Publicado em Eu li em dezembro 29, 2009 |
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O Estado laico não é crente, nem ateu, nem agnóstico. É o Estado laico que assegura que eu tenha uma fé e que, em função da minha fé, eu não venha sofrer nenhum tipo de sanção. Que eu possa vivê-la nos diferentes espaços: no meu trabalho, na minha casa, no mundo. O Estado laico não é só para proteger os não-crentes dos crentes, é também para proteger os crentes dos não-crentes e possibilitar que ambos sejam protegidos no espaço em que a alteridade possa ser realizada e vivenciada, sem que isso signifique que você tenha que viver uma “dupla personalidade”. As pessoas querem que você diga que a sua fé não tem nenhuma consequência. Obviamente tem. Mas, como diz a Bíblia, não é por força nem por violência que se convence as pessoas. – Marina Silva, pré-candidata à presidência do Brasil, em entrevista à revista protestante Cristianismo Hoje.
O catolicismo de Marina Silva foi formado pelas CEBs de Leonardo Boff e logo varrido de sua vida quando, num grupo de oração da Assembleia de Deus, ela teve uma experiência com Deus. Tornou-se protestante e das CEBs guarda uma herença de valores éticos políticos. Só.
Apesar de sua militância no PT e suas admirações permanentes por teólogos da libertação, como Leonardo Boff, Marina é um nome que muito me atrai. Ela lê e admira Santo Agostinho e G.K Chesterton. Além de ser contrária ao aborto, apesar de seu discurso ter buscado na ideia de um “referendo” um abrigo contra polêmicas.
Eu li a excelente entrevista que ela deu à Cristianismo Hoje, uma revista protestante com trabalho jornalístico digno.
Dizem que o verde (Marina é ecologista, recém-filiada ao Partido Verde) é o novo vermelho-comunista. Não posso dizer que não é verdade, mas, em alguns casos… Prefiro acreditar que não é bem assim. É o caso de Marina, imagino, no momento.
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