Sexta! Final de semana chegando… Belezinha. Bom, dei uma olhada no blog anterior (a outra fase da minha carreira – na outra emissora…) e reencontrei umas homenagens – digamos assim – ao final de semana. Na verdade são registros do mal do século de outrora, mas nesta repescagem vou nomear de “homenagem ao final de semana”. Publico o texto que falo do sábado (sem alterações ortográficas) e deixo o(s) outro(s) à mercê da paciência do leitor.
Bom final de semana!
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03/03/2006

Ah, mundo que cansa! (Última parte?)
Se eu me encontrasse comigo mesmo há 1 ano teria uma conversa longa e terna com meu eu.
Falaríamos sobre nossa decisão de aceitar a vida como ela é: uma sucessão de rotinas e histórias parecidas com tantas outras que inspiram filmes ou matérias nos jornais. Ah! O ano que passou levou consigo os sonhos ingênuos que desconheciam o que era CLT, que desejavam uma monografia caprichada aspirante a livro e que, por último, não percebiam ao certo o valor de uma boa adaptação ao “modo operandis” de um Brasil de jeitinhos e favores.
Querido eu mesmo, que vontade de abraçar-te na chegada desse mundo novo já tão velho e igual a tudo que existe. Não cheguei a tempo de dar as boas-vindas… Mas mantenho o convite para o chopp! A bebida de dias comuns, de pensamentos sem reflexões demoradas antes do sono vir, da vida como ela é. Um convite para reestabelecer o ânimo quando te nomearem de santo ou te impuserem pecados que nunca cometeste, que sequer soubeste da existência deles na rotina dos homens.
Mas eu que te convido ouço sons ao longe! Um chamado distante… Alguém no futuro, parecido com nós dois: o de antes e o de agora, depois. Nosso eu do que ainda virá! E se ele parece sorrir é porque, sinto, deseja ter uma conversa longa e terna conosco. Talvez dirá um segredo suspeito: de um eu que ainda é o mesmo e vive como os pais. Que maravilha seria descobrir os caminhos para lá chegar, você não acha? E será que demora? Quando virá?
Lembro dos dias que acordava esperando pelo sábado, na cama dos meus pais. “Pai, já é sábado?” E por cinco vezes nunca era! Por cinco vezes os dias foram de estudos em mesas pequenas ao lado de desconhecidos pequenos que nem sei se esperavam tanto pelo sábado quanto eu… Sinal que um dia, num passado distante, eu soube toda verdade: da vida como repetição, um estado no qual os sábados eram valioso meio de contradição dessa lógica. Imagino que vivi mais tempo no sábado que o imaginado! Tempos de sonhos e reflexões demoradas antes do sono vir…
Às vezes desejo os sábados ainda, tanto assim que nem sinto os cinco dias – já tão antigos – passarem. Mas resisto ao desejo, em respeito ao meu eu de há 1 ano! Ao eu de agora e daquele que – posso ouvir… – virá.
- Alô, mundo!
- Pois não?
- Cansei de você.
- Quem fala?
- Hehehe… Cansei meu filho! E deixei um carro de gelo na porta da sua casa.
- Hã? Como assim? Não tem carro nenhum.
- É QUE ELE JÁ DERRETEU!!! =)
- Alô?! Alô?!
Uh… Remedinho bom: desejar todo dia a vida como ela é.
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Também:
Homenagem ao domingo.
Por sua conta e risco:
Homenagem ao trabalho e à oração
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