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Posts de janeiro \31\UTC 2007

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Pode falar mal. Mas eu defendo – quando é justo! :)

A questão é: por que só “desgraça” vira notícia? Uma pergunta justa… Então um comentário meu.

Na verdade não é bem assim. A explicação começa pela notícia… Notícia é um fato de interesse público! E, em geral, o interesse público é aquele que se contrapõe ao interesse privado. Portanto – a princípio – é interesse privado que a administração pública vá bem. É algo que todos já esperam… “Temos um representantes e técnicos administrativos capazes de gerenciar nosso país”.

Beleza. É interesse privado da administração cumprir com as expectativas da população (ok… em tese!). Mas é interesse da população – público, porque de todos – saber quando suas expectativas são frustradas! Por isso as notícias ruins, que no final das contas podem ser boas.

Afinal… Não é bom saber o que estão fazendo com o dinheiro público, ainda quando isso não traz nenhuma alegria? :-) Ok… A gente pensa duas vezes por puro instinto: “talvez fosse melhor não saber… menos sofrimento…”. Mas racionalmente falando: é bom, sim.

A verdade é que a natureza do jornalismo é essa coisa bélica mesmo. Não tem jeito… Aliás, esse foi o jeito que as sociedades ditas civilizadas encontraram para “guerrear” sem derramar sangue. Os jornais são arenas, em resumo.

E isso é bom? Sim. Isso é muito bom… PORÉM, apareceu um complicador na história chamado “mercado”. É… E notícia passou a ser tudo aquilo que fosse do interesse “público” do mercado! Mas como o mercado teria interesse público, meu Deus?! :D

Não teria. E aí as notícias que eram a batalha em si deste campo bélico que é o jornalismo passaram a ser AS ARMAS em si. Eu explico porque é ruim: é que a batalha é problematizada, mas as armas são manipuladas.

E se o que era campo virou arma, o que virou campo? Sim… Porque uma guerra sem campo é algo inédito. Ou não? Ao menos desconheço!

No lugar do campo, o espaço! E não é a mesma coisa… Porque campo é campo e espaço é espaço. Saiba mais, agora: o que interessa não é mais a guerra em si, mas o espaço onde ela é projetada. Subitamente, o “glorioso” espaço onde ela é projetada!

É como um bem tombado como patrimônio da humanidade: todos querem ter acesso a ele, prestigiá-lo, tocá-lo… Querem estar na mídia!

Mas quem, em sã consciência, gostaria de estar no campo de guerra? A menos é claro que o campo fosse convertido em mero objeto de deleites vários. E foi o que aconteceu.

É por isso que os jornalistas são essenciais. Porque só eles foram preparados para mostrar que o “espaço” é na verdade um “campo”, embora muitos jornalistas tenham desistido de serem “soldados” para se tornarem “expositores”, “guias”, “prestadores de serviço” (eco!). Por quê? Primeiro por falta de amor próprio, depois porque é mais cômodo mesmo.

Afinal… Quem, em sã consciência, quer estar no campo de guerra?

Post Scriptum: Eu respondo… Só em sã consciência se é capaz de estar num campo de guerra.

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(Children see, children do)

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Casa Nova

É uma pena, mas não consegui trazer a mobília. De resto: outro blog! A idéia era falar de interesses segmentados, como é tão comum por aí. Mas, acho, aqui vai ser um post-it eletrônico… Idéias que anotaria e depois perderia de vista em alguma gaveta, mochila, por entre livros. Depois ficaria maluco atrás, porque acho que tudo que anoto tem sua razão de ser.

A propósito, fisicamente falando, nunca mudei de casa. Sempre morei na mesma rua – exceto quando bebê, mas dessa fase não existe nenhuma anotação minha em qualquer lugar – andei pelos mesmos caminhos e por mais que pense em mudar tudo de repente, a verdade é que não saberia viver tão bem em outro lugar (ou saberia? – há sempre a obrigação de uma dúvida generosa).

Falar de “mesmos caminhos” é maneira de dizer, porque por mais que os passos sejam os mesmos, o caminho está sempre em alterações. Minha cidade, por exemplo, mudou bastante, mas não o suficiente para deixar de ser ela mesma.

Aqui é um pedaço conservador do Brasil. Amigos que já moraram em outros estados sempre dizem – felizes ou não – que: “Não há mais lugar como São Luís. Isso aqui é muito conservador, vou te contar…” Eu sinto um alívio.

Na verdade, acho eu, que aqui acontece um fenômeno oposto ao resto do país: a maioria silenciosa é de não-conservadores. Eles até fazem alguma manifestação na fila do cinema, nas conversas no ônibus, nas mesas de barzinhos, nos bancos da igreja… Mas não estão dispostos a alterar, de fato, o status de cidade conservadora.

E por que mesmo estou falando de conservadorismo? Me fiz a mesma pergunta há algumas linhas atrás… :) Vai ver foi algum dos meus pensamentos involuntários por associação. Às vezes acho que meu cérebro quer ser o Google.

Chato que os posts dos dias de ontem não possam vir pra cá. Mas quando der saudade tem um link ao lado.

“Dia sim, dia também”. Muito prazer.

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