
Foto/Ana Rodinsky
“Glorioso e grande Deus, meu Senhor Jesus Cristo! Vós que sois a luz do mundo, ponde claridade, eu vos suplico, nos abismos escuros do meu espírito. Dai-me três presentes: a fé, firme como uma espada; a esperança, larga como o mundo; o amor profundo como o mar. Além disso, meu querido Senhor, peço-vos ainda um favor: que todas as manhãs, ao raiar da aurora, amanheça como um sol, diante de minha vista a vossa santíssima vontade para que eu caminhe sempre em vossa luz. E tende piedade de mim, Jesus.” -São Francisco de Assis.
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Leio aos pouquinhos “O Irmão de Assis” de Inácio Larrañaga. O livro é um empréstimo feito por um amigo meu muito próximo de São Francisco! E pensar que nunca mais conversamos sobre o santo…
Na verdade eu não conversava sobre São Francisco realmente. Nunca soube muita coisa sobre ele, exceto as respostas básicas aos laicos e loucos que adotam-no como padroeiro de um monte de coisa que o próprio santo abominaria.
Bem, eu não conversava exatamente. Mas eu ouvia, com muito interesse, meu amigo falar dele. E ler o livro é como ouvi-lo falar sobre o santo! Gostei do livro exatamente por ser uma narrativa. Bom, está certo, todo livro é geralmente uma narrativa… Mas este que leio é exatamente como ouvir alguém contando a história de São Francisco com direito a comentários muito relevantes. E é bem diferente do “estritamente referencial” de alguns outros livros (que eu, por acaso, não li).
A oração acima, disse-me Inácio Larrañaga, foi rezada por São Francisco de Assis em uma manhã na qual descobrira o crucifixo bizantino. Uma altíssima experiência divina, dizem os biógrafos. Provavelmente foi mesmo.
Beleza. Tomei por missão partilhá-la com todos. Aí está.
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