Pode falar mal. Mas eu defendo – quando é justo!
A questão é: por que só “desgraça” vira notícia? Uma pergunta justa… Então um comentário meu.
Na verdade não é bem assim. A explicação começa pela notícia… Notícia é um fato de interesse público! E, em geral, o interesse público é aquele que se contrapõe ao interesse privado. Portanto – a princípio – é interesse privado que a administração pública vá bem. É algo que todos já esperam… “Temos um representantes e técnicos administrativos capazes de gerenciar nosso país”.
Beleza. É interesse privado da administração cumprir com as expectativas da população (ok… em tese!). Mas é interesse da população – público, porque de todos – saber quando suas expectativas são frustradas! Por isso as notícias ruins, que no final das contas podem ser boas.
Afinal… Não é bom saber o que estão fazendo com o dinheiro público, ainda quando isso não traz nenhuma alegria?
Ok… A gente pensa duas vezes por puro instinto: “talvez fosse melhor não saber… menos sofrimento…”. Mas racionalmente falando: é bom, sim.
A verdade é que a natureza do jornalismo é essa coisa bélica mesmo. Não tem jeito… Aliás, esse foi o jeito que as sociedades ditas civilizadas encontraram para “guerrear” sem derramar sangue. Os jornais são arenas, em resumo.
E isso é bom? Sim. Isso é muito bom… PORÉM, apareceu um complicador na história chamado “mercado”. É… E notícia passou a ser tudo aquilo que fosse do interesse “público” do mercado! Mas como o mercado teria interesse público, meu Deus?!
Não teria. E aí as notícias que eram a batalha em si deste campo bélico que é o jornalismo passaram a ser AS ARMAS em si. Eu explico porque é ruim: é que a batalha é problematizada, mas as armas são manipuladas.
E se o que era campo virou arma, o que virou campo? Sim… Porque uma guerra sem campo é algo inédito. Ou não? Ao menos desconheço!
No lugar do campo, o espaço! E não é a mesma coisa… Porque campo é campo e espaço é espaço. Saiba mais, agora: o que interessa não é mais a guerra em si, mas o espaço onde ela é projetada. Subitamente, o “glorioso” espaço onde ela é projetada!
É como um bem tombado como patrimônio da humanidade: todos querem ter acesso a ele, prestigiá-lo, tocá-lo… Querem estar na mídia!
Mas quem, em sã consciência, gostaria de estar no campo de guerra? A menos é claro que o campo fosse convertido em mero objeto de deleites vários. E foi o que aconteceu.
É por isso que os jornalistas são essenciais. Porque só eles foram preparados para mostrar que o “espaço” é na verdade um “campo”, embora muitos jornalistas tenham desistido de serem “soldados” para se tornarem “expositores”, “guias”, “prestadores de serviço” (eco!). Por quê? Primeiro por falta de amor próprio, depois porque é mais cômodo mesmo.
Afinal… Quem, em sã consciência, quer estar no campo de guerra?
Post Scriptum: Eu respondo… Só em sã consciência se é capaz de estar num campo de guerra.













