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Posts de agosto \31\UTC 2009

São Bento do Sapucaí, SP – A população do município participou, na semana passada, da primeira sessão solene cívica itinerante ao ar livre para prestigiar o trabalho da inclusão de políticas públicas pró-vida na reforma da Lei Orgânica do município.

Em setembro os vereadores devem concluir os trabalhos que são feitos em parceria com a sociedade civil. E até o final do ano deve ser promulgada a nova Lei Orgânica de São Bento do Sapucaí.

Após a promulgação da primeira Lei Orgânica do município pró-vida, a Frente Parlamentar Municipal em Defesa da Vida trabalhará pelo cumprimento da lei e a multiplicação da legislação pró-vida na região, contando já com o apoio de inúmeros outros Municípios que formam o Parlamento Regional do Vale do Paraíba e Sul de Minas, integrando quase 50 municípios, a consolidar o Parlamento Regional Pró-Vida.

Fotos da sessão, a seguir:
(more…)

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Dever de sonhar

Eu tenho uma espécie de dever,
Dever de sonhar, de sonhar sempre,
Pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo,
Eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
Supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
Entre luzes brandas e músicas invisíveis.” – Fernando Pessoa

Me obrigo às vezes a acreditar… Não que seja difícil, embora necessite ser um esforço renovado tantas e tantas vezes entre prazerosos intervalos, devo admitir.

Enfim, sonhadores… Esta canção é um hino bom. Ofereço a vocês.

Grato.

***

Sonho Impossível
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

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R$2,8 milhões foram destinados para a promoção da “descriminalização” aborto, no Brasil, só em 2008. A quantia milionária foi presente do Ministério da Saúde para a “Caravana Estudantil da Saúde”, da União Nacional dos Estudantes (UNE) que, entre 12 de agosto a 27 de novembro do ano passado, promoveu debates pela descriminalização do aborto em cada estado do Brasil.

O detalhe: o montante destinado à caravana pró-aborto da UNE estava previsto no Orçamento para apoio à educação permanente de trabalhadores do SUS (Sistema Único da Saúde), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo de novembro de 2008. A denúncia do jornal foi reproduzida na página do SUS, o Sistema Único de Saúde Brasileiro.

R$ 80 mil foi quanto o mesmo Ministério concedeu para o filme O fim do silêncio, produzido pela Fiocruz e lançado no início deste ano. A própria diretora do vídeo, Thereza Jessouroun, declarou à imprensa: “Sou a favor da descriminalização do aborto em todos os casos“.

Os milhões dos cofres públicos para à apologia de um crime. Já para a defesa da vida: bloqueio de conta corrente e determinação de devolução dos recursos. Foi o que determinou, na sexta-feira, 28, o ministro da cultura, Juca Ferreira, ao indicar que houve “omissão proposital” no projeto Cultura, Cidadania e Vida, o qual propunha atividades culturais em defesa da vida.

Por “omissão” a nota refere-se ao que seria o uso arbitrário da logomarca do Ministério da Cultura no material de divulgação do evento previsto no projeto da proponente Associação Estação da Luz.

Imagino que alguém teve que quebrar a cabeça para encontrar uma justificativa a menos antidemocrática possível para impedir a Marcha pela Vida, ápice do projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, que agora decidiu pela anulação do convênio com a proponente.

Mesmo sob censura, a Marcha vai sair hoje, domingo, no Eixão Sul de Brasília, altura da quadra 208, às 15h. Pela vida e pela liberdade de expressão!

***

Para ler: Dinheiro público desviado para a causa abortista

***

Estação da Luz responde à nota do Ministério da Cultura

A Associação Estação da Luz, promotora do Projeto Cultura, Cidadania e Vida, está perplexa diante da nota do Ministério da Cultura divulgada ontem no site da instituição, determinando o bloqueio da conta corrente e a devolução dos recursos referentes ao projeto Cultura, Cidadania e Vida.

