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Posts de janeiro \31\UTC 2009

1 milhão de abortos?

No blog Contra o Aborto:

“Nós afirmamos que entre cinco e dez mil mulheres morriam por ano por causa de aborto mal-feito. (…) O número verdadeiro estava mais próximo de duzentas a trezentas mulheres; nós também afirmamos que eram feitos um milhão de abortos ilegais por ano nos Estados Unidos e o número verdadeiro era próximo dos duzentos mil. Assim, somos culpados de uma fraude maciça.” Dr. Bernard Nathson, responsável direto ou pela supervisão de 75.000 abortos, contando que os números do aborto são fraude publicitária.

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Dois anos de blog

Passei o filtro solar e peguei a estrada nesta manhã de quarta-feira. Provavelmente não estarei por aqui até o final da semana, mas não poderia deixar passar o aniversário de O Possível e O Extraordinário, no próximo dia 29. Por isso vamos adiantar o discurso!

Há dois anos, quando este blog nasceu, havia uma intenção modesta. Isto aqui seria um post-it eletrônico… Com idéias que eu anotaria e depois perderia de vista em alguma gaveta, mochila, por entre livros.

Com uma “linha editorial” tão particular, não era natural a imaginação de grandes coisas. Estava fora de qualquer horizonte uma preocupação em atingir 260 mil hits, mais de 980 posts, 2.037 comentários, números atuais e provavelmente modestos para dois anos de presença na blogosfera.

Já sobre as experiências pelas quais esse blog passou não se pode falar que foram modestas. Injusto citar uma em detrimento de todas as outras, mas, dentre tantas, é preciso dizer que participar da projeção da causa pró-vida no Brasil é uma experiência que conta muito.

Conta, especialmente, pela colaboração de tanta gente importante que se presta a acreditar em um blog pessoal que, apesar disso, não foge das responsabilidades que lhe cabem.

E contam também as provocações. Por que não? Tensões fazem parte da vida e podem ser tanto ou mais proveitosas que o importante gesto de informar e romper discretamente com espirais de silêncio. Nem todos compreendem, nem todos concordam. Mas não é petulância dizer que, ainda esses são influenciados e benfeitores dignos de referência.

Estes dois anos de existência completos tem um gosto de eficácia interessante. E não acredito que esse adjetivo para gosto seja estranho… O sabor é também um processo, não? Um blog é exatamente assim: um processo. Há algo de natural, mas também de mecânico, de planejamentos. Um blog, se permitirmos, acaba por ter vida própria, paralela ao de seu principal colaborador, o blogueiro.

O Possível e O Extraordinário agradece pela oportunidade do exercício de poder simbólico – permita a digressão! -, pela oportunidade do “anonimato militante” e por todas as boas influências que fazem deste um blog católico, ainda que nem tanto afim com belas devoções, com a apuração da realidade numa perspectiva religiosa, com a apologética e tantas outras coisas bem promovidas em outros blogs brilhantemente católicos.

Quanto ao futuro… O Possível e O Extraordinário aceita persistir, ainda que isso inclua mais algumas noites em claro – sim, ele maltrata um pouco! -, ocasiões de “não querer”, momentos de dúvida e fases de inevitável solidão (seja por parte de seus colaboradores, visitantes e outros).

Ao soprar as velinhas este blog deseja que o mundo seja melhor, que o Brasil pró-vida vença o capital pró-aborto, que as pessoas livres não padeçam de covardia intelectual e que novos e bons blogs amigos juntem-se neste “anonimato militante” que acredita em causas pelas quais vale a pena blogar.

Ah! E fica a dica: use filtro solar – sem esquecer que a vida não termina aqui.

Obrigado.

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Excomungados ou não?


Comunicado oficial da FSSPX à imprensa diz que as excomunhões nunca existiram.

“Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. (São Lucas 10,16)

Um momento histórico marcou o pontificado do Papa Bento XVI no último sábado: o levantamento das excomunhões de quatro Bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo de origem suíça conhecido pelas críticas ao Concílio Vaticano II (responsável pela renovação da Igreja), bem como pela promoção da missa Tridentina, na qual o padre reza de frente para o altar e de costas para os fiéis.

