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Posts de dezembro \31\UTC 2008

Feliz 2009!


Foto/Pato

Obrigado! Foi muito bom tê-lo por aqui em 2008. Espero nos encontrarmos mais vezes em 2009. Um bom ano novo pra você, te cuida! Deus abençoe.

***

Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão…

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar…

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer…

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Dabate cultural


Um modelo de feto – Lee Jae-Won, Reuters

Acho estranho que para falarmos o óbvio, hoje, é necessário ampará-lo em questões culturais. A questão do direito dos nascituros, por exemplo… Todo mundo sabe que um bebê humano é humano (e é bebê) antes mesmo que ele nasça. Nascer, aliás, nunca foi prerrogativa para a vida! Nascer é um marco na existência de qualquer ser, mas obviamente não é no nascimento que se origina a vida. Alguém não sabe disso?

Contudo já faz tempo que meramente alegar “vida humana” em defesa do ser humano por nascer não é o bastante para sensibilizar uma “elite cultural” que se quer das mais humanísticas de todas as épocas – e cujos interesses privados exercem grande influência na esfera pública. Provavelmente foi pensando nisso que Rod Bruinooge, um político indígena e canadense, apresentou sua defesa do nascituro associando-a a valores da cultura indígena e também a valores éticos que orientam a relação do ser humano com o próprio corpo.

Rod Bruinooge preocupa-se com a ausência de leis que protejam mesmo o bebê de nove meses, prestes a nascer. O político pró-vida recorda que em nossa cultura não é admissível desfazer-se de uma parte do corpo pelo simples fato de podermos decidir o que fazer sobre nosso próprio corpo, por exemplo. Ele faz isso numa provável referência a um discurso pró-aborto bem conhecido e comenta que mesmo as decisões sobre nosso próprio corpo não escapam de uma orientação ética.

É o caso da venda de rins. Embora a ausência de um rim não prejudique, em geral, a vida de uma pessoa, não é aceitável que alguém venda o próprio rim alegando o simples fato de estar tomando uma decisão sobre o próprio corpo. Rod Bruinooge argumenta que mesmo as leis do país dele punem a prática, numa clara compreensão de que há escolhas individuais que também dizem respeito a toda sociedade. Infelizmente se há muitas leis que protegem os rins, não existe qualquer uma que proteja a criança por nascer no país de Rod Bruinooge.

Além dessa referência, o político conta aos leitores sobre a descendência indígena dele ser uma das motivações que o fizeram ser parte da comissão pró-vida do parlamento canadense. “Meus ancestrais aborígenes me ensinaram que o ciclo da vida honra tanto o nascimento quanto a morte. O respeito pela criança por nascer está no fundamento dessa filosifia”. Assim, compreende-se, o respeito pela cultura dos índios canadenses deveria também manifestar-se pelo respeito à criança por nascer.

Enfim. Louvável, eu diria… Mas me incomoda que precise-se justificar tanto a questão da defesa do nascituro. A verdade é que no único país sem leis que limitam o aborto, o debate cultural acabou sendo a trincheira pela qual crescem as iniciativas pró-vida canadense e, provavalmente, são elas as responsáveis pelo declínio no número de abortos tardios (crianças de 7 a 9 meses) nesse país.

Em 2009, desejo que o Brasil vença as elites culturais “nunca antes tão humanísticas”. Bom, de minha parte quero estar mais afim com o debate cultural. Pode me incomodar, mas já que ele funciona ainda que a longo prazo, vamos nessa.

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O último dia!

O que você faria se este fosse o último dia? Hum… Pense bem porque dia 31 é o último dia e depois começa outra temporada em nossas vidas. Se faltar idéia, Lord Vader tem uma sugestão interessante no vídeo acima. Dica do William Murat. Muito bom! Feliz Ano Novo!

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Tenha mais filhos

Confesso que não estou convencido de um certo dever cristão de promover famílias numerosas. É duro acreditar que tarta-se de algo muito bom e louvável nos dias atuais, uma vez que, somente ao redor do meu bairro, existem muitas famílias numerosas, todas pobres, quase miseráveis, todas necessitadas do auxílio de famílias menos numerosas.

Independente disso, divulgo a iniciativa da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas pela promoção do DVD “Demographic Winter – o declínio da família humana“. O vídeo acima é o trailler do DVD, um crítica ao baixo índice de natalidade em todo mundo (independente de religião). Um verdadeiro inverno demográfico que, segundo o documentário, sofre a influência de movimentos feministas, ambientalistas e homossexuais.

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Via jornal O Globo 29/12/08:

SALVADOR e BRASÍLIAAo condenar a prática do aborto durante uma missa neste domingo, o cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, criticou o PT por abrir processo no Conselho de Ética do partido contra os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), no passado. Segundo ele, os dois serão punidos por serem contra a descriminalização do aborto.