Diante da posição divulgada, esclarecemos que:

- o projeto encaminhado ao Ministério deixa claro o objetivo de realizar ações culturais em defesa da vida desde o início de sua existência e promover uma cultura de valorização da vida e da paz;

- em nenhum momento houve a exigência de apresentação do material de divulgação do evento. A única exigência foi o registro do apoio do Ministério da Cultura, por meio de sua logomarca e assinatura;

- o projeto foi submetido à rigorosa análise técnica e jurídica do Ministério da Cultura, que o validou.

Estranhamos essa atitude, pois o projeto vai ao encontro da posição do Governo Federal em construir um país para todos e uma sociedade mais justa e democrática.

A Associação Estação da Luz espera que o Ministério da Cultura reconsidere a posição adotada, tendo em vista o respeito à ordem jurídica e à Constituição Brasileira – que garante a liberdade de expressão dos cidadãos –, adotando uma postura coerente com a pluralidade democrática.

Movimento repudia nota do MinC

O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto –, parceiro da Associação Estação da Luz, repudia a nota do Ministério da Cultura publicada ontem no site da instituição, que determina o bloqueio da conta corrente e a devolução dos recursos referentes ao projeto Cultura, Cidadania e Vida.

A atitude do ministro demonstra uma posição antidemocrática, pois nega o direito de manifestação de mais de 90% da população brasileira que defende a vida desde a sua concepção.

Mesmo diante da posição arbitrária do Ministério da Cultura, informamos que todas as atividades culturais previstas, e previamente aprovadas técnica e juridicamente pelo Governo Federal, estão mantidas.

O Movimento conta com o apoio de artistas brasilienses, que doaram suas obras para a causa, e da cantora Elba Ramalho, que doou parte do cachê do show que fará ao final da 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, no encerramento do projeto.

Como forma de reforçar os recursos para a causa, o Movimento convida a população a contribuir por meio de um depósito na conta corrente do parceiro Associação da Cidadania pela Vida (Adira) – Unibanco, agência 0635, conta corrente 155115-2.

Artistas, professores, advogados, juristas, cientistas, jornalistas, universitários e a sociedade civil organizada estarão presentes na Marcha de domingo, a partir de 15h, no Eixão Sul, altura da quadra 208, a fim de se manifestar a favor da vida e, agora, também, a favor da liberdade de expressão.
Censura Não.

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Vá por mim

É uma pena, mas não estarei na Marcha pela Vida – que contará com o show da Elba Ramalho – dia 30, em Brasília. Lamento a minha ausência porque sei que eventos como esse são importantes para fortalecer, de modo especial, aqueles que dele participam. Além disso, é claro, contam como registro de identificação para aqueles que amam e defendem a vida.

Acredito que pragmatismo não seja o objetivo de uma manifestação como a Marcha pela Vida ou de qualquer outra do gênero. Particularmente não espero como consequência do evento o fim do suporte financeiro às ONGs feministas cujos serviços são contratados por instituições que financiam clínicas clandestinas de aborto em todo mundo, inclusive no Brasil – clínicas que, ironicamente, as tais ONGs culpam pela morte de “1 milhão de mulheres”.

Cidadãos honestos em marcha podem não tornar as feministas-por-dinheiro menos hipócritas, mas fomentam e vivem importantes experiências de poder simbólico. E se não for importante exercer essa forma de poder, eu não sei o que mais é importante.

Participei duas vezes de eventos pró-vida. O primeiro deles foi no centro de minha cidade, São Luís, e na ocasião falei a uma pequena multidão em trânsito que, curiosa, às vezes parava para ouvir o que o suposto estudante de esquerda gritava ao microfone no meio da praça, cercado dos mais comportados manifestantes que vez ou outra gritavam um “Sim à Vida! Aborto, não!” quando motivados pelo microfone.

Foi interessante, e foi minha primeira vez em solo brasileiro – sem contar o grito pela vida no Pacaembu quando da visita do Papa. A outra vez foi com os gringos, ao lado de duas amigas brasileiras numa marcha que tomou as ruas frias de Ottawa e virou um mar de gente em frente ao Parlamento.

Modismo? Talvez disseram “modismo” quando outros jovens tomaram às ruas em décadas anteriores. Eles também tinha uma causa e embora particularmente tenha críticas a eles, não estou certo que poderia dizer que foi tudo um modismo.

