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Posts de janeiro \31\UTC 2010

Três anos de blog


Este que vos escreve: paz, amor e beleza interior.

Paro ou continuo? Vou adiar a resposta à essa pergunta outra vez só para não me sentir culpado, saudoso ou intrépido. Assim, tudo indica, este blog segue para o quarto ano de existência após completar, no último dia 29, três anos de “vida”, permitam-me o termo.

Nesse período novos amigos surgiram, mais pessoas descobriram suas raízes cristãs e mais brasileiros encontram fontes – e tornam-se fontes! – na luta contra a legalização do crime do aborto. E o fizeram também por causa desse blog? Seria pretensioso dizer, mas meu otimismo deseja que sim.

Como é natural por ocasião de um aniversário, quero aproveitar e pensar no que dá sentido a isto. E econtro muito sobre o que avaliar! Especialmente no que diz respeito a certo ativismo anônimo, tão frágil, mas tão forte.

A fragilidade constata-se na realidade pessoal desta iniciativa: sou eu, meus botões e as estatísticas limitadas de audiência. É simples assim, mas não posso constatar que seja apenas isso. A dificuldade na modéstia se dá por conta do que percebo como forte por aqui: à semelhança de outros blogs, somos iniciativas culturais, para além de uma mera estrutura opinativa.

Fazer crer e fazer ver não é tarefa fácil, mas é algo muito recompensador. Essa é a consciência que deve ter quem atua na transformação cultural, na formação de pessoas, quem contribui para lembrar que o ser humano tem uma capacidade de transcedência que não pode ser nivelada por ideologias pautadas em equívocos tão antigos.

Falo da promoção de uma cultura de vida quando me refiro a tal contribuição recompensadora.

Demanda esforço, mas aprende-se muito. Eu aprendi muito nos três últimos anos! Especialmente a permanecer, não importando as tentações que a incompreensão traz, nem os espasmos de certa solidão orgulhosa e da falta de trato com os que se percebem importantes em suas solidariedades seletivas.

Mas no final das contas é um blog pessoal. Há três anos é assim. E apesar dos temas aqui expostos, a gente até que dá algumas risadas. O bom-humor previne qualquer fanatismo.

Celebro! E gostaria de permanecer na companhia dos que costumam passar por aqui, bem como conhecer a tantos outros também afeiçoados à economia de serenidade tão benéfica à fé, à vida e às obras.

***

Apresentando o novo banner/head aí do blog. Eu o chamei de Paz na Terra Ventre. É um trabalho do Rodrigo Saigo e sintetiza um pensamento de Madre Tereza: o aborto é o maior inimigo da paz.

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Pronunciamento acerca do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos

Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à discriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os níveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacender conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de discriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNHD “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por órgãos legítimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

“Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.

+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ
+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira
+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria
Vianney, Campos, RJ
+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP
+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP
+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI
+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO
+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG
+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG
+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM
+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia
+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA
+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO
+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ
+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA
+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR
+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR
+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA
+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família
+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ
+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ
+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ
+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia
+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ
+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI
+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE
+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP
+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP
+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ
+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR
+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP
+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP
+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA
+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]
+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB
+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA
+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB
+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG
+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP
+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG
+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP
+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA
+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN
+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN
+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA
+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT
+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP
+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI
+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE
+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP
+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO
+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG
+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE
+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO
+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP
+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP
+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB
+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI
+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ
+ Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS
+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP
+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS
+ Leonardo Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

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Atualização: Essa lista foi publicada no site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro no dia 03 de fevereiro.

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Surpreenda!

Pelo menos cinco vezes… Com os Arianos e os Albigeneses, com os céticos Humanistas, depois de Voltaire e depois de Darwin, a Fé aparentemente havia naufragado. Em cada um dos cinco casos não foi a Fé que naufragou”. – G.K Chesterton (The Everlasting Man, Garden City, NY: Doubleday
Image, 1925, 254
)

A vida de São Tomás de Aquino não é de todo desconhecida. Ao menos o nome dele alguém, por menos conhecimento que tenha sobre catolicismo, já deve ter ouvido alguma vez na vida e deve saber que foi um santo importante.

