Não é permitida a presença de Papai Noel em nosso Estado laico.
Já dizia Simone: “Então é Natal…” Mas nem para todos, nem para todos, ó Teófilo! Para os laicos e loucos que pensam ser a lei nos Estados Unidos, por exemplo, este período do ano é qualquer coisa, menos Natal.
Não importa o que digam as árvores, as paradas em marcha com músicas natalinas ou os presépios. No país de Obamaborto os não-religiosos tem o poder de laicizar todas as coisas e o fazem! Como novos Adãos eles nomeiam o mundo e o que for do Natal, na verdade, não é.
No boletim divulgado pela Liga Católica de Anti-Difamação, nesta segunda-feira, somos apresentados ao Natal mais louco (e portanto, laico) de todos os tempos. No estado americano da Carolina do Norte, por exemplo, o patrulhamento laicínico transformou a árvore de Natal da prefeitura da cidade de Cary na “árvore da comunidade”.
- Olha, mãe… Uma árvore de Natal!
- Não, querida. Aquela é uma árvore da comunidade.
- Não seria a árvore do feriado, querida?
- Oh, Ronald… Neste ano chama-se árvore da comunidade, ano passado é que era do feriado, como em Madison, no Wisconsin.
- Eu prefiria a de Natal, mamãe… Eu quero a de Natal! Eu quero!
- Essas crianças… Sempre insatisfeitas…
Rir-se para não chorar e o boletim da Liga nos dá muitos motivos. As árvores em Madison, no estado Wisconsin, eram as “árvores do feriado”, mas neste ano os laicos resolveram revelar o verdadeiro nome das árvores do… Do… Do Estado Capitólio. Árvores do Estado Capitólio seja lá o que isso queira dizer! Assim é que são chamadas as árvores do – certifique-se de que estás em território seguro para ler isso – do Na-tal em Madison, no Wisconsin.
Em Vineland, Nova Jersey, optaram por chamar ao desfile de Natal de “Parada do Feriado” por uma questão financeira: os organizadores perderiam os recursos públicos destinados à parada se a chamassem do que ela é “Para do Natal”.
No estado de Indiana , na cidade de Howard County, foi o monstro do Lago Ness o escolhido para representar o que seria… Bem… Uh… Não ouso dizer: o hóspede especial do presépio cercado por animais (no caso do monstro, ladeado por uma baleia). Não é pra entender! Para qualquer pergunta, a resposta intelectual: o Estado é laico. E no Indiana, de alguma forma, isso tem algo a ver com o mostro do Lago Ness e outros animais!
Em Waterbury, no Connecticut, os laicos decidiram que as comemorações por lá são celebrações de inverno com direito a concertos. E por lá o Papai Noel não foi permitido, no lugar dele quem aparece é Geladinho, o Boneco de Neve.
Papai Noel também não pode ir às festividades da escola municipal de Northern Lehigh, na Pennsylvania. E por isso a entrega de presentes ficou a cargo do mascote da cidade: um cachorro da raça Bulldog.
Mas não é só o Natal que está na mira dos laicos e loucos nos Estados Unidos. O Ano-Novo também! Sim, até ele, afinal trata-se do calendário cristão… Não é a toa que já se ouve um “Bola pra Frente” no lugar de “Feliz Ano-Novo!”
Só para contrariar, os americanos da Liga Católica de Anti-Difamação, que são pró-Papai-Noel e pró-Natal… Eles optaram por saudar seus leitores e amigos com o tradicional Feliz Natal e Feliz Ano-Novo!
Para ler o boletim da Liga é só visitar o site.
Dos laicos e loucos… Livrai-nos Senhor!













[...] Nos Estados Unidos, tentam “descristianizar” o Natal. O Wagner Moura comenta, baseado no boletim emitido pela Catholic League. Acho que já comentei aqui como era o Natal [...]
Que loucura!
Me agrada saber que o iluminismo já tentou apagar da memória do povo qualquer lembrança do sagrado, mas o iluminismo passou…
Puxa, Wagner… a coisa tá feia. O laicismo aparece com a desculpa de apaziguar os ânimos e não favorecer a ninguém, mas parece que só faz o contrário, semeando a cizânia.
Fizeram o Estado laico para evitar briga religiosa, mas as maiores brigas que surgem têm o pé na religião.
Aliás, olha que interessante que encontrei no site do Catholic League.
A Liga montou um presépio no Central Park, em NY. Logo atrás dele, está exposto o maior menorá do mundo! Judeus e cristãos não parecem se importar com os símbolos uns dos outros.
Mas o Estado se importa. Segundo a nota, os tribunais americanos (ou de NY?) definiram que, se um símbolo religioso é exposto em lugar público, ele deve ser acompanhado por um “símbolo secular”! Juro que não entendi. Então, ao lado do presépio (ou do menorá) deveria haver uma bandeira? Ou uma estátua da justiça?
O laicistas são cínicos a ponto de só garantir a pluralidade religiosa, defendida em nome da tolerância, se forçarem a presença do secularismo ao lado da expressão religiosa; ou seja, com intolerância laicista.
O mais irônico é que no espaço do Central Park, com presépio e menorá, judeus e cristãos conseguiram ser mais tolerantes do que a “medida de tolerância” das cortes.
Eles conseguiram montar esses símbolos no parque, desacompanhados de “símbolos seculares”, porque essa norma não se aplica a símbolos financiados por particulares.
Vai entender esse povo. O link é aqui: http://www.catholicleague.org/release.php?id=1742
Abraços e feliz Natal!
Pedro, muito interessante! Em Nova York é muito comum a presença do candelabro judeu neste período do ano! E eles se esforçam por fazê-los bem iluminados, bonitos… Mas, sinceramente, nada que se compare às árvores de Natal por toda parte.
Eu vi uma camiseta vendendo na internet (um site americano) que falava assim: Estou comemorando o Natal e não um simples feriado.
Outra dizia: Pode me desejar Feliz Natal!
Eu nem cheguei a imaginar que a história fosse tão feia.
Engraçado que mesmo “feriado” em inglês é “holyday”, ou seja, dia santo… Daqui a pouco vão querer mudar a palavra para “doing nothing day”, ou “stay home day”.
Já não sei onde é pior, hoje em dia: se nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e Nova Zelândia; ou, ainda, na Europa.
Estamos diante de uma sutil tentativa de extermínio. Segue, à risca, o método gramscista de implantação marxista: à base de manipulação cultural, em lugar do método revolucionário. Eis a sutileza: não se faz o derramamento de sangue, passível de crítica e reação imediatas. As mudanças vão sendo promovidas na base de uma forjada legalidade e de uma farsa de civilidade.
Vale dizer: os laicínicos (gostei, Wagner) não estão nem um pouco preocupados com a (in)coerência de seus discursos e ações. Não lhes importa, por exemplo, a questão óbvia de que não está sendo posto em prática o autêntico espírito do Estado laico, que deveria tão-somente omitir-se em assuntos afetos às religiões. Muito pelo contrário, o que ora assistimos é ao ativismo do Estado contra as crenças e manifestações religiosas. No frigir dos ovos não há laicidade coisíssima alguma (lembrem-se: Estado anti-religioso não é laico, por definição).
Eduardo, são cínicos, realmente! Conheço alguns e eles sabem o que estão fazendo. No fundo, acho, é uma decisão que impõe a flagelação da razão a todos nós. Eles não se contentam em sozinhos censurar a razão… Precisam que o Estado o faça, que façamos todos nós, ao menos em público. É um mundo maluco o nosso. Salve-se quem puder!
[...] [¹] Blog O Possível e o Extraordinário [...]