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Arquivo para 21 dezembro, 2009


Não é permitida a presença de Papai Noel em nosso Estado laico.

Já dizia Simone: “Então é Natal…” Mas nem para todos, nem para todos, ó Teófilo! Para os laicos e loucos que pensam ser a lei nos Estados Unidos, por exemplo, este período do ano é qualquer coisa, menos Natal.

Não importa o que digam as árvores, as paradas em marcha com músicas natalinas ou os presépios. No país de Obamaborto os não-religiosos tem o poder de laicizar todas as coisas e o fazem! Como novos Adãos eles nomeiam o mundo e o que for do Natal, na verdade, não é.

No boletim divulgado pela Liga Católica de Anti-Difamação, nesta segunda-feira, somos apresentados ao Natal mais louco (e portanto, laico) de todos os tempos. No estado americano da Carolina do Norte, por exemplo, o patrulhamento laicínico transformou a árvore de Natal da prefeitura da cidade de Cary na “árvore da comunidade”.

- Olha, mãe… Uma árvore de Natal!
- Não, querida. Aquela é uma árvore da comunidade.
- Não seria a árvore do feriado, querida?
- Oh, Ronald… Neste ano chama-se árvore da comunidade, ano passado é que era do feriado, como em Madison, no Wisconsin.
- Eu prefiria a de Natal, mamãe… Eu quero a de Natal! Eu quero!
- Essas crianças… Sempre insatisfeitas…

Rir-se para não chorar e o boletim da Liga nos dá muitos motivos. As árvores em Madison, no estado Wisconsin, eram as “árvores do feriado”, mas neste ano os laicos resolveram revelar o verdadeiro nome das árvores do… Do… Do Estado Capitólio. Árvores do Estado Capitólio seja lá o que isso queira dizer! Assim é que são chamadas as árvores do – certifique-se de que estás em território seguro para ler isso – do Na-tal em Madison, no Wisconsin.

Em Vineland, Nova Jersey, optaram por chamar ao desfile de Natal de “Parada do Feriado” por uma questão financeira: os organizadores perderiam os recursos públicos destinados à parada se a chamassem do que ela é “Para do Natal”.

No estado de Indiana , na cidade de Howard County, foi o monstro do Lago Ness o escolhido para representar o que seria… Bem… Uh… Não ouso dizer: o hóspede especial do presépio cercado por animais (no caso do monstro, ladeado por uma baleia). Não é pra entender! Para qualquer pergunta, a resposta intelectual: o Estado é laico. E no Indiana, de alguma forma, isso tem algo a ver com o mostro do Lago Ness e outros animais!

Em Waterbury, no Connecticut, os laicos decidiram que as comemorações por lá são celebrações de inverno com direito a concertos. E por lá o Papai Noel não foi permitido, no lugar dele quem aparece é Geladinho, o Boneco de Neve.

Papai Noel também não pode ir às festividades da escola municipal de Northern Lehigh, na Pennsylvania. E por isso a entrega de presentes ficou a cargo do mascote da cidade: um cachorro da raça Bulldog.

Mas não é só o Natal que está na mira dos laicos e loucos nos Estados Unidos. O Ano-Novo também! Sim, até ele, afinal trata-se do calendário cristão… Não é a toa que já se ouve um “Bola pra Frente” no lugar de “Feliz Ano-Novo!”

Só para contrariar, os americanos da Liga Católica de Anti-Difamação, que são pró-Papai-Noel e pró-Natal… Eles optaram por saudar seus leitores e amigos com o tradicional Feliz Natal e Feliz Ano-Novo!

Para ler o boletim da Liga é só visitar o site.

Dos laicos e loucos… Livrai-nos Senhor!

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Para driblar a política do filho único, que vigora na China, a jornalista Huang Rui (foto) mudou-se com o marido para Hong Kong, ex-colônia britânica reintegrada ao país em 1997 e que, como Macau (ex-colônia portuguesa), é uma Região Administrativa Especial que goza de poder executivo, legislativo e judiciário independentes dos poderes da socialista República Popular da China, a “China continental”.

Um país, dois sistemas. Hong Kong é capitalista, oferece melhor assistência médica à população e conta com profissionais da saúde treinados no ocidente.

Esta não é a única razão que leva a região administrativa a atrair mulheres que têm dinheiro para levar a termo gravidezes planejadas: os filhos de chinesas que nascem em Hong Kong recebem, automaticamante, o status de resdientes permanentes e têm direitos a edução e saúde gratuitas além de um passaporte com visto liberado para mais de 100 países.

A situação é esdruxula: no sistema abortista chinês as mulheres pobres *não* têm direito à dar a luz a mais de um filho. Só as mulheres financeiramente bem sucedidas podem fazê-lo, ainda que clandestinamente, uma vez que os filhos não existem, oficialmente, para o governo socialista.

Nessas condições podemos dizer que os partos de chinesas da “China continental”, que já têm o primeiro filho, são clandestinos mesmo quando realizados em Hong Kong, onde os pais podem ter mais de uma criança.

A situação não preocupa as mães que cada vez mais deixam a China socialista para terem filhos em Hong Kong. Só no primeiro semestre de 2009, a cada 100 bebês nascidos na antiga colônia britânica, 44 são filhos de mães chinesas da “China continental”.

Em 2002, de acordo com dados de Hong Kong, os números eram menores: 18 a cada 100 nascidos.

Uma espécie de “turismo do parto” é o resultado de tudo isso. Cada vez mais mulheres grávidas viajam da “China continental” para Hong Kong contando para esse fim com o auxílio de um serviço terceirizado de agendamento de partos que inclui permissão de viagem de avião e hospedagens para as mulheres que querem ter mais de um filho.

As autoridades de Hong Kong mostram preocupação com o assunto. Tanto que desde outubro deste ano estão suspensos os agendamentos de partos de chinesas do lado socialista em todos os hospitais públicos de Hong Kong. Oficialmente a medida foi tomada para garantir que haja leitos para que as mulheres de Hong Kong na “alta estação” de partos da província. A restrição não afeta as clínicas particulares.

***

Para ler mais, no Washington Post: Mainland Chinese mothers deluge maternity wards of Hong Kong hospitals

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