Eu sei pouco sobre o dominicano São Tomás. E por restar-me a ignorância, neste dia em que a Igreja celebra a vida do santo, gostaria de me deter na época de Tomás, o século XIII. Nesse período histórico a Igreja enfrentou os Gnósticos, os Maniqueus e, ainda, o Islamismo. A Igreja também rejeitava Aristóteles, filósofo estudado pelos mouros, pagãos e sarracenos, e que seria, no futuro, um dos alicerces da teologia católica.

E nesse cenário a Providência suscitou São Tomás… Homem rico, aderiu a uma ordem mendicante, a dos dominicanos. Ele cristianizou aristóteles, deu ao rei São Luís IX – o Rei Cruzado – o argumento contra os Maniqueus e também feriu de morte o gnosticismo.

São Tomás revitalizou a identidade católica. Pode-se dizer que, no contexto de seu tempo, ele era inesperado. E no entanto Deus o suscitou não só para o século XIII mas para toda a história da Igreja.

Vejo o exemplo de São Tomás como sinal de contradição – de salvação! – para o tempo dele, mas também como referência para compreender quem são, afinal, as surpresas da História.

Os que permanecem na vontade de Cristo!

Permanecer, apesar de tudo, é o que há de realmente inesperado. Evadir-se é sempre esperado… Desistir… Renunciar… Também! Daí compreende-se que não são os liberais, os modernistas, os hereges, os céticos, os românticos… Não são eles as surpresas do percurso.

As surpresas são aqueles que se permitem ser sinal de contradição. Os que tem constância e oferecem com alegria a própria vida, num martírio incruento ou não. Aqueles que o fazem com a disposição dos privilegiados, como uma certa honra solidária que se propõe a ajudar as almas.

Nossos tempos são tempos de surpresas. E, sob pena de parecer tolo, eu confesso celebrar que a nossa época reúne em si muitas, muitas surpresas à semelhança do que São Tomás representou para sua época.

Fala-se que o século XX foi um século de tantos mártires como nunca se viu na história da Igreja. Vem a corroborar com isso a cerimônia de 28 de outubro de 2007, no Vaticano, na qual 498 católicos mortos durante a Guerra Civil Espanhola (1936 e 1939)foram beatificados. Foi maior cerimônia de beatificação da história.

E o sangue dos mártires é a semente do Evangelho, sabemos. E as sementes germinam em nossa época.

Diga que não aquele que não souber perceber os sinais dos tempos… É fato que o catolicismo esteve como num cenário de pós-guerra mais uma vez. E não é à toa que isso leva muitos a desacreditarem. Mas é bom lembrar que mesmo o pesadelo da Europa após a II Guerra Mundial acabou.

A Igreja venceu a guerra contra a heresia do modernismo que tanto mal fez ao catolicismo. Os modernistas continuam e agora até vendem milhões de cópias dos seus Cds e DVDs, mas e daí?

Havia muitos liberais durante a Contra-Reforma e no Concílio de Trento, também. Houve liberais no Concílio de Niceia (os Arianos) e da Calcedônia (os Monofistas).

Deus está no comando de forma misteriosa e inexplicável como Ele sempre fez. Os sinais disso estão por toda a parte. Abundam as conversões, crescem as vocações, e os padres mais jovens são um poço de ortodoxia.

Pode-se dizer que os piores períodos da história são sucedidos por períodos gloriosos. O século X foi sucedido por São Tomás de Aquino por exemplo! E por São Francisco de Assis e Santa Catarina.

Na Renascença os Papas da família Bórgia e numerosos abusos do tempo deles foram sucedidos por Santo Inácio de Loyola, São Francisco de Sales, Santa Teresa d´Ávila, e pela gloriosa Reforma Católica.

E hoje?

Tenho a idade de 26 e somente há dez anos as coisas começaram a mudar para mim. Na época conheci, por acaso, o trabalho daqueles que hoje seriam conhecidos apologistas católicos. E como me intriga ver, hoje, dez anos depois, muitos outros jovens que também surpreendidos por esses desbravadores – alguns egressos do protestantismo num período em que o comum era exatamente o egresso de católicos para as fileiras protestantes – decidem também eles frutificar.

Surpreender.

