
Apesar dos apocalípticos, o terceiro segredo de Fátima foi publicado integralmente, já afirmava o Papa Bento XVI quando ainda era Cardeal.
A publicação do segredo, de acordo com Ratzinger, “foi um tempo de luz, não apenas porque possibilitou que a mensagem pudesse ser conhecida por todos, mas também porque ela revelava a verdade prejudicada por interpretações apocalípticas e outras especulações, preocupando os fiéis em vez de motivá-los a rezar e fazer penitência”.
São palavras que estão na apresentação do livro de 140 páginas do Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Tarcísio Bertone: “A Última Vidente de Fátima: Meus encontros com Irmã Lúcia” (“The Last Fatima Visionary: My Meetings With Sister Lucia”).
O livro mostra que a Irmã Lúcia, falecida em 2005, confirmou a interpretação do Vaticano a respeito do “bispo vestido de branco”. Tratava-se mesmo do Papa João Paulo II.
O segredo falava sobre o atentado ao Papa. Não é por outro motivo que João Paulo II, após sobreviver aos tiros, atribuiu a Nossa Senhora de Fátima a preservação da vida dele.
Em outras palavras: ele já sabia do conteúdo do “segredo de Fátima”. Outros Papas também, já que desde 1957 a mensagem, escrita pela prórpia Irmã Lúcia, era de conhecimento do Vaticano.
Para o autor do livro, o Cardeal Tarcísio Bertone, “profecias não são orientadas por determinismo, fatalismos”. Para Bertone, as profecias demonstram que “a conversão, a penitência e a oração podem mudar o curso da história”.
João Paulo II e Irmã Lúcia tiveram diversas oportunidades para se manifestarem contrários à interpretação de Roma sobre o último segredo, caso essa interpretação fosse parcial. Quem acredita que há mais coisas para serem reveladas chama a vidente e o Papa de mentirosos.
Com informações do Catholic News Service.
Aqui: texto oficial do Vaticano sobre os três segredos de Fátima e a carta da Irmã Lúcia – em português, obviamente.