Contudo estou certo que não há causa maior que a defesa da vida. Uma causa objetiva que nada tem de romântica, nem de desejos utópicos. Queremos que as pessoas tenham assegurado o direito de nascer, o direito de terem sua dignidade de seres humanos reconhecida, “no matter how small”, não importando quão pequenas sejam ou quão agradáveis a existência delas possa parecer para alguém.

Não tenho dúvidas de que lutamos pelo mais básico dos direitos civis. E lamento que alguns, agora poderosos, se esquivem de compreender isso. No passado não foi tão diferente e virou passado.

Desejo todo êxito e esperança àqueles que vão à Marcha emprestar sua voz não somente aos nascituros, mas à própria humanidade, ao menos à parcela dela que não aceita as tentações de deixar de ser humana.

Se pude ir, vá também por mim.

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Elba Ramalho pela vida

O que posso dizer é que defendo a vida das crianças e ninguém vai mudar isso. Podem me apedrejar, não vou mudar o que penso.” – Elba Ramalho, em entrevista, respondendo pessoalmente à censura do movimento femininazista pró-aborto.

Do Correio Braziliense, hoje:

Então você não vai desistir do show?
Absolutamente. Até porque as ONGs têm que entender que isso é uma questão de cada um, pessoal. Não peço desculpa a ninguém porque não estou fazendo nada de errado, sou uma cidadã livre. Foi o mesmo que aconteceu quando me posicionei contra a transposição do São Francisco. O povo da minha terra ficou contra mim. Mas eu não posso deixar de expressar o que penso. Quero a água para os que têm sede, mas mexer em um rio tão degradado não seria a solução viável no momento.

É verdade que você vai doar parte do seu cachê à causa contra o aborto?
Não sei o que o Alexandre (empresário) acertou, mas posso dizer que estou trabalhando com o cachê mínimo, só para pagar a equipe, os gastos. O que sobrar vai para minha ONG, que cuida de crianças. Com meu cachê normal, que é alto, não seria possível fechar esse show.

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Elba Ramalho fez um aborto no Recife aos 22 anos. Em entrevista, em 1997, aos 46, ela já se dizia arrependida: “Se ficasse grávida de novo, não faria o aborto mesmo que não desejasse o filho“.

O que dizer? As feministas-abortistas, pagas por organizações como a Fundação Ford, começaram a dizer que é um absurdo. O que? A participação de Elba Ramalho na Marcha pela Vida, uma iniciativa financiada com recursos de emenda parlamentar com autorização legal concedida pelo Congresso.

Na quarta-feira a Folha de S. Paulo prestou sua assessoria para desqualificar a Marcha contra a violência como evento privado financiado com dinheiro público. A notícia repercutiu em toda mídia (e ajudou a divulgar a Marcha em Brasília).

O “problema”, alegam os abortistas, é que a verba da Marcha é do Fundo Nacional da Cultura, administrado pelo Ministério da Cultura, direcionado para financiar ações de “paz e cidadania e contra a violência” e não “atividades antiabortistas”.

Mas, ora! Ainda que a Marcha fosse uma atividade meramente “antiabortista”, somente por isso não se enquadraria numa ação de “paz e cidadania e contra a violência”?

Compreendo que o aborto é o maior inimigo da paz no mundo. Porque é uma guerra contra a criança – um assassínio direto à criança inocente. Se nós aceitarmos que uma mãe pode matar o seu próprio filho, como é que se pode dizer que os outros não devem matar?

Também entendo que o aborto é um ato de violência que se pode mal comparar com os crimes de tortura. Ser triturado vivo porque indesejado não deve ser muito confortável. Sou contrário a violência do aborto e não imagino que alguém honesto possa ser favorável a tal.

E no Brasil há muitos honestos. Prova disto é que aqui a Marcha pela Vida tem visibilidade crescente e conta com a adesão de ícones da cultura brasileira. A mesma coisa não acontece facilmente em outros países onde marchas semelhantes contam com o boicote da mídia.

É apenas o terceiro ano da Marcha pela Vida, em Brasília, e os abortistas já se vêem obrigado a fazer alguma coisa… A mudar o próprio discurso para tentarem enganar a opinião pública que cada vez mais se afasta de qualquer disposição de alargar as portas para o aborto no país.