As referências de apologética, então novidades há dez anos, hoje são surpreendidas por novos canais de evangelização, muitos deles na própria internet, como por exemplo os blogs. E, curiosamente, alguns novos surpreendidos chegam aos canais inspiradores de tudo isso por meio deles.

Há mais jovens brasileiros considerando temas religiosos, hoje, que há vinte anos. Há mais veículos de comunicação católicos hoje… E embora haja necessidades de melhorias, há uma crescente descoberta e valorização da ortodoxia.

Como disse, os liberais heterodoxos e heréticos continuam um problema. Mas eles são apenas poeira no grande cenário dos planos de Deus. Assim como foram os Egípcios e os Assírios, ou os Babilônicos, Persas, Gregos, Romanos, Nazistas ou Comunistas soviéticos (todos imensamente poderosos em suas épocas). Eles não fazem parte dos planos de Deus, como aqueles que compreendem o valor da ortodoxia, porque eles não se ajustam aos planos de Deus. Eles se rebelaram, e portanto estão fora dos planos. É por isso que eles são irrelevantes.

Acredito que a Igreja resistiu às amarras da secularização. E independentamente do que aconteceu, os dogmas e a estrutura da Igreja sobrevivem intactos. Mesmo no período do pós Vaticano II, Concílio que ainda divide muitas opiniões, nenhum dogma contrário ao Tesouro da Tradição foi promulgado. E nunca tivemos uma sucessão de tão bons Papas, por mais que alguns levantem fortes críticas a eles.

Alguma coisa está acontecendo. Eu não sabia nada sobre apologética católica há pouco mais de dez anos e eu sempre estive na Igreja. Sempre. Agora, raramente alguém que esteja virtualmente em condições semelhantes a que estive poderá dizer que nunca teve contato com o que seja a Fé ortodoxa.

No Brasil, por exemplo, nunca se falou tanto sobre a Cultura da Vida, tão fortemente enraizada nos valores do Evangelho. Nunca antes a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil viu-se fazer concessões a membros de movimentos ortodoxos ou a eles relacionados, ao ponto de dar-lhes comissões em seu organograma.

E para uma época de intensa secularização em todo o mundo, Deus suscitou um Papa como Bento XVI. Um intelectual reconhecido pelos mais heterodoxos. Um Pastor cuja liderança o mundo tentou prejudicar desde o início e continua sem êxito. As respostas a tudo isso são quase rompantes de incrível adesão: desde os universitários de La Sapienza até os recém-convertidos Anglicanos “ultra-conservadores”.

Germina nova era da redescoberta da identidade católica, promovida não por aqueles que fazem o que é esperado e desistem, insurgem-se, renunciam, apostasiam. Não. Mas promovida por aqueles que surpreendem, que contradizem suas vontades, que se lançam para o infinito que só há em Deus.

Não sei se São Tomás de Aquino percebia que era um presente de Deus para a época dele. Mas por certo compreendeu o chamado a surpreender e assim Deus o elevou não somente por sobre os da época dele, mas até a glória dos altares.

Os piores períodos da história são seguidos por períodos gloriosos. Compreenda os sinais. Há uma nova primavera da Fé que começa.

Surpreenda.

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Texto inspirado na obra do apologista católico, Dave Armstrong, “Pensées on Catholic Traditionalism“.

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No dia 4 de abril começa a vigorar a nova lei orgânica da pequena São Bento do Sapucaí, no interior de São Paulo. A nova legislação tornou a cidade de 11 mil habitantes famosa por ser a primeira, em todo Brasil, a contemplar, explicitamente, ações que promovam e protejam a vida humana da concepção até a morte natural.

Com a reforma da lei orgânica do município agora está previsto a implementação de um Conselho de Desenvolvimento Social e Promoção da família. E as gestantes devem ganhar uma unidade focada para elas e para as crianças. Na área da educação, os profissionais de saúde e os professores de educação básica devem receber formação específica.

A TV Canção Nova apresentou, ontem, reportagem sobre o assunto: Lei que torna cidade a 1ª pró-vida do país entra em vigor em abril

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Te desafio a ser sacerdote como eu!

