
Dra. Zilda Arns foi entrevistada, em 2007, pela revista do Instituto Humanitas Unisinos a respeito do tema aborto. Médica com mais de 47 anos de experiência em saúde pública, quando questionada sobre a interrupção de gravidez indesejada, Zilda Arns era categórica:
Foi ela quem teve a iniciativa de consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para que respondesse ao discurso tão propagado de “1 milhão de abortos” no Brasil. E a OPAS não apenas confirmou que não existe nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, como também lamentou que o nome da instituição seja usado de forma leviana para justificar o número exagerado.
Questionada sobre um plebiscito para que se decidisse a respeito da legalização do aborto, no Brasil, Dra. Zilda Arns dizia estar convencida de que o aborto não é matéria para se decidir em voto. “Não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas”, pontuava.
Na entrevista, a posição da Dra. Zilda Arns a respeito dos direitos da mulher resume e esclarece sua posição no debate a respeito do aborto. Para Dra. Zilda Arns, “o ‘outro’ é o limite de nossa liberdade”. Por isso ela entendia que se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano.
A experiência no trabalho em políticas públicas autoriza a médica a dizer mais: “O fato de ela [a mulher] ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.”
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Para ler a entrevista na íntegra: “Sou absolutamente contra o aborto”
William Murat: Estatísticas abortistas? Não, obrigado.