Espero que Elba Ramalho seja apenas a primeira voz a incomodar as garotas propaganda da Ford.

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Desafio

“Aviso a Padre João e seguidores,
Bem como a todos os demais leitores,
Que aceito o atrevido desafio
E, com a ajuda de Jesus, confio
Desenrolar sua língua que complica,
Pois, como a santa tradição explica,
Na Igreja só, Verdade e Salvação!
O Vaticano II, que confusão…

Nas mãos da Virgem minha espada ponho
Enquanto os argumentos eu componho.
Da espada da verdade o gume frio
Já dos sofismas vai cortar o fio!
Padre, pode sentir um frio na espinha,
Que a verdade é da Igreja, não é minha,
E enquanto as contas ao terço desfio
Meus argumentos eu aguço e afio…”

Orlando Fedeli, repentista, na obra Comunicado em Rimas Desengonçadas

***

A verdade, nada além da verdade. Erra o querido padre Joãozinho em responder às questões relativas ao magistério da Igreja – propostas pelo professor Fedeli – com questionamentos sobre a autoridade de seu inquisidor.

Mas tem sido interessante ver a lisura com a qual o padre lida com comentários, muitas vezes dispensáveis, que acertam o blog dele já há mais de duas semanas.

Ao que me conste, a última resposta do padre Joãozinho a um inquisidor público foi a publicação de um livro sobre êxtase e transe religioso. Uma resposta importante, eu diria, ao questionamento de padres avessos à RCC.

Padre Joãozinho não deixa barato, foi a lição que tirei na época da publicação do livro, ocasião de desentendimentos com o monsenhor da diocese de Guaxupé, um teólogo da libertação.

Sim, senhores… Houve um tempo em que a RCC e a TL não se reconheciam “em comunhão fraterna“.

Nessa discussão entre o professor Fedeli e o padre Joãozinho não tenho preferências. E embora os argumentos de um deles me pareçam mais próprios que os argumentos do outro, acredito que são todos honestos em suas defesas e iguais no ranço contra o cenário que cada um representa.

O que tiro de bom de tudo isso é que, parece, está mais difícil ignorar que vivemos um tempo de mudanças. Mais difícil de ignorar que as crianças cresceram.

Adoraria que um novo livro do padre Joãozinho (ou de sua chancela) viesse como fruto do embate.

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Objeção de consciência

Nos Estados Unidos, em Oklahoma City, uma juíza determinou que “objeção de consciência” ante o aborto é inconstitucional… Portanto os profissionais de saúde estão obrigados a realizar abortos não podendo dessa função se eximir por questões “morais ou religiosas”.

Mais: a juíza também determinou que não será mais obrigatório efetuar as análises de ultrassom para verificar as condições reais de saúde do feto, 24 horas antes de proceder à realização de um aborto. É que isso poderia fazer as mães mudarem de ideia.

Li em Zenit.

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No Brasil o segundo filho de Celine Dion poderia ter parado num laboratório de Mayana Zatz caso a cientista ainda estivesse apostando em células-tronco embrionárias, matando embriões (agora ela se dedica mais às células-tronco adultas…). É que a lei brasileira permite a utilização de embriões produzidos em laboratório para fins de reprodução assistida, desde que sejam inviáveis para gestação ou estejam congelados há mais de três anos. O filho de Celine esteve congelado por oito anos e, agora, se desenvolve no útero da mãe. Portanto, um embrião congelado há mais de três anos e “viável”. Ah, sim! Celine Dion, 41, está grávida de novo.

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Hoje à tarde, às 17h, o documentário Flores de Marcela será exibido na faculdade de medicina da Universidade Federal do Ceará. Logo após a exibição do filme haverá palestra com a Dra. Lenise Garcia, presidente nacional do Movimento Brasil Sem Aborto.

Flores de Marcela expõe a história real da pequena Marcela de Jesus de Jesus Galante, a bebê brasileira que nasceu sem parte do córtex cerebral e que, contrariando prognósticos da ciência, permaneceu viva durante 18 meses.

O documentário está disponível no YouTube.

***

Mais: Documentário sobre anencefalia é lançado na UFC

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