. Uma coisa qualquer assim… Conjuntural!
Eu mesmo, quando chegar em casa, vou aproveitar a oportunidade para escrever meu próprio documento não-oficial da CNBB. Coisa de uma página só, por questões ecológicas – papel é feito de árvores, sabia?
Um documento qualquer com tons políticos, algumas palavras de efeito, estatísticas e propaganda, para ser mais a cara da CNBB (pra ninguém desconfiar da não-oficialidade do documento).
Não sei como começar… Mas no final vou fazer a propaganda da bicicleta que doei para a rifa lá da catequese: “Apresente este documento não-oficial da CNBB ao seu catequista e concorra a esta linda bicicleta”.
Ou sei lá… Poderia ter parceiros! “Ligue para o nosso Disk-Pizza e ganhe um refrigerante de 2 litros apresentando esse documento não-oficial da CNBB.”
Por outro lado me pergunto se não é crime utilizar-se da marca de uma instituição para divulgar coisas não-oficiais em nome dela. Mesmo quando é a própria instituição que faz isso alegando não fazê-lo em seu próprio nome?
Odeio dilemas morais, mas devo confessar que até que não seria tão mau poder resolvê-los com respostas não-oficiais.