As excomunhões datam de 1988, quando o fundador da FSSPX, Dom Marcel Lefebvre, recusou submeter-se à autoridade do Papa João Paulo II, o qual insistiu para que Dom Lefebvre não ordenasse bispos a quatro padres da FSSPX. Assim, Dom Lefebvre e os novos bispos foram penalizados como prevê o Código de Direito Canônico: com a excomunhão latae sentinae (automática).

Isso deu início ao que seria o maior cisma do século XX, dado que mais 600 mil fiéis são herdeiros dessa dissidência, apesar de não serem considerados, formalmente, cismáticos.

A publicação do decreto que levantou as excomunhões dos quatro bispos veio à público com o término da semana mundial de oração pela unidade dos cristãos. Mesmo em meio a críticas relevantes, o Vaticano divulgou que o gesto do Papa mostra um esforço pessoal em prol da unidade e é motivo de alegria na Igreja.

Prova desta alegria é a manifestação de alguns críticos do Concílio Vaticano II, como demonstra o site da Associação Montfort, para os quais o gesto do Papa foi, na verdade, mais do que divulgam os meios de comunicação do mundo todo. Para esses críticos o motivo da alegria não é a anulação das referidas excomunhões, mas a certeza de que o decreto afirma que as excomunhões foram inválidas.

Dessa forma os quatro bispos da FSSPX referidos no decreto – bem como os bispos que os consagraram – sempre estiveram em comunhão com a Igreja, o que confirmaria a defesa de que as excomunhões nunca foram válidas.

A interpretação pela ampla nulidade causou estranheza em quem leu o decreto e nele não encontrou sequer uma referência aos bispos que haviam consagrados esses que festejaram o documento. É o caso dos colaboradores do apostolado Veritatis Splendor, o qual publicou em site próprio, na noite de segunda-feira, 27, um alerta para que opiniões pessoais não sejam referência para a interpretação do documento.

Inaugura-se oficialmente, portanto, o quarto ano do pontificado de Bento XVI. Seja bem-vindo.

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Para ler: Uma história canônica do cisma lefebvrita

Gazeta do Povo: Papa se aproxima de tradicionalistas

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Prof. Hermes Rodrigues Nery*

Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do aborto são as Fundações (que planejam e financiam as ações) e as organizações não governamentais (que as executam), por interesses econômicos, políticos, demográficos e eugênicos. A pressão para a legalização do aborto faz parte dessa estratégia e existe por causa de ações com origem fora do Brasil, a longo prazo.

A legalização do aborto cria um ambiente onde é possível desenvolver a pesquisa com clonagem que produzirá resultados espetaculares na reengenharia da sociedade humana, hoje porém imprevisíveis e que estão sendo financiados sem expectativa imediata de lucro, mas aparentemente quase como algo que seria um meta poder.

Esta relação do aborto com a clonagem porém somente existe, e existe de modo bem claro, na mente dos grandes condutores das Fundações, como constatamos, por exemplo, o envolvimento da Fundação Rockefeller com a Biologia Molecular. De modo imediato, a legalização do aborto é desejada por ser o meio mais rápido e eficiente de controle populacional.

O ex-diretor do programa de controle populacional da USAID, nos anos 70, Reimert Ravenholt, dizia que com o orçamento disponibilizado pelo Congresso Americano à USAID, um montante que representou à época o segundo maior programa de ajuda externa já promovido pelos Estados Unidos em toda a sua história, menor apenas do que o Plano Marshal, que reergueu economicamente a Europa depois da Segunda Guerra Mundial, era possível reduzir de modo significativo o crescimento populacional de qualquer país do terceiro mundo, em um período de cinco anos, utilizando métodos convencionais como a esterilização e em apenas dois anos se pudesse ser utilizado o aborto.

No final dos anos 70, quando os dirigentes deste plano perceberam que sua apresentação como um plano norte-americano de controle populacional começava a ser questionado pelos países do terceiro mundo, o magnata do petróleo, John Rockefeller III, juntamente com uma cientista social que então trabalhava na Fundação Ford, resolveu introduzir o conceito de emancipação da mulher e dos direitos sexuais e reprodutivos, para que se pudesse impor a mesma coisa sem que se despertassem as mesmas reações.

Com isso, organizações como a Fundação Ford e as Organizações Rockefeller passaram a financiar ativamente as redes de ONGs feministas, o movimento homossexual, a educação sexual liberal, a dissidência dentro da Igreja Católica, através de organizações como as “Católicas pelo Direito de Decidir” e outras similares, e a introdução destes novos conceitos dentro da Organização das Nações Unidas para pressionar as nações em desenvolvimento e, especialmente, as da América Latina a legalizarem o aborto.

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Prof. Hermes Rodrigues Nery é Secretário-Geral da Executiva Nacional do Movimento Brasil Sem Aborto, Coordenador ds Comissão Diocesana em Defesa da Vida (da Diocese de Taubaté) e Vereador, Presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí (SP).

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Direitos reprodutivos

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Autor: Steve Kelley, San Diego, CA, The San Diego Union Tribune

Tradução: Minha mesmo. ;)

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Marcha pela Vida 2009


“Derrubar a legalização do aborto? Sim, nós podemos!”
(Foto/Jonathan Ernst-Reuters)

A Associated Press registrou um vídeo da Marcha pela Vida 2009, organizada ontem, em Washington D.C. Milhares de pessoas marcharam no protesto contra os 26 anos da legalização do aborto nos Estados Unidos.

O jornal Washington Post criou uma galeria comdoze fotos do protesto (gostei de uma em que o sol brilha sobre os manifestantes) . O jornal também furou a censura dos grandes conglomerados de mídia, divulgando a marcha e o slogan “Yes we can – eliminate abortion.”

O Washington Times fez um vídeo da marcha e informou que a maioria dos ativistas eram jovens, adolescentes, manifestantes que até mesmo usavam broches e bonés do dia da posse de Obama.

O Papa Bento XVI enviou uma carta aos jovens que participavam da marcha e demonstrou profunda gratidão pelo testemunho que todos davam do Evangelho da Vida.

Há trinta e seis anos que, nos Estados Unidos, o ser humano só é pessoa se nascer com vida… E mesmo assim, os bebês que sobrevivem a um aborto correm (outro) risco de serem assassinados nas “clínicas”, como mostra o filme 22 Weeks, baseado em uma história real, que não deve estrear no Brasil.

Boa sexta-feira! Bom final de semana! E boa prova aos futuros servidores públicos (“… e vivemos como os nossos paaaaaaaais”)! ;)

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A agenda gay de Obama

Novos mictórios começaram a ser instalados em banheiros masculinos de prédios públicos, com a nova administração democrata.

ONGs e fundações americanas que lutam pelos direitos da comunidade GLBTTT (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros) comemoram o feito e têm esperanças de que o presidente Obama aprove, em caráter de urgência, um pacote de leis que punem severamente o preconceito sexual.

É a era Obâmica, deixando o mundo cada vez mais unido!

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Brincadeira. Mas se depender mesmo da agenda de “Civil Rights” da Casa Branca, ninguém mais vai “dividir” a população americana: “(…) Há aqueles que exploram o assunto sobre direitos GLBTTT, apenas para nos dividir.”
, protestava o senador Obama em 2007.

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A Era do Aborto Total?


O Coringa Obama: depois do personagem de Batman, a ode aos psicopatas continua!*

O nosso maior obstáculo são nossos próprios medos e hesitações, em especial algumas preocupações válidas, mas por vezes exageradas e distorcidas, no seio da Igreja que nos impedem de dizer e fazer coisas que não são apenas legalmente permitidas, mas moralmente obrigatórias.” – Padre Frank Pavone, diretor nacional do movimento Padres pela Vida (Priests for Life), em matéria especial da revista The Catholic World Report.

Barack Hussein Obama, o primeiro negro e o mais novo dos presidentes americanos é também um extremista pró-aborto. O democrata prometeu ao lobby abortista que assinaria, logo no início do mandato, um decreto capaz de revogar toda e qualquer restrição à prática do aborto nos Estados Unidos.

Isto quer dizer mais que “aborto por demanda”, o aborto em qualquer fase da gestação ou mesmo durante o nascimento do bebê. Sem as leis estaduais ou federais que restringem o aborto, mesmo hospitais e planos de saúde relacionados a confissões religiosas estariam obrigados a oferecer o atendimento para a “interrupção da gravidez”.

A justificativa do presidente para tamanha ousadia: acabar com a guerra cultural que desde 1973, com a legalização do aborto nos Estados Unidos via poder judiciário, acentuou controvérsias sem fim. Outra razão, de ordem ainda mais prática, diz respeito ao investimento do lobby abortista na campanha de Barack Obama.

Pelo menos dez milhões de dólares teriam sido doados, em nome da Planned Parenthood (a maior cadeia de clínicas abortivas do mundo), à campanha do atual presidente americano pró-aborto. Essa afirmação foi dada a comissões da Casa Branca e do Senado por Steven W. Mosher, presidente da Population Research Institute, organização pró-vida fundada em 1989.

Provas do lobby abortista na campanha de Obama não faltam. Além do compromisso assumido formalmente pelo próprio Obama em encontro com a Planned Parenthood, há também a agenda pública em prol dos direitos de saúde reprodutiva, redigida por diversas organizações pró-aborto e ofertada à campanha do atual presidente.

Em um documento os abortistas sugerem à nova administração, dentre inúmeras ações, as seguintes medidas a serem implementadas apenas nos 100 primeiros dias do governo:

  • Eliminação de quaisquer restrições ao envio de fundos para programas de apoio ao “planejamento familiar” em outros países.
  • Anulação do custeio de programas que valorizam a abstinência.
  • Revisão de políticas que restringem o acesso à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte – abortiva).
  • Disponibilização US$1 bilhão para programas internacionais de “planejamento familiar”.
  • Seleção de elementos para o poder judiciário que sejam comprometidos com os “direitos reprodutivos”.
  • Um lobby tão exigente não teria dinheiro para financiar uma campanha presidencial? Considerando-se somente relatório financeiro divulgado em 2007 pela Planned Parenthood, por exemplo, no qual a organização apresentou lucro de US$55,8 milhões de dólares, não é absurdo algum acreditar que sobra dinheiro para investir na política pró-aborto.

    RECEITAS/Planned Parenthood (2005-2006)

    DESPESAS/Planned Parenthood (2005-2006)

    A fortuna dos abortistas não muda facilmente a opinião pública. Apesar de terem elegido um extremista pró-aborto, 71% dos americanos gostariam que o aborto fosse limitado a circunstâncias raras ou ilegal, de acordo com pesquisa Gallup de maio de 2008. Para 49% dos pesquisados, o tema é importante no debate político. Ao contrário de Obama e seus lobistas, 73% dos americanos querem mais restrições ou não desejam mudanças nas atuais leis do aborto.

    A opinião pública reforça o pedido da carta que do presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, o Cardeal Francis E. George, enviou ao extremista pró-aborto eleito. Na carta o Cardeal George pede que Obama não ceda às expectativas de alguns, revertendo as políticas contrárias ao patrocínio do governo na destruição da vida humana dos nascituros.

    É uma clara referência ao Freedom Of Choice Act (FOCA), o decreto que revogaria todas as restrições ao aborto. Para o Cardeal Geroge, a assinatura do FOCA seria um “erro terrível tanto do ponto de vista moral, quanto político, além de comprometer o bem-estar da nação americana, num tempo em que é necessário união para encarar sérios desafios”. A carta encerra com uma rejeição a vitórias políticas contra a ciência, numa alusão a promessa de liberação de pesquisas com células-tronco de embriões humanos.

    Em protesto contra o FOCA, aproximadamente 200 mil pessoas devem se reunir em Washington D.C, amanhã, na Marcha pela Vida. O evento marca o 36º aniversário da triste legalização do aborto nos EUA e também inspira protesto em São Francisco, onde acontece uma Marcha pela Vida irmã. Em preparação para a marcha, hoje, muitos católicos se reúnem para rezar na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington.

    O movimento pró-vida criou uma petição eletrônica contra o FOCA, e já conta com mais de 484 mil assinaturas. O congressista veterano e líder pró-vida, Christopher Smith, acredita que a aprovação do FOCA será difícil. Smith estima que neste ano haverá 200 deputados pró-vida na Casa dos Representativos (o equivalente à Câmara Federal, no Brasil), o que possibilita o impedimento de muitas das leis pró-aborto que forem introduzidas em 2009-2010.

    Sendo assim vale repetir as palavras do Padre Frank Pavone e saber que apesar de termos um extremista pró-aborto na presidência dos Estados Unidos, não devemos paralizar em medo.

    Façamos nossa parte em nossas comunidades mesmo. Especialmente por sabermos que os abortistas temem nossa “capilaridade”, embora muitas vezes sequer demos a devida importância a ela, acostumados que estamos com maus exemplos.

    Importa prosseguir decididamente, desafiar-nos e ter claro que apesar de não sermos endinheirados como o lado negro dessa guerra cultural, temos a disposição o tesouro de nossa fé e uma maioria – também no Brasil – contrária ao extremismo pró-aborto, apesar de toda propaganda.

    ***

    *Montagem em arte de Khate.

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    Mais sobre o FOCA com a CNBB americana.

    ***

    Artigo: Posse de Oabama é simbólica, mas não histórica

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    Angência Ansalatina: Igreja escreve a Obama para dizer que é contra o aborto.

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    Sem-teto


    Foto/G1

    Conheci o “bispo” Gê, como é chamado o deputado Geraldo Tenuta Filho, da comunidade Renascer em Cristo. Ele é uma liderança pró-vida e por essa razão me aproximei dele pouco depois do término (ou intervalo?) de uma audiência pública sobre legalização do aborto, na Comissão de Seguridade Social e Família (aquela onde a vida ganhou por 33 a 0). O encontro foi em 2007 e achei bom, embora fosse notória a desconfiança do deputado (embora muito gentil, era nítido que ele estava desconfortável, como se eu estivesse gravando a conversa – e não estava).

    Questionava ele sobre as ações da juventude da Renascer em prol da causa pró-vida. Ele se mostrou entusiasmado, me deu o cartão dele e falou de algumas iniciativas. Eu falei sobre as iniciativas dos carismáticos e até sugeri uma aglutinação de forças. Da parte dele houve um certo contentamento de saber que eu era “da carismática”. Ele mesmo, disse, tem muitos amigos católicos que são pregadores carismáticos (um ano depois eu conheci um católico amigo do deputado).

    No fundo eu sabia que não iria dar em nada estar ali na mesinha, vendo o “bispo” Gê tomar um chocolate (ou café?), batendo um papo com ele e ainda dando ideia sobre trabalho de evangelização em universidades (e ele gostou muito de saber que tinha carismáticos que evangelizavam nas universidades). Bom, nos despedimos e li pela última vez o cartão dele.

    Falo do “bispo” Gê porque recentemente o vi dando entrevistas sobre o desabamento do teto da “sede mundial” da comunidade cristã Renascer em Cristo – da qual o jogador Kaká é fiel. A tragédia aconteceu em São Paulo, no intervalo entre dois cultos e deixou nove mortos e mais de cem feridos. O líder da comunidade, o deputado Gê, anunciou que haverá indenização das famílias das vítimas.

    Situação difícil. Os técnicos que examinaram os escombros dizem que a estrutura desmoronou por causa de falta de manutenção, pequenas infiltrações e excesso de peso causado por ar-condicionado, aparelhos de som e de iluminação colocados indevidamente no teto nos últimos anos. Em 1998, foi o teto da comunidade Universal do Reino de Deus que desabou e nenhum dos denunciados como corresponsáveis pelo desabamento foi punido.

    Enfim. Procurei algumas informações sobre o assunto que estivessem menos contagiadas com a pauta “evangélicos corruptos em prol do atraso da humanidade” (não tou defendendo os corruptos… mas que há uma agenda no trato de temas envolvendo evangélicos, isso me parece claro). Pelo que notei há uma vontade de sair fechando “templos” evangélicos por aí.

    Na Folha denunciam que a bancada evangélica uniu-se em 2006 para impedir que a CPI do licenciamento investigasse prédios com funções de culto.

    Outro jornal, o Estado de S. Paulo, entrevistou um especialista que falava sobre as condições dos imóveis que viram “templos”. 80% são impróprios, embora não haja dados atualizados sobre o número de templos que têm alvará para funcionamento em São Paulo.

    Parece que a coisa vai complicar.

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    São Miguel Arcanjo, protegei-nos no
    combate; cobri-nos com vosso escudo
    contra os embustes e ciladas do demônio.
    Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos,
    e vós, Príncipe da Milícia Celeste,
    pelo divino poder, precipitai no inferno
    a Satanás e aos outros espíritos malignos,
    qua andam pelo mundo a perder as almas.
    Amém.

    ***

    Para ler: Obama e Um novo Nascimento da Liberdade.

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