- Quando se procura até expulsar de um partido que está no poder (o PT) aqueles que não votaram pelo aborto, o que podemos esperar dessas pessoas? Não há dignidade humana. Daí vêm todas as corrupções, os mensalões, e só quem vai mesmo para a cadeia são os pobres – disse Dom Geraldo, ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

***

Leia mais: Dom Geraldo critica PT durante missa.

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Barack Obama

Copiado do blog Contra o Aborto, do William Murat:

Ex-Obamista

Recebi uma mensagem de um colega blogueiro que muito apreciei. O colega Everth Queiroz Oliveira, responsável pelo ótimo blog “Bein’Better” mudou de posição em relação ao apoio que dava ao recém eleito presidente dos EUA.

Eis as palavras de Everth:

Visitando seu blog, conclui uma verdade de fé em minha vida. Sempre fui contra o aborto, mas apoiava Barack Obama como presidente. Nunca pensei que estivesse apoiando um abortista!

Pois é… Infelizmente, inúmeros brasileiros — e muitos católicos — acharam o máximo a vitória de Barack Obama. Mal sabem, como era o caso de Everth, que Obama é o presidente mais radicalmente pró-aborto da história dos EUA jamais eleito, o que poderá se tornar uma verdadeira catástrofe para os não-nascidos não apenas de lá, mas de todo o mundo, pois a influência norte-americana é enorme, além de suas fronteiras.

Louvo aqui a profunda humildade de Everth, que, quando confrontado com um fato por ele desconhecido — o abortismo descarado de Obama –, não teve dúvidas de rever seu posicionamento. Isto é coisa rara nos dias atuais, em que tanta gente prefere olhar para o lado mesmo quando a verdade lhe toca o nariz.

Somos humanos. Erramos. O conserto de nossos erros é como um chamado divino, no qual Deus nos apresenta um novo caminho a seguir e ao qual podemos ou não percorrer, segundo nossas escolhas. Só um coração humilde, um coração de uma ovelha que conhece a voz de seu pastor, é que se mostra pronto a deixar o erro para trás e seguir confiante seu Senhor.

Seu post sobre o assunto é um exemplo de como um católico deve se portar quando ciente de um erro. Há gente que prefere ficar se equilibrando e saindo pela tangente (como esta “católica” aqui), mas este não é o caso de Everth. Graças a Deus!

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Domingo

Acordei cedo e bem disposto nesta manhã de domingo, por nenhuma razão especial. Nenhuma. O sono acabou às 4h00 da matina e não me restou outra alternativa a não ser acordar e abrir as portas da varanda e do corredor do quintal para aproveitar a despedida do frio da madrugada e climatizar o interior de casa.

O legal de ser o primeiro a acordar é que você pode assistir cada um dos demais residentes da casa na “função soneca desativada”.

A primeira, claro, é minha mãe. Ela acorda como se acordar fosse a coisa mais natural do mundo (e talvez seja!). E acho isso muito bom. Ela falou comigo, perguntou um monte de coisa – é domingo e eu estava acordado -, quis fazer um carinho – mas estou impondo limites a qualquer tentativa de carinho ultimamente, risos – e com muita calma foi organizando tudo que viu pela frente e provavelmente deve ter ficado constrangida ao encontrar as portas já abertas por mim (enfim, algo fugiu dos planos dela, risos). Mamãe deixou sobre a mesa um cartaz enorme feito na noite anterior. É para a igreja. Agora é tudo para a igreja. Após cinco anos os papéis trocaram! Agora sou eu que pergunto se não tinha outra pessoa para fazer isso pela igreja. Embora não seja uma crítica, ela sabe o que quero dizer e liga a TV na Canção Nova.

Depois meu pai. Ele já acorda mais lento… Silencioso. Demorou um pouco a sair do quarto, provavelmente procurando os óculos. Viu as portas de ventilação abertas, fechou a porta do quarto da minha irmã, foi até a cozinha, perguntou se precisava comprar alguma coisa para o café, ligou o computador e deve ter lido e-mails, acompanhado aí alguma coisa dos estudos de informática dele – se tem algo que nunca quero ser é de informática… Taí uma área que condena as pessoas a um estudo e vigilância sem fim! Sou preguiçoso, talvez. Bom, daí ele ajudou minha mãe em alguma coisa e depois que ela foi para a igreja – cedo – ele saiu de calças (o que significa que ele foi checar alguma coisa no trabalho – algum computador parado, provavelmente – e não deve demorar).

Restou minha irmã. Não ouso fitá-la… Ela acorda e passa. Passa. Passa. Risos. Não é mal humorada, não é isso. Mas há pessoas cuja “zona de privacidade” aumenta de tal forma pela manhã, cedo, que oportuniza aos demais a experiência da reverência, risos. Então o melhor a ser feito é esperá-la sair do banho e dar um alô, falar alguma ironia, perguntar, enfim, se vou à missa. Eu vou.