A pergunta é de um repórter à serviço do jornal Valor Econômico: “A última: Dilma, Serra, Ciro ou Marina?” A resposta é do Pe. Fábio de Melo: “Ainda não tenho nome. Acho que gosto de todos”.

É possível ler a entrevista completa, publicada no dia 16 de janeiro, no site do Instituto Humanitas Unisinos: Refletir é preciso, orar não é preciso

Lamento. “Ainda não tenho nome” já seria o suficiente… “Gosto de todos” é uma gracinha dispensável.

Por que não aproveitar a oportunidade? Todo mundo falando do PNDH-3, que quer a legalização do aborto… Todo mundo sabendo das posições pró-aborto de alguns dos candidatos citados… Por que não aproveitar a oportunidade para dizer ao menos um evasivo “voto em quem defende a dignidade da pessoa humana” ou um “não pensei no assunto ainda”?

Complicado. Mas tem mais…

Valor: A propósito, seu parceiro, o católico Gabriel Chalita, vereador em São Paulo, trocou o PSDB pelo PSB, virou socialista. O que você acha do socialismo?

Pe. Fábio de Melo: A proposta de Jesus é socialista, né? O socialismo tem sido mal interpretado. Bem aplicada, sem os exageros da antiga União Soviética, a proposta socialista só edifica.

É claro… Existe um socialismo diferente do marxista do PSB, partido ao qual o parceiro do Pe. Fábio, Gabriel Chalita, está associado? Eu só me pergunto que socialismo é esse! Socialismo cristão?

O Papa Pio XI já dizia algo sobre isso: “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, nº 117 a 120).

O professor Felipe Aquino, que também tem programa na TV Canção Nova, já falou sobre isso uma vez e perguntou:

Quem ainda tem coragem de defender tal barbárie? No entanto, ela ainda existe na mente de muitos acadêmicos, jornalistas e outros que parecem não conhecer as lições da História.

A novidade do Pe. Fábio de Melo já me parece tão velha há tempos… Registro de uma época que se vai, de um período em que os católicos ainda sofriam para distinguir o que não pertencia ao Evangelho. É uma época que acabou embora seus frutos ainda estejam entre nós.

Deus deve ignorar coisas assim. Ele não se ocupa do que não está a serviço do Evangelho… E sabemos que o que não está nesse serviço não tem vida em si.

Gostar das canções do Pe. Fábio e reconhecer seu talento artístico e os benefícios que Deus tira de tudo isso apesar do Pe. Fábio, não nos obriga a aplaudirmos a insistência dele em proclamar o que nunca teve lugar na Igreja.

É triste vê-lo na contramão da primavera da fé que se apresenta. Enfim… Dias virão, e eles já se aproximam, em que os padres católicos saberão quem eles são e nós saberemos quem são eles.

***

Esse assunto em mais blogs: Ecclesia Una, Deus lo Vult e O Camponês

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A prova de que vaso ruim não quebra fácil: Ruth Proskauer Smith morreu na última sexta-feira aos 102 anos de idade, em Nova York. Ela nasceu em 1907, foi a pioneira do ativismo pró-aborto americano e teve uma vida dedicada à batalha “em favor dos direitos das mulheres a decidir sobre a reprodução”.

Vale dizer que o pai dela foi o juiz Joseph Proskauer que atuou na Corte Suprema de Nova York. Já a mãe dela, Alice Naumburg, foi uma das fundadoras da Sociedade para a Eutanásia da América. Não sei se podemos dizer que tragédia semelhante aconteça nas melhores famílias…

O jornal The New York Times registrou o obituário.

Lamento que Ruth Smith tenha morrido sem mudar, ao menos publicamente, a posição pró-cultura-da-morte que ela – a exemplo dos pais dela -sustentou por tantos anos.

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Não, Senhor Presidente!

Acima você vê uma animação com o discurso de um pastor protestante pró-vida que responde ao presidente Obamaborto à respeito de uma carta de congratulações aos abortistas americanos. A animação do discurso é muito interessante: usa somente as palavras do pastor e as deixa ganhar corpo. Causa impacto.

O vídeo, se podemos dizer assim, é de 2009 mas eu nunca tinha visto na internet brasileira. A versão acima tem legendas em português, é fácil de acompanhar. A mensagem é basicamente esta:

Não, senhor presidente, o senhor não está protegendo as mulheres. O senhor está autorizando a matança de 500.000 pequenas mulheres a cada ano! Não, senhor presidente, o senhor não está protegendo a liberdade de reprodução. O senhor está autorizando o aniquilamento da liberdade de 1 milhão de pequenos seres humanos a cada ano.”

Minhas restrições quanto ao discurso do pastor são somente pelo fato do “joy”, a alegria pela eleição de Obamaborto apesar de ele ser o abortista-mor do ocidente.

Ora, vamos lá… Ingenuidade não é crime, nem pecado. Mas tratar homens maus como se criança fossem… Isso é trágico e não pode ser confundido com ingenuidade.

Tomei conhecimento de uma mensagem sobre “calar” a qual acho propícia como adendo ao meu breve comentário. Segue:

A arte de calar

Calar sobre sua própria pessoa é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros é caridade.

Calar quando a gente está sofrendo é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio é covardia.
Calar diante da injustiça é fraqueza.

Calar quando o outro está falando é delicadeza.
Calar quando o outro espera uma palavra é omissão.

Calar e não falar palavras inúteis é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar é prudência.
Calar quando Deus nos fala no coração é silêncio.

Bonitinha, né? No dia que eu elogiar Mr. President, me recordem essa mensagem ou então riam em demasia da piada que estarei contando. Só não deixem passar em branco.

Mas é isto: muito interessante o discurso do pastor. Reproduzam e se quiserem digam que viram isso aqui. Vocês não fazem ideia de como fico contente com tão pouco. ;)

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Amparo Medina tem uma história de vida muito interessante: de radical de esquerda para presidente da Red Pro Vida do Equador. Ela afirma:

Em minha militância pró-aborto só vi morte, jamais vi uma mulher entrar ou sair feliz de uma clínica de aborto. Eu pedia que as mulheres abortassem porque esse era um direito delas. Para abortar existem milhares de pretextos: a pobreza, a felicidade, o fato de se ter muitos filhos, de ser jovem. Contudo, nenhuma mulher que aborta sai de uma clínica de aborto com um diploma ou um cheque para solucionar seus problemas… Dizer que matar um filho traz soluções de problemas é a coisa mais cruel que se pode dizer a uma mulher. E dizer isso é mentira.”

Além de lutar pelo direito ao aborto, Amparo também promovia o uso de anticoncepcionais e camisinhas. Um dia ela se deparou com uma pesquisa na qual se podia ver que mais da metade dos infectados com AIDS usavam e sabiam como usar camisinhas nas relações sexuais. A partir daí ela começou a perceber a mentira para a qual tinha dedicado toda a vida.

Há uma entrevista em espanhol com a ex-guerrilheira que também trabalhou para a Planned Parenthood, a maior organização abortista do mundo. O jornal paraguaio, Última Hora, publicou a entrevista com Amparo.

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iPhone ajuda mulher a engravidar

Aos trinta anos a britânica Lena Bryce engravidou após baixar um programa para seu celular, um iPhone, que disponibilizava, em tela, um calendário do ciclo menstrual no qual era possível conhecer os dias mais férteis da usuária.

Antes de baixar o aplicativo, Lena e seu companheiro pensaram em consultar uma clínica de Fertilização in Vitro. É que o casal sempre quis ter filhos, mas após quatro anos de tentativas nunca fora bem sucedido.

Problema resolvido. Felicidades ao casal!

***

Li aqui: Woman Uses iPhone App to Get Pregnant

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O vídeo mostra a atuação das caravanas de jovens pró-vida na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Eles se mobilizaram para alcançar os motoristas quando o semáforo da Avenida Nossa Senhora da Penha fechava, e anunciavam a mensagem em defesa e promoção da vida, contra a legalização do aborto, no Brasil.

Em Vitória, 25 rapazes que se dedicaram à campanha. Além da capital, outras cidades do Espírito Santo também foram visitadas como Mimoso do Sul, Vila Velha e Viana.

As fotos da campanha mostram os jovens abordando pessoas na rua e em casas. Vale a pena conferir e copiar a iniciativa.

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