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Arquivo para 21 janeiro, 2009

A Era do Aborto Total?


O Coringa Obama: depois do personagem de Batman, a ode aos psicopatas continua!*

O nosso maior obstáculo são nossos próprios medos e hesitações, em especial algumas preocupações válidas, mas por vezes exageradas e distorcidas, no seio da Igreja que nos impedem de dizer e fazer coisas que não são apenas legalmente permitidas, mas moralmente obrigatórias.” – Padre Frank Pavone, diretor nacional do movimento Padres pela Vida (Priests for Life), em matéria especial da revista The Catholic World Report.

Barack Hussein Obama, o primeiro negro e o mais novo dos presidentes americanos é também um extremista pró-aborto. O democrata prometeu ao lobby abortista que assinaria, logo no início do mandato, um decreto capaz de revogar toda e qualquer restrição à prática do aborto nos Estados Unidos.

Isto quer dizer mais que “aborto por demanda”, o aborto em qualquer fase da gestação ou mesmo durante o nascimento do bebê. Sem as leis estaduais ou federais que restringem o aborto, mesmo hospitais e planos de saúde relacionados a confissões religiosas estariam obrigados a oferecer o atendimento para a “interrupção da gravidez”.

A justificativa do presidente para tamanha ousadia: acabar com a guerra cultural que desde 1973, com a legalização do aborto nos Estados Unidos via poder judiciário, acentuou controvérsias sem fim. Outra razão, de ordem ainda mais prática, diz respeito ao investimento do lobby abortista na campanha de Barack Obama.

Pelo menos dez milhões de dólares teriam sido doados, em nome da Planned Parenthood (a maior cadeia de clínicas abortivas do mundo), à campanha do atual presidente americano pró-aborto. Essa afirmação foi dada a comissões da Casa Branca e do Senado por Steven W. Mosher, presidente da Population Research Institute, organização pró-vida fundada em 1989.

Provas do lobby abortista na campanha de Obama não faltam. Além do compromisso assumido formalmente pelo próprio Obama em encontro com a Planned Parenthood, há também a agenda pública em prol dos direitos de saúde reprodutiva, redigida por diversas organizações pró-aborto e ofertada à campanha do atual presidente.

Em um documento os abortistas sugerem à nova administração, dentre inúmeras ações, as seguintes medidas a serem implementadas apenas nos 100 primeiros dias do governo:

  • Eliminação de quaisquer restrições ao envio de fundos para programas de apoio ao “planejamento familiar” em outros países.
  • Anulação do custeio de programas que valorizam a abstinência.
  • Revisão de políticas que restringem o acesso à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte – abortiva).
  • Disponibilização US$1 bilhão para programas internacionais de “planejamento familiar”.
  • Seleção de elementos para o poder judiciário que sejam comprometidos com os “direitos reprodutivos”.
  • Um lobby tão exigente não teria dinheiro para financiar uma campanha presidencial? Considerando-se somente relatório financeiro divulgado em 2007 pela Planned Parenthood, por exemplo, no qual a organização apresentou lucro de US$55,8 milhões de dólares, não é absurdo algum acreditar que sobra dinheiro para investir na política pró-aborto.

    RECEITAS/Planned Parenthood (2005-2006)

    DESPESAS/Planned Parenthood (2005-2006)

    A fortuna dos abortistas não muda facilmente a opinião pública. Apesar de terem elegido um extremista pró-aborto, 71% dos americanos gostariam que o aborto fosse limitado a circunstâncias raras ou ilegal, de acordo com pesquisa Gallup de maio de 2008. Para 49% dos pesquisados, o tema é importante no debate político. Ao contrário de Obama e seus lobistas, 73% dos americanos querem mais restrições ou não desejam mudanças nas atuais leis do aborto.

    A opinião pública reforça o pedido da carta que do presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, o Cardeal Francis E. George, enviou ao extremista pró-aborto eleito. Na carta o Cardeal George pede que Obama não ceda às expectativas de alguns, revertendo as políticas contrárias ao patrocínio do governo na destruição da vida humana dos nascituros.

    É uma clara referência ao Freedom Of Choice Act (FOCA), o decreto que revogaria todas as restrições ao aborto. Para o Cardeal Geroge, a assinatura do FOCA seria um “erro terrível tanto do ponto de vista moral, quanto político, além de comprometer o bem-estar da nação americana, num tempo em que é necessário união para encarar sérios desafios”. A carta encerra com uma rejeição a vitórias políticas contra a ciência, numa alusão a promessa de liberação de pesquisas com células-tronco de embriões humanos.

    Em protesto contra o FOCA, aproximadamente 200 mil pessoas devem se reunir em Washington D.C, amanhã, na Marcha pela Vida. O evento marca o 36º aniversário da triste legalização do aborto nos EUA e também inspira protesto em São Francisco, onde acontece uma Marcha pela Vida irmã. Em preparação para a marcha, hoje, muitos católicos se reúnem para rezar na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington.

    O movimento pró-vida criou uma petição eletrônica contra o FOCA, e já conta com mais de 484 mil assinaturas. O congressista veterano e líder pró-vida, Christopher Smith, acredita que a aprovação do FOCA será difícil. Smith estima que neste ano haverá 200 deputados pró-vida na Casa dos Representativos (o equivalente à Câmara Federal, no Brasil), o que possibilita o impedimento de muitas das leis pró-aborto que forem introduzidas em 2009-2010.

    Sendo assim vale repetir as palavras do Padre Frank Pavone e saber que apesar de termos um extremista pró-aborto na presidência dos Estados Unidos, não devemos paralizar em medo.

    Façamos nossa parte em nossas comunidades mesmo. Especialmente por sabermos que os abortistas temem nossa “capilaridade”, embora muitas vezes sequer demos a devida importância a ela, acostumados que estamos com maus exemplos.

    Importa prosseguir decididamente, desafiar-nos e ter claro que apesar de não sermos endinheirados como o lado negro dessa guerra cultural, temos a disposição o tesouro de nossa fé e uma maioria – também no Brasil – contrária ao extremismo pró-aborto, apesar de toda propaganda.

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    *Montagem em arte de Khate.

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    Mais sobre o FOCA com a CNBB americana.

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    Artigo: Posse de Oabama é simbólica, mas não histórica

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    Angência Ansalatina: Igreja escreve a Obama para dizer que é contra o aborto.

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