E eu estou aqui me atrasando para sair, curtindo o cheiro do café da manhã do vizinho, daqui de casa, de alguma coisa na rua… Sei lá de onde vem esses cheiros de manhã de domingo. Mas, de fato, essas portas abertas logo cedo proporcionam uma ventilação muito boa.

Quero ir à praia. Vou almoçar fora hoje. Bom domingo!

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Retrô


Foto: minha mesmo, por aí, nos primeiros dias de 2008. Pois é. Curti muito.

Quem escreve o texto da Retrospectiva 2008 da Globo? Muito bom. Poético, breve, emotivo. Gostei do “fez o cubo d’água ferver” quando se referiram a um nadador brasileiro, quando rememoravam as Olimpíadas. Depois vou conferir no site para ver se disponibilizam o texto… Acho que não. Mas, uma coisa eu acertei: iam usar a frase sobre o “tsunami de barro”, que uma vítima da tragédia de Santa Catarina mencionou numa entrevista. Usaram.

Por aqui também vamos de retrô em breve. Estamos reunindo as emoções, fazendo releituras, preparando nossa retrospectiva católico-pró-vida-neo-conservadora-e-tal. Colabore com nossa retrospectiva, envie sugestões aqui pro blog, seja pelo email, seja pelos comentários. Feel free!

***

Sim, há uma poesia na foto acima, pelo menos foi a intenção. Vamos nessa.

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Natal e Luz

Natal depois dos 21

reprisando os parabéns pra Jesus, 2005

Se eu tenho saudade de alguma coisa? Da luz dos anos 80 que trago na memória… Pode parecer estranho, mas tenho a impressão que naquela década os dias tinham uma luz mais ingênua, daquelas que não incandeia tudo de uma vez e que lembra cenas de pensamentos dos filmes.

Se eu tenho uma tese? Olha… Na década de 80 eu era criança e passava as férias na casa dos meus avós, na companhia do meu “Almanacão de Férias”, brincando/brigando com meus primos e fazendo uma bateria de exercícios da escola, que por acaso nunca foram pedidos para correção! A tese: crianças têm olhos de cinema.

Talvez alguns consigam conservar esse olhar. Quanto a mim, creio que perdi mesmo em algum lugar! E eles me fazem certa falta numa época como o natal quando durmo tarde e não espero encontrar qualquer presente quando amanhecer, exceto o novo dia.

Não que isso seja trágico! É que depois dos 21 estamos um pouco mais sozinhos quando o assunto é maravilhar-se com o comum dos dias e suas repetições passageiras. Antes havia alguém para maravilhar-se com a gente e essencialmente para nos maravilhar… Pode até fazer falta, mas é mesmo um impulso para compreender como o novo olhar pode se lançar sobre os dias e suas repetições. Há algo de maravilhoso nisto.

- Mãe, acabei a mesa. Veja como está bonita!
- Jesus, querido, está sim. Até parece que é a primeira…
- Para mim é sempre a primeira.
- Para mim também.

E pensar que sozinho eu só veria mesas, madeira.

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Natal desligado

Feliz Natal

Desligue o celular. Deixe de lado o orkut, o msn, o google talk. Esqueça os comentários do seu flog, das visitas do seu blog, dos e-mails com apresentações em power point.

Desligue o ar-condicionado. Abra as janelas do quarto, do escritório e ouça a cidade.

Desligue o tocador de mp3. Ande de bicicleta ouvindo a si mesmo. Faça sua corrida na praia e ouça o ritmo do mar. Simplesmente converse com seus amigos sobre seus amigos, sobre você, sobre o ritmo do mar.

Desligue a TV. Saiba que não haverá melhor “especial de natal” que aquele que é especial todos os dias: sua família, as pessoas que te visitam com freqüência.

Desligue-se das cobranças pessoais, do perfume da moda, da camisa em promoção. Esqueça dos sapatos na vitrine. A maquiagem não é tão importante quanto a luz própria de cada pessoa.

Desligue o cartão de débito automático da carteira, se for sair. Vá a lugares simples, com atendimento caseiro e comida barata. Leia o cardápio, mas ouça o garçom falar… Ouça-o falar bem, ouça-o falar errado.

Desligue os pensamentos desconfiados e converse devagar. Coma devagar. Beba devagar. Use o guardanapo para enxugar as mãos, a boca, mas limpe-se na pia. Sinta a água fria. Mire-se no espelho.

Há uma infinidade de coisas no mundo prontas para facilitar a vida, para seduzir e concretizar um sonho. Elas fazem tudo. Mas não têm voz interior.

Aquela voz sobre a mesa do escritório, que enche os olhos, que chama pela vida lá fora só pra lembrar que há mais para além das paredes.

Aquela voz do fim do dia, que ecoa sobre uma cama confortável, que enche o quarto.

Coisas não substituem pessoas. Só pessoas têm voz interior. Escute.

Desligue a luz.

Acenda uma vela.

Seja artesanal: faça uma oração ao Cristo que nasceu no Natal.

Amém.

***

Mensagem do meu natal 2006. Confesso que gostei.

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