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Arquivo para 14 janeiro, 2010

Dra. Zilda Arns foi entrevistada, em 2007, pela revista do Instituto Humanitas Unisinos a respeito do tema aborto. Médica com mais de 47 anos de experiência em saúde pública, quando questionada sobre a interrupção de gravidez indesejada, Zilda Arns era categórica:

A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública. (…) Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto.

Foi ela quem teve a iniciativa de consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para que respondesse ao discurso tão propagado de “1 milhão de abortos” no Brasil. E a OPAS não apenas confirmou que não existe nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, como também lamentou que o nome da instituição seja usado de forma leviana para justificar o número exagerado.

Questionada sobre um plebiscito para que se decidisse a respeito da legalização do aborto, no Brasil, Dra. Zilda Arns dizia estar convencida de que o aborto não é matéria para se decidir em voto. “Não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas”, pontuava.

Na entrevista, a posição da Dra. Zilda Arns a respeito dos direitos da mulher resume e esclarece sua posição no debate a respeito do aborto. Para Dra. Zilda Arns, “o ‘outro’ é o limite de nossa liberdade”. Por isso ela entendia que se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano.

A experiência no trabalho em políticas públicas autoriza a médica a dizer mais: “O fato de ela [a mulher] ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.”

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Para ler a entrevista na íntegra: “Sou absolutamente contra o aborto

William Murat: Estatísticas abortistas? Não, obrigado.

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As últimas palavras de Zilda


Atualização: O discurso foi proferido, de acordo com o sobrinho da Dra. Zilda.

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O corpo da Dra. Zilda Arns deve chegar ao Brasil ainda nesta quinta-feira. Já o velório e enterro de Zilda ocorrerão em Curitiba. Ela morreu durante o terremoto no Haiti, nesta semana.

Segue a íntegra da última palestra que Dra. Zilda Arns preparou para apresentar no Haiti – e que não foi proferida. O discurso foi divulgado pelo site da Rádio Vaticano.

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Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, Haiti, para participar da assembleia de religiosos.

Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.

Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nas nações. A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social.
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Lulaborto

“Amém!”

Foi com surpresa que assisti ao Jornal Nacional, dessa quarta, 13, e vi noticiarem que Lulaborto criou um novo decreto para reformar o Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3) somente no que diz respeito ao assunto que constrangia os militares: não haverá mais revisão da Lei da Anistia.

Só. A perseguição religiosa e legalização do aborto continuam no texto do PNDH 3 e não contam com nenhum decreto reformador de Lulaborto. Vale lembrar que o Plano Nacional dos Direitos Humanos foi avaliado e aprovado por Dilmaborto também, a candidata do governo para a disputa à presidência deste ano. Recordemos que todo projeto é encaminhado à Dilmaborto, ministra da Casa Civil, antes de ser encaminhado a Lulaborto.

Ok. Isso ainda vai dar muito pano pra manga… O que ainda gostaria de registrar: o Jornal Nacional não fez a menor menção ao fato de a legalização do aborto continuar no PNDH 3! Citaram os interesses do agronegócio e da censura à imprensa que o Plano quer impor. Mas nem sequer lembraram da questão aborto, como se fosse um assunto menos importante – e aprendi que o que se quer tornar invisível geralmente é tudo aquilo que não se consegue dar visibilidade sem alterar seus sentidos e suas proporções, ou seja: geralmente é algo importante demais.

Enquanto isso… A caravana São Gabriel, que reúne jovens pró-vida em uma cruzada contra o aborto no Brasil, segue em frente. Agora com o tanque de guerra está novo de novo e pronto para a batalha:

A previsão era a de que eles ficariam parados pelo menos uns três dias, em Curitiba (PR), porque a Kombi havia quebrado. Agora é só chamas de entusiasmo. ;